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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Lançamento do Livro "Einstein nunca Amou"

No âmbito das comemorações do Dia Internacional do Asperger, o Grupo Escolar Editora e a Associação Portuguesa de Síndrome de Asperguer realizaram uma sessão de lançamento do livro "Einstein nunca Amou", de autoria do Professor Doutor Eduardo Carvalho.

A sessão decorreu, hoje pelas 17 horas, na sede da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Segundo os digníssimos convidados para a apresentação do livro, este realça a importância das famílias, das mulheres de homens com Síndrome de Asperger. Estamos perante um livro fabuloso que mistura ciência de uma forma simples que nos permite ampliar os nossos conhecimentos. A juntar a isto, temos uma história empolgante que estabelece a diferença entra a "normalidade", Autismo e Síndrome de Asperger. Permite-nos saber mais sobre a vida de Einstein e do Professor Eduardo Carvalho.

O autor, Professor Eduardo Carvalho, realçou a importância "da namorada de 48 anos", dos amigos, família, colegas e ex-alunos, sem se esquecer de agradecer a oportunidade dada pela Editora.

Devo realçar a atitude nobre do autor, em fazer reverter as receitas em favor da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger. O Professor Eduardo Carvalho frisou que o fez apenas com um propósito, de passar uma mensagem (importantíssima a meu ver): "quem vê caras não vê corações".

A escolha do título parte da permissa "os Aspergueres não amam", daí o título "Einstein nunca Amou".

Gostaria ainda de vos dar a conhecer um excerto do livro, que foi referido durante a apresentação, que me cativou e que realça a importância da sua mulher:

       " O casamento é uma longa conversa a dois que produz sentido existencial. É uma conversa que se vai construindo ao longo do tempo, e a pessoa também vai construindo a sua identidade. É um processo. O par tem especificidades. Cada um é singular. E, quanto mais singular, maior é a capacidade de se definir fora do casal. O ponto de vista de um mais um é diferente do ponto de vista do um singular. Como se aí se fosse construindo uma unidade, um «nós» conjugal. Se estivermos a falar de pessoas com forte identidade, elas funcionam sempre de maneira separada."

Acabo este post citando a jornalista Laurinda Alves, "Nunca somos demais. Todos somos poucos para chamar atenção para a diferença que se confunde com a semelhança".