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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Pais indignados. Precisam-se professores de educação especial

Em Évora, os pais de crianças com necessidades educativas estão revoltados com a falta de professores do ensino especial. Há mais alunos, menos docentes e nenhuma resposta do Ministério da Educação.

Há escolas a rejeitar alunos com necessidades educativas especiais, porque não têm maneira de os acompanhar. Passa uma semana da abertura do ano lectivo e cerca de 400 alunos especiais continuam em casa. 

“Cerca de 400 alunos, ao nível nacional, estão neste momento em casa por falta de colocação atempada de professores do ensino especial ou de outros técnicos que com eles trabalham”, revela à Renascença o sindicalista do Sindicato de Professores da Região Norte Vítor Gomes. 

“O panorama no Norte é de cerca de 100 alunos de deficiência mental sem apoio e 80 surdos sem apoio, neste momento todos em casa, a aguardar as colocações tardias que o Ministério fez este ano”, acrescenta. 

Exemplos de escolas afectadas pela falta de professores não faltam: no agrupamento das Escolas do Cerco, “há duas unidades fechadas – cerca de 10 alunos que ainda estão em casa – porque não foram colocados professores. No agrupamento de Cinfães, estão quatro alunos à espera de professor para poderem ser intervencionados. No agrupamento Alexandre Herculano, aqui no Porto e uma escola de referência de surdos do concelho, há menos dois técnicos de língua gestual portuguesa, que são os tradutores que ajudam os alunos. E há 80 alunos surdos ao nível de toda a região Norte que estão em casa por falta de financiamento do seu transporte para as escolas de referência”. 

O Sul não está isento de dificuldades e, na escola básica Manuel Ferreira Patrício, em Évora, os pais mostram-se indignados. 

Momentos de aflição em Évora

Margarida Rosário é mãe de uma menina com necessidades educativas especiais que frequenta a escola básica Manuel Ferreira Patrício. “Esta escola, o ano passado tinha 12 professores do ensino especial, este ano tem sete e recebeu mais casos de crianças com deficiência e com maior grau de dependência", conta. 

"A Unidade de Multideficiência tem seis crianças para uma professora, sendo que, quando a minha filha entrou tinha quatro crianças para duas professoras a tempo inteiro. A Unidade de Autismo tem 15 crianças para duas professoras, a de surdos tem em relação ao ano passado, menos um professor, menos dois intérpretes e menos dois formadores de língua gestual”, avança ainda Margarida Rosário. 

Isto, num universo de 92 crianças, quase todas a frequentar este estabelecimento de ensino. A directora do agrupamento, em resposta aos sucessivos apelos dos pais, fez deslocar uma professora e duas educadoras da Cooperativa local de Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades (CERCI), para assegurar os casos mais graves. Sem outros recursos, mais não se pode fazer. 

As respostas tardam em chegar. “Neste momento ninguém sabe de nada, ninguém tem autorização para contratar nem professores nem técnicos. Não há respostas para ninguém”, descreve a mesta mãe. 

Margarida Rosário lamenta que a “escola inclusiva” tenha sido uma miragem, uma vez que as crianças “precisam de apoios específicos que não têm. Nós não estamos a pedir favor nenhum, não é? Isto está na lei, o Estado português ratificou o Direito das Pessoas com Deficiência, comprometendo-se a cumprir, mas a verdade é que não percebemos - nem sei se alguém entende - qual é a política do senhor ministro da Educação”, desabafa.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Alunos com necessidades educativas especiais continuam sem apoio de educação especial

Foram publicadas as listas de candidatos da 2.ª reserva de recrutamento. Se, por um lado, havia alguma esperança na colocação dos professores de educação especial em falta, apoderou-se, eufemisticamente, uma desilusão.

Numa leitura na diagonal das listas de colocação, ressalta de imediato a contratação de vários docentes de educação especial para alguns agrupamentos. Num caso em concreto, o agrupamento passa a contar com mais seis (6!!) docentes de educação especial. Outros, mais quatro (4!!) docentes.Outros agrupamentos passam a ter mais três (três) ou dois (2). E muitos outros, como aquele onde me encontro, não obtiveram qualquer docente. 

Esta situação despoleta várias questões. A mais premente é: quais são os critérios para a atribuição de docentes de educação especial quando solicitados?

Fica a questão no ar. Pode ser que alguém conhecedor responda...

Entretanto, existem dez (10) alunos com necessidades educativas especiais, distribuídos por cinco (5) jardins de infância e escolas do primeiro ciclo do ensino básico sem qualquer apoio por parte de docentes de educação especial.

In: Incluso

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Parlamento Europeu abre estágios para pessoas com deficiência

Até ao dia 15 de maio, os cidadãos europeus com deficiência podem candidatar-se a estágios de cinco meses no Parlamento Europeu

Estão abertas as candidaturas para a 11.ª edição do Programa de Estágios Remunerados para pessoas com deficiência no Parlamento Europeu. As vagas são divididas entre Bruxelas e o Luxemburgo.

Os estágios, com cinco meses de duração, são dirigidos a cidadãos nacionais de Estados-membros, com formação universitária ou não, que tenham completado 18 anos até à data de início do estágio, agendada para 1 de outubro deste ano.

Os profissionais terão direito a uma bolsa mensal (cerca de 1200 euros), um subsídio adicional relacionado com a doença, re-embolso das despesas de deslocação no início e no fim do estágio e um seguro de saúde.

O Parlamento Europeu pretende contribuir, desta forma, para a inserção dos cidadãos portadores de deficiência no mercado de trabalho, proporcionando uma experiência profissional única que valoriza o currículo dos participantes.

Mais informações em: 


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Coitadinho!

Não só o que dizemos, mas também a forma como olhamos os outros, pode determinar o seu maior ou menor bem-estar. Por esta razão, torna-se urgente alterar a nossa forma tacanha de olhar o mundo e os outros.

Na sequência da conversa com uma mãe cujo filho, ainda criança, amputara uma perna, usei, sem me aperceber, várias vezes a palavra 'coitadinho'. Falava de mãe para mãe, não tendo uma preocupação especial no vocabulário que usava, nem na postura assumida. Confesso que olhar para aquela criança, tão jovem e já sem um membro, me destroçava o coração. Analisando a situação com um certo distanciamento, tomei consciência de que muitas vezes não cumprimentava o João tal como fazia com outras crianças, relativamente desconhecidas como ele, porque aquele estado físico me perturbava profundamente. O termo 'coitadinho' não passou despercebido àquela mãe que, a determina altura, me fizera compreender que o filho cortava relações com quem o tratava como coitadinho e que ficava furioso sempre que usavam semelhante termo. Nesse momento percebi, em primeiro lugar, que estava a ser uma péssima ouvinte e, em segundo, que não era só o filho mas também a mãe que não suportava aquela deplorável palavra.

Infelizmente, muitas pessoas continuam a dividir o mundo em dois grupos: os 'normais' e os 'coitadinhos'. Dentro deste último grupo, colocam todos aqueles que possuem qualquer tipo de handicap e que, por isso, consideram ter menos condições para serem felizes. Esquecem-se de múltiplas pessoas que, apesar de terem sérias limitações de ordem física e/ou psicológica, estão bem integradas socialmente e tiram mais proveito da vida que muitas outras, que até se enquadram no perfil dito normal. 

A propósito desta situação, lembrei-me de uma outra contada por uma amiga com paralisia cerebral. Dizia ela, com muito pesar, que por vezes até lhe era penoso sair à rua, pois era olhada como 'a filha de um deus menor'. Havia mesmo pessoas que se benziam quando olhavam para ela e muitas verbalizavam mesmo: 'Coitadinha!' Para uma pessoa com excelentes capacidades cognitivas, detentora de duas licenciaturas, ser enquadrada no grupo dos 'limitados' é de uma dureza atroz. 

Não só o que dizemos, mas também a forma como olhamos os outros, pode determinar o seu maior ou menor bem-estar. Por esta razão, torna-se urgente alterar a nossa forma tacanha de olhar o mundo e os outros. Temos de abolir categorias reducionistas e preconceitos. Temos de interiorizar, de uma vez por todas, que o mundo não se divide nos normais e nos outros, mas que todos temos pontos fortes e fracos, independentemente do grupo em que consideramos estar enquadrados.

Os nossos gestos e as nossas palavras podem ajudar os que, de alguma forma, são mais diferentes do que a maioria a sentirem-se mais iguais e por isso a evitarem o isolamento. Um olhar de pena pode ser eventualmente mais penalizador do que o próprio termo 'coitadinho'. 

A revolta daquela criança pelo facto de os pais autorizarem a amputação da sua perna (note-se que não havia outra alternativa para além desta), a sua atitude agressiva face às figuras parentais, a sua dor profunda por não poder voltar a caminhar com os seus dois membros são sentimentos perfeitamente ajustáveis à situação. De facto, a palavra 'coitadinho' era a que menos se ajustava ao discurso daquela mãe em sofrimento... 

Por: Adriana Campos

In: Educare

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Linha Direta

A pensar em si, temos vindo a trabalhar para corresponder cada vez melhor às suas necessidades de informação e disponibilizamos-lhe um serviço de atendimento de

Linha direta

a funcionar de terça a quinta feira 

entre as 10 h e as 12 h30 e as 14 h e as 17 horas

através do número 217 929 500

Ao contactar este serviço de atendimento, encontrará uma equipa de técnicos especializados, que presta informação e orientação sobre os recursos existentes, aos cidadãos com deficiência, suas famílias, organizações e serviços que intervêm no âmbito dos seus direitos, deveres e benefícios. 

Poderá também aceder a este serviço, por escrito, via correio electrónico em inr@inr.mtss.pt

Poderá ainda ser atendido presencialmente, no INR, I.P., Av. Conde de Valbom, 63, 1069-178 Lisboa,através de marcação prévia, que deverá solicitar via inr@inr.mtss.pt ou na área da sua residência, no Serviço de Informação e Mediação de Pessoas com Deficiência, SIM-PD, mais próximo.

Os Serviços de Informação e Mediação para Pessoas com Deficiência ou Incapacidade são serviços instalados nas autarquias que asseguram o atendimento e prestam informação sobre direitos, benefícios e recursos existentes, às pessoas com deficiências ou incapacidade nas respectivas comunidades.

Com este serviço de atendimento que se visa descentralizado e mais próximo do cidadão, o INR, I.P. coloca o maior empenho em dar um encaminhamento eficaz às necessidades do cidadão com deficiência.

Certos que esta iniciativa contribuirá para aumentar a sua satisfação, confira qual o SIM-PD da sua zona de residência.

In: INR

terça-feira, 22 de maio de 2012

São alunos especiais. Não ouvem, não vem mas têm sucesso

São jovens de uma escola de afetos e exigências em Penafiel. Um caso de integração no sistema público de ensino onde a tempestade chegou este ano letivo.

Pode ver o vídeo clicando aqui.

terça-feira, 20 de março de 2012

O Poder das palavras - O Cego e o Publicitário

Este vídeo foi feito com base no conto "O Cego e o Publicitário". A história do vídeo não é novidade pra ninguém. Fizemos ele para divulgar ainda mais essa mensagem. Escolha bem suas palavras!!!

Eu atrevo-me a acrescentar: Mude o Mundo!!! Mude de ATITUDE!!!

sexta-feira, 2 de março de 2012

CONCURSO "ESCOLA ALERTA!" 2011/2012


O Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. convida todas as Escolas, Professores e Alunos dos Ensinos Básico ou Secundário, publico ou privado, a participar na 9ª edição do Concurso "Escola Alerta! 2011/2012". Clique aqui para obter mais informações.

Este concurso visa sensibilizar e mobilizar os alunos para a igualdade de oportunidades e para os direitos humanos, em particular os direitos das pessoas com deficiência, constituindo-se como instrumento de formação de cidadãos e exercício de cidadania, em que os alunos são convidados a criar um projeto que, contribua para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência ou incapacidade. As candidaturas encontram-se abertas até ao próximo dia 22 de abril de 2012. 

Para qualquer esclarecimento adicional, contacte o INR, I. P. através do e-mail inr@inr.mtss.pt.

Contamos com a participação da sua Escola!

In: INR

Candidaturas ao Prémio de Inovação Tecnológica Engenheiro Jaime Filipe - 2012

O Instituto Nacional de Reabilitação, I.P., no âmbito das suas competências, realiza mais uma edição do prémio de Inovação Tecnológica Engenheiro Jaime Filipe com o objectivo de:

Promover o desenvolvimento de projectos de investigação inovadores, de prevenção e promoção de autonomia das pessoas com deficiência, que incluam medidas, propostas e soluções que facilitem a realização dos actos da sua vida diária pessoal e social.

Estimular a concepção e desenvolvimento de equipamentos, instrumentos, utensílios, tecnologias e metodologias que facilitem, optimizem e prolonguem as capacidades físicas, cognitivas e sociais e sejam garante de uma maior qualidade de vida.

Sensibilizar a sociedade, em geral, e os sectores nacionais do design, da indústria e da economia, em particular, para a área da prevenção da incapacidade, para a necessidade de concepção, produção e comercialização de produtos, equipamentos ou adaptações que assegurem a funcionalidade, a inclusão e a participação das pessoas com deficiência.

Estimular a criatividade nas áreas tecnológica e de design, podendo ser consideradas neste âmbito, as tecnologias de informação e comunicação, metodologias de distribuição de serviços, design universal, acessibilidades e outras que contribuam efectivamente, para a promoção da funcionalidade e da participação social das pessoas com deficiência.

Podem candidatar-se ao Prémio pessoas individuais, com mais de 18 anos, residentes em território nacional e pessoas colectivas (empresas e outras entidades), sedeadas em território nacional.

O período de candidatura decorre do 1.º dia útil do mês de Abril até ao último dia útil do mês de Junho.

Para mais informação deverá ser consultado o Regulamento e o formulário de candidatura.

In: INR

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Efeitos ainda não se fazem sentir nas pessoas com deficiência

As pessoas com deficiência são uma área considerada prioritária pelo Governo no PES, anunciado há seis meses, com uma aposta na empregabilidade destas pessoas e no "lançamento do programa Rampa para promover a mobilidade dos deficientes motores nas cidades portuguesas".

Fazendo um balanço do programa, Humberto Santos afirma: "Ainda não estamos a conseguir ver luz ao fundo do túnel no que diz respeito a mudanças e melhorias significativas".

"Aquilo que continuamos a sentir ao nível dos centros de atendimento que a associação tem é que, na verdade, ainda não se fazem sentir os efeitos do Programa de Emergência Social no que diz respeito às pessoas com deficiência", disse à agência Lusa.

O responsável receia que, caso não venham a ser adotados instrumentos de concretização, o PES "pode muito bem cair naquele quadro, bastante vasto, de mais do mesmo. Ou seja, ótimas ideias, ótimas intenções, mas que não têm força de transformação de quotidianos" de sofrimento e exclusão social.

Relativamente à aposta no emprego, o responsável diz que o "texto [do PES] é difuso": "Não percebemos de que forma o Governo pretende promover a empregabilidade destes cidadãos, se considerarmos que este grupo social está confrontado com uma elevada taxa de desemprego comparativamente com outros cidadãos".

Aliás, frisa, "gostávamos de conhecer quais as soluções inovadoras que são ali focadas de emprego para as pessoas com deficiência".

Humberto Santos manifesta "alguma preocupação" no que diz respeito à passagem de responsabilidades por parte do Governo para as instituições particulares de solidariedade social.

"Isto deixa-nos particularmente preocupados porque não nos parece que seja solução despejar as responsabilidades sociais em organizações que sabemos que a sua vocação e o seu contributo têm sido manifestamente meritórios na sociedade portuguesa mas que têm estado confrontadas ao longo dos tempos com grandes dificuldades", justifica.

O presidente da APD diz que está de acordo com algumas preocupações apresentadas no PES, mas afirma que muitas vezes as medidas não são postas em prática.

"Nós num esforço de tentativa de aproximação podemos dizer que há algumas medidas que compreendemos e até podemos incentivá-las e apoiá-las, o problema é que não está claro hoje como se põem em prática", sustenta.

Como aspeto importante, Humberto Santos destaca "a intenção da manutenção do poder de compra das pensões mínimas rurais e sociais através da sua atualização", mas lamenta que existam outras prestações em que não é referido nada.

Sobre o programa Rampa, o responsável diz que "não consegue vislumbrar grande inovação" nesta medida, que está a ser desenvolvida por diversas autarquias.

Lembra ainda "este até é capaz de ser o momento mais difícil face às grandes contrações financeiras com que as câmaras estão confrontadas".

Criado pelo Governo para tentar dar resposta à crise que o país atravessa e que tem agravado as situações de exclusão social, o PES foi pensado para vigorar até ao final de 2014 e chegar a três milhões de portugueses.

In: DN online

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O Hospital

Corredores sem fim, enfermarias, ginásios de fisioterapia. O dia-a-dia no hospital, onde os doentes são utentes. Ninguém vem aqui para morrer, mas para reaprender a viver. Um acidente, um AVC, diabetes... A esperança numa segunda vida. Francisca tem 21 anos. Fotografias dos tempos de modelo e uma perna de alumínio. Nada lhe amputa o sorriso. Cristiano esteve oito meses em coma. Agora, redescobre como se pisca o olho às miúdas. Manuela é bailarina, o sonho pôde mais do que a cadeira de rodas. O Centro de Reabilitação de Alcoitão é uma realidade à parte. O mundo, esse, fica à porta.


"Quase todos nós, num momento da vida, vamos ter temporária ou permanentemente algum tipo de deficiência."


Margaret Chan

Diretora - Geral da Organização Mundial de Saúde


terça-feira, 19 de julho de 2011

Pessoas com deficiência perdem emprego na autarquia

Lamentável!!!

Seis trabalhadores do "enclave de emprego protegido" da Câmara de São Pedro do Sul foram despedidos, ao fim de mais de uma década de serviço, depois do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) ter cortado o apoio financeiro.

O enclave de emprego protegido daquela autarquia foi criado em 1999, como um dos vários instrumentos para proporcionar a inclusão de cidadãos com deficiência no mercado de trabalho. O método de apoio aplicado pelo Estado, através do IEFP, até 2009, consistia em atribuir uma verba, por salário de cada trabalhador, correspondente ao grau de deficiência individual.O corte neste apoio apanhou de surpresa a autarquia, como explicou à Lusa o presidente da câmara de São Pedro do Sul, porque "foi só a 06 de Junho - um dia depois das últimas eleições legislativas - que o IEFP informou a autarquia que este apoio já tinha sido extinto em 2009 e que não podia continuar".

"Como se não bastasse, foi dito à autarquia que esta devia devolver o dinheiro entregue desde que o programa foi extinto, em 2009", adiantou o autarca, explicando não ter "suporte legal para a manutenção destes trabalhadores fora do protocolo existente até então com o IEFP". Em causa está não só o enquadramento legal, como é o caso da orçamentação para os seus salários, mas também o facto de ser "naturalmente necessário uma protecção especial no caso de se avançar para um concurso público, visto que sem essa protecção não é possível que estas pessoas consigam este posto de trabalho". "E não está em causa outra coisa que não seja essa sustentação legal, porque o serviço prestado por estas pessoas é válido", notou o autarca.

Perante a decisão da autarquia de São Pedro do Sul, os seis trabalhadores despedidos estiveram hoje reunidos com a União dos Sindicatos de Viseu (USV), que já anunciou o apoio a acções na justiça que venham a ser decididas. Manuel Rodrigues, sindicalista, admite que a primeira medida pode ser uma providência cautelar com base na "ilegalidade da decisão". Isto, porque, aponta Manuel Rodrigues, também elemento da Associação de Solidariedade Social de Lafões (ASSOL), "estes trabalhadores têm, desde 2006, contrato de trabalho sem termo no qual não consta qualquer cláusula que permita a sua dispensa por extinção do apoio do IEFP".

"Não é legítima nem legal esta atitude", sinaliza Manuel Rodrigues, advertindo para o facto de "se tratar de pessoas que não vão, numa probabilidade alta, regressar ao mercado de trabalho". Rodrigues garante que a USV está disponível para se "juntar à autarquia no esforço de exigir ao IEFP que retome estes apoios essenciais à inclusão de cidadãos com deficiência ou incapacidade". Fátima Correia, uma das trabalhadoras agora despedidas, disse à Lusa que não esperava que "fosse possível isto acontecer", até porque, garante, o seu posto de trabalho nas piscinas municipais "é necessário". Ana Maria, também na autarquia há 11 anos, tem o mesmo lamento: "Não esperava e não sei como vai ser agora". Após várias tentativas não foi possível à agência Lusa obter a posição sobre o assunto da parte de responsáveis pelos serviços do IEFP de São Pedro do Sul.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Menino desenha monstros para pagar tratamento do cancro


Uma criança norte-americana encontrou na pintura a força que precisava para lutar contra um cancro e impedir que a casa dos pais fosse vendida para custear o tratamento. Na cama do hospital, Aidan Reed, de cinco anos, pintou 2460 "monstros" que o ajudaram a arrecadar mais de 20 mil euros.

A história de Aidan Reed, de cinco anos, é uma lição de vida, daquelas que deixam até os menos sensíveis com lágrimas nos olhos. No passado mês de Setembro, o miúdo do Kansas, Estados Unidos, foi diagnosticado com uma leucemia, que, segundo os médicos, tem uma alta taxa de cura, a rondar os 90%.

Depois da confirmação da doença, o menino foi submetido a um tratamento de quimioterapia e a outros procedimentos dolorosos para uma criança. Uma situação muito difícil para os pais, que também se viam cada vez mais endividados com as despesas do hospital.

A casa da família Reed foi a primeira a "sentir" os poderes devastadores do cancro, tendo sido posta à venda para pagar o caro tratamento de Aidan. Os Reed estavam num beco sem saída.

A solução encontrada foi "explorar" um dom do menino: a arte de desenhar. A tia da criança, Mandi Oisten, colocou os desenhos do miúdo à venda num site, que poucos dias depois se tornou um enorme sucesso.

"'Meu número de sorte é 60, então eu decidi que iria vender 60 desenhos', disse Ostein, que depois teve de transformar a sua casa numa "gráfica", devido ao enorme volume de encomendas provenientes do mundo inteiro.

"Fiquei chocado com o sucesso dos desenhos. Acho que para o Aidan tem sido uma boa distracção da doença", disse o pai do menino, Wiley Reed, à "BBC".

Se por um lado os desenhos de Aidan não respeitam os padrões básicos da "arte", até pela sua tenra idade, as suas pinturas expressam o sentimento puro de uma criança, que nesta fase da vida só pensa em divertir-se com monstros e palhaços, e não tem tempo para encarar a doença como se fosse o fim da vida.

No total, foram vendidos 2460 desenhos, angariando uma quantia de 30 mil dólares (20 mil euros), o suficiente para pagar a conta do hospital e cancelar a venda da habitação da família.

"É absolutamente inacreditável. Somos moradores de uma pequena cidade norte-americana. Este tipo de coisa não acontece connosco", disse Ostein.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Documentário: "Fazer a Ponte"

Excerto do documentário "Fazer a Ponte", sobre a escola da Vila das Aves, em Portugal, que realizou na prática a transformação de paradigmas educacionais considerados ultrapassados por tantos educadores e educandos. Com cenas do trabalho realizado na escola, depoimentos de pais, professores, ex-alunos e do Prof. José Pacheco, coordenador da escola na época.

Escola Básica nº 1 da Ponte e Instituto de Inovação Educacional - 2000
Site da escola: http://www.eb1-ponte-n1.rcts.pt/indexfla.html

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Diferença Inclusiva

Hoje partilho com vocês uma Recordação da Oficina de Formação: "Planificar, Executar e Reflectir com Alunos com NEE"

"Deixa-me ser eu
Na igualdade da diferença
Tu e eu às vezes juntos
No sonho do nosso viver
Com sentido de pertença
Aos dois lados do mundo
De iguais tão diferentes
O meu e o teu viver!

Neste mundo de utopias
Vamos ser tu e eu juntos
Na escola inclusiva
O rosto das diferenças
De sermos tu e eu!!!
Com sentido de pertença
Nós vamos fazer utopia
Da Educação Inclusiva!

Nos dois lados do mundo
Com sentido de pertença
Tu e eu vamos ser iguais
Por inclusão da diferença."

(Fernando Couto)

Prémio BPI Capacitar

No âmbito da sua política de Responsabilidade Social o BPI lança a 2ª edição do Prémio BPI Capacitar, para as Instituições sem fins lucrativos, com sede em Portugal, que apresentem um projecto com a ambição de integrar a diferença e contribuir para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência ou incapacidade permanente. Um prémio que irá atribuir € 500.000: um 1º prémio cujo montante pode ascender até € 200.000 e distinções até € 50.000 cada, para as restantes candidaturas seleccionadas.

A primeira edição do Prémio BPI Capacitar distinguiu 9 Instituições que têm por missão a promoção da melhoria da qualidade de vida e integração social de pessoas com deficiência ou incapacidade permanente.

Candidatura 

In: BPI

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ministra afirma que política inclusiva levou a bons resultados de alunos menos favorecidos

De acordo com os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) 2009, hoje apresentados em Lisboa, Portugal é o sexto país onde o sistema educativo compensa melhor as assimetrias socioeconómicas, estando a diminuir as diferenças entre alunos com melhores e piores desempenhos.

"Os resultados do PISA levaram-nos a concluir que avançámos muito, que os resultados nas várias áreas avaliadas subiram significativamente", afirmou Isabel Alçada, à margem da apresentação dos resultados do estudo.

Mas mais do que os resultados, a ministra enalteceu "a política de inclusão e de atenção a todos os alunos e aos que têm circunstâncias de menos favorecimento decorrentes da sua origem social", que considera ter compensando essa desigualdade.

"De facto, os alunos de meios socialmente menos favorecidos são considerados no estudo especialmente resilientes, e este conceito de resiliência tem a ver com a constatação de que há muitos alunos que à partida tendo uma origem social menos vantajosa do que outros revelam resultados nos níveis mais positivos", sublinhou.

O representante português no comité do PISA, Pinto Ferreira, também destacou que "a escola portuguesa, para além de ter melhorado em termos de qualidade, melhorou substancialmente em termos de equidade".

"Estão a diminuir as diferenças entre os alunos com melhores desempenhos e os alunos com piores desempenhos, o que é muito importante", garantiu.

Segundo Pinto Ferreira, a OCDE define um índice relacionado com o estatuto socioeconómico e cultural dos alunos.

"O que é interessante é que em Portugal esse índice tem um pequeno impacto. Nós temos alunos com um estatuto socioeconómico e cultural muito débil e com resultados muito bons", observou.

Os resultados do PISA 2009 revelam que Portugal é o sexto país cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias socioeconómicas e que é um dos países com maior percentagem de alunos de famílias desfavorecidas que atingem excelentes níveis de desempenho em leitura.

In: EDUCARE

terça-feira, 29 de março de 2011

Casa da Música - Ao Alcance de Todos 2011

Música, Tecnologia e Necessidades Especiais

18 a 21 de Abril

Ao Alcance de Todos decorre do trabalho contínuo que a Casa da Música desenvolve junto de cidadãos com necessidades especiais, envolvidos ao longo do ano em actividades educativas e artísticas que realçam o papel da música como factor de integração social e realização pessoal. Cada edição deste evento é, neste contexto, uma forma de dar maior visibilidade pública a um investimento constante em práticas que permitem a pessoas com especificidades físicas ou mentais tão diversas viver experiências activas de criação e expressão musical.

Marcada pela estreia de espectáculos resultantes de projectos criativos de média e longa duração, esta semana temática é, anualmente, uma celebração do empenho que estes cidadãos aplicam em cada desafio que lhes é proposto e do modo como inspiram músicos, técnicos que lidam com a diferença e investigadores comprometidos com a arte inclusiva. Nesta edição o destaque vai para Blind Date, um espectáculo protagonizado por pessoas cegas ou com visão reduzida, e para A Casa sobre Rodas, performance realizada por cidadãos em cadeiras de rodas. O evento inclui também workshops de construção musical, em formatos adaptados às particularidades dos grupos participantes, e iniciativas abertas ao público em geral, como é o caso da instalação Blind Box, onde se convida a redescobrir os sons da rotina e entender a sua importância na vida de um invisual.

ESPECTÁCULO BLIND DATE


Imagine-se uma praça com gente. Imagine-se que, subitamente, se pode ouvir o que vai na mente de cada pessoa, escutam-se de todo o lado estados de alma; ouvem-se desejos, memórias, projectos e fantasias. A imagem serve para expor a natureza deste concerto, um momento de partilha de emoções e histórias, reais ou ficcionadas, de um grupo de cidadãos invisuais ou com visão reduzida. No palco juntam-se aos formandos do VI Curso de Formação de Animadores Musicais da Casa da Música para, sob orientação dos britânicos Tim Steiner e Sam Mason, apresentarem um programa composto por dezenas de pequenas estórias que ganham expressão por força da música e da palavra.

Misturando momentos de humor, drama e poesia, delicados ou frenéticos, Blind Date foge do guião ordenado para expor a plateia a uma torrente de narrativas que se sobrepõem, tanto se declaram como desaparecem, realizando-se através da execução instrumental, de sons harmoniosos e abstractos, de risos, diálogos ou frases soltas. Chega-se assim a um conceito de concerto teatral, ao que não é indiferente o facto de a maioria dos elementos deste elenco pertencer ao grupo de teatro da ACAPO de Braga.

Dinâmica e emocional, esta apresentação coloca a plateia perante a surpresa e o inesperado, tal como acontece num “blind date”.

Direcção Musical:

Sam Mason
Tim Steiner

Interpretação:

VI Curso de Formação de Animadores Musicais 
Acapo - Delegação de Braga

Quarta e quinta-feira, 20 e 21 Abril às 21h00 - Sala 2

PROJECTO A CASA SOBRE RODAS

Ao propósito funcional da cadeira de rodas junta-se a expressão artística. Protagonizada por cidadãos com mobilidade reduzida, esta performance parte da exploração musical deste meio de locomoção, associando sons electrónicos e acústicos. Entre a improvisação e o movimento coreografado, decorre uma apresentação que estabelece diferentes formas de fazer e viver a música.

Através de adaptações tecnológicas nas cadeiras, que incorporam colunas de som, microfones e amplificadores, ou pela simples colocação de objectos no rodado, constrói-se um mosaico de sonoridades que se acusam pelo movimento. A estas intervenções juntam-se instrumentos musicais convencionais tocados por alguns elementos do elenco, o que resulta num trabalho que associa composições harmónicas e sons de natureza mais abstracta.

Artur Carvalho
Bruno Estima
Filipe Lopes
Joana Araújo

Apresentação final:

Quarta-feira, 20 Abril às 17h00 - Praça - Entrada livre

WORKSHOP SPECIAL DIGITÓPIA

Os múltiplos recursos de criação musical da Digitópia, sede tecnológica da Casa da Música, estão à disposição dos participantes num workshop concebido para cidadãos com necessidades especiais. Recorrendo a sensores e adaptadores que facilitam o uso do computador, cada elemento é convidado a explorar padrões musicais pré-estabelecidos, assentes em notações alternativas fáceis de entender por quem não tem conhecimentos formais de música. De uma forma simples, torna-se possível reproduzir sons electrónicos ou acústicos, sequenciá-los e experimentar ritmos. Uma vez conhecidas as inúmeras oportunidades criativas, os participantes são estimulados a interagir entre si, descobrindo que uma orquestra vive da conjugação e sintonia de todos os seus executantes.

José Alberto Gomes
Nuno Peixoto

Terça e quarta-feira, 19 e 20 Abril às 10h30, 14h00 - Digitópia

Destinatários: Pessoas com Necessidades Especiais

WORKSHOP GONG!

A complexidade do gamelão, um conjunto de múltiplos instrumentos de percussão de sons vibráteis e ressonantes, é admirável por assentar em princípios simples: pode ser tocado por qualquer pessoa, não exigindo ao executante conhecimentos formais de música, e requer a prestação de vários elementos em simultâneo, num conceito de fazer música que desvaloriza a prestação individual para exaltar a noção de grupo. Pelas suas características, este colectivo instrumental, originário de Java, Indonésia, tem sido amplamente adoptado pelo mundo ocidental e comummente usado em projectos educativos. Neste workshop os participantes são convidados a explorar o exotismo sonoro de tambores, gongos, xilofones e metalofones, a trabalhar em comunidade e a intuir noções básicas de ritmo e harmonia.

Jorge Queijo
Paulo Neto

Segunda e terça-feira, 18 e 19 Abril às 10h30 - Terraço Vip

Destinatários: Pessoas com Necessidades Especiais
FORMAÇÃO EXPRESSÃO MUSICAL NO ENSINO ESPECIAL; PARTILHA DE EXPERIÊNCIAS

O músico Carlos Guerreiro vem partilhar a sua larga experiência como professor de Expressão Musical do Ensino Especial. Um percurso que ganhou particular acuidade no Centro de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian, onde nos últimos 20 anos desenvolveu uma incessante pesquisa sobre meios alternativos de execução instrumental, traduzida na adaptação e criação de instrumentos musicais destinados a pessoas com limitações motoras. Neste encontro, e a partir do seu relato pessoal, Carlos Guerreiro pretende estimular entre os participantes a partilha de experiências, dúvidas e inquietações. “O objectivo não será apresentar soluções ou transferir conhecimentos, embora todos possamos sair daqui mais ricos, salienta o investigador”, mas sim promover o diálogo, “algo que tem faltado aos professores desta área“, sobre os caminhos que “cada um vai percorrendo, na maioria das vezes de forma isolada“.

Carlos Guerreiro

Quarta-feira, 20 Abril às 18h00
Quinta-feira, 21 Abril às 14h00 - Sala de Ensaio 2

Destinatários: Profissionais ligados à música, saúde e educação

INSTALAÇÃO BLIND BOX

Num espaço mergulhado na escuridão apenas se escuta. A audição torna-se o sentido único num percurso por sons do quotidiano, fortes ou subtis, secos ou suaves, todos tão familiares que no correr dos dias acabam por ser descuidados. Despertar no indivíduo visual uma audição atenta é o exercício que se propõe com a instalação Blind Box.

No interior de um contentor de metal, sonoramente isolado do exterior, a realidade faz-se dos sons ouvidos ao longo de percursos efectuados por cidadãos cegos podem ser passos, o chiar dos pneus no alcatrão, vozes, pássaros, uma sirene, o tilintar na chávena de café. O objectivo não é acentuar as diferenças e dificuldades dos invisuais, mas sim dar a ouvir/sentir o que passa despercebido no dia-a-dia de quem vê de uma forma mais cuidada.

O visitante é, pois, desafiado a escutar a realidade. Depois de vivida esta experiência, é convidado a visionar o percurso de todos esses sons, filmado por uma câmara de vídeo que acompanhou o itinerário de uma pessoa cega.

Som:

Jorge Queijo
José Alberto Gomes

Vídeo:

Maria Mónica

11 a 26 Abril - Praça - Regime livre

HOT SPOT GAMELÃO ROBÓTICO

À disposição do público em geral que visita a Casa da Música, o Gamelão Robótico foi originalmente concebido para permitir a execução musical a cidadãos com mobilidade muito reduzida, tendo sido utilizado em espectáculos nas duas últimas edições de Ao Alcance de Todos. Ao visitante é dada a oportunidade de experimentar uma selecção de módulos do gamelão javanês, um delicado conjunto de percussões, através de braços mecânicos operados por computador que substituem as tradicionais baquetas. O processo musical, feito sem contacto directo com os instrumentos, pode ser realizado através de dois mecanismos, uma mesa multitoque e uma instalação interactiva de sensores associados a um software criado de raiz. Com esta instalação proporciona-se a fruição dos sons vibráteis do gamelão, uma verdadeira obra de arte que pode aqui ser descoberta em experiências individuais ou de grupo.

Criação:

José Luís Azevedo
Miguel Ferraz
Rui Penha

Implementação:

Filipe Lopes
Rui Penha

18 a 21 Abril - Regime livre

Foyer Renascimento

HOT SPOT SOUND=SPACE

Instrumento virtual electrónico que transforma qualquer movimento em sons, o Sound=Space tem um longo historial de experiências fecundas nos domínios da arte, da educação e da terapia. Quem visita esta instalação interactiva depara-se com uma sala despojada que se enche de sonoridades ao mais pequeno gesto. Atrás de uma aparente simplicidade está um sistema computorizado passível de integrar melodias, vozes, ruídos abstractos, da vida urbana ou da natureza. A experiência dá-se num espaço vazio limitado em dois lados contíguos por sensores ultra-sónicos que captam o menor movimento, transmitindo informações que em tempo real são interpretadas em sons, ritmos e harmonias, consoante o manancial sonoro pré-programado. Para este Ao Alcance de Todos foi prepara uma selecção de sons familiares do quotidiano que poderão ser despertados com algo tão simples quanto um aceno de mão.

Criação:

Rolf Gehlhaar

Desenho de som:

José Alberto Gomes

18 a 21 Abril - Regime livre - Sala Laranja

DOCUMENTÁRIO AO ALCANCE DE TODOS 2010

O presente documentário patenteia o que foi a edição do ano passado de Ao Alcance de Todos, como e por quem foi construída, que histórias e emoções trouxe à Casa da Música. Os protagonistas e os bastidores do teatro musical Border Control e do concerto encenado Viagem, inspirado na obra A Viagem do Elefante de José Saramago, as experiências de realização musical em vários workshops, designadamente o “Instrumentos Para Todos, e as impressões deixadas pelos participantes na Conferência Internacional da RESEO“ European Network for Opera and Dance Education dão corpo a um registo assinado pelo realizador Tiago Restivo.

Tiago Restivo

Quinta-feira, 21 Abril às 16h00 - Sala de ensaio 1

Entrada livre (sujeita a levantamento de bilhete)

Informações e inscrições:

Telf: 00351 220 120 290

Email: seducativo@casadamusica.com

In: Ajudas