Mostrar mensagens com a etiqueta Paralisia Cerebral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paralisia Cerebral. Mostrar todas as mensagens

domingo, 26 de setembro de 2010

Escola sem condições para acolher aluno com deficiência

Há uma semana que as aulas começaram, mas Pedro, 10 anos, ainda não tem as condições necessárias para se poder movimentar dentro da escola. O Ministério da Educação e a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) tinham-se comprometido a que tudo estaria pronto no início do ano lectivo. 

Pedro Prazeres está numa cadeira de rodas por causa de uma paralisia cerebral e desde o infantário que é referenciado como aluno com necessidades especiais. Este ano passou para o 5.o ano e matriculou-se na escola EB 2,3 Francisco Torrinha, no Porto, que fica a 300 metros de casa. Em Outubro passado, os pais de Pedro alertaram a direcção da escola para as necessidades especiais do filho, esperando que fossem tomadas providências para assegurar o acesso de Pedro à escola: uma plataforma exterior, uma plataforma interior para acesso aos diferentes pisos, uma casa de banho especial e uma cadeira de rodas eléctrica que o Centro de Paralisia Cerebral pediu em Dezembro de 2009.

No dia 2 deste mês, o pai de Pedro foi à escola falar com a coordenadora do ensino especial e verificar se estava tudo pronto para receber o filho, que começaria as aulas no dia 13. "Foi-lhe dito que as obras ainda não estavam concluídas e que a cadeira de rodas eléctrica não se encontrava ainda na escola", afirma ao i Alexandra Moreira, mãe de Pedro. "Queríamos testar o equipamento para o Pedro se adaptar e não houve um telefonema a dizer que estava atrasado", diz. 

A directora-adjunta da DREN, Ema Gonçalo, tinha garantido a Alexandra Moreira, em Abril, que "o Pedro Prazeres poderia iniciar, nesta escola, com toda a tranquilidade e, à semelhança dos seus pares, o ano lectivo de 2010/2011". Também o Ministério da Educação, em Maio, afirmava por carta que asseguraria as "condições ao aluno de iniciar o ano lectivo com toda a tranquilidade".

Uma semana volvida do início do ano lectivo e Pedro está a ter aulas num auditório, no piso térreo, por falta de acessos aos restantes pisos. "A primeira plataforma já existe. A segunda ainda não está colocada e dizem que estará durante esta semana. Por isso é que a turma do Pedro tem aulas no auditório, mas isso não é solução. As cadeiras que têm mesa incorporada não servem para ele nem para os colegas", diz Alexandra. "Além disso a cadeira eléctrica ainda não chegou. No outro dia era um aluno que vinha a empurrar a cadeira de rodas com todo o perigo que isso acarreta."

Segundo a DREN, a cadeira eléctrica estará disponível no final da semana. "A cadeira de rodas eléctrica, a que os encarregados de educação recorreram em Dezembro de 2009, não se encontra ainda disponível para utilização por a empresa adjudicatária só prever a sua entrega no dia 26 do mês corrente, uma vez que a mesma é importada da Suécia, de onde sairá no dia 21", lê-se na acta da reunião que a DREN teve a pedido dos pais de Pedro no dia 10 deste mês. "Não se percebe este atraso, tendo em conta que a cadeira está pedida desde o ano passado", contrapõe Alexandra. A DREN refere que a proposta de aquisição da cadeira foi feita "logo que houve disponibilidade de verbas no âmbito do PIDDAC, o que sucedeu em Julho", tendo o concurso público para aquisição de equipamentos decorrido em Agosto. 

O Bloco de Esquerda questionou o ministério, em Março, sobre este caso e voltou a questioná-lo agora. Na resposta à primeira questão, o ministério referia que Pedro iria começar o ano com "toda a tranquilidade", mas observava: "Muito embora exista uma escola com todas as condições para o pleno sucesso nas aprendizagens, que não dista a mais de 2 quilómetros da residência do aluno, não foi essa a opção da encarregada de educação". Alexandra Moreira garante que "o problema nunca foi a distância": "Quero que o meu filho continue com o grupo de crianças que o tem acompanhado." Agora só faltam os restantes acessos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Jovem precisa de ajuda

Bernardo Conceição tem 17 anos, mora na Ramada, Odivelas, e sofre de paralisia cerebral, que lhe limita seriamente o movimento. Mas o Bernardo quer andar e a mãe, Anabela, quer responder ao anseio dele.

Notícias frequentes sobre a recuperação de crianças após tratamento intensivo num centro especializado de Cuba levaram Anabela Conceição, viúva e desempregada, a iniciar uma campanha com o objectivo de financiar a viagem e estadia em Havana. Rifas, bailes, donativos, tudo é bem-vindo para que o jovem possa um dia andar pelo seu pé. Mas não tem sido fácil.

O rapaz sofre de paralisia cerebral desde os 20 dias de vida, quando foi submetido a uma intervenção cirúrgica na sequência de uma hidrocefalia. Aos seis anos ficou órfão de pai e as dificuldades financeiras levaram a que interrompesse os tratamentos de medicina alternativa a que foi sujeito nos primeiros tempos. Bernardo ficou totalmente dependente da mãe, que deixou de trabalhar para cuidar dele, mesmo porque os horários da instituição que passou a frequentar (das 08h00 às 16h00) não são compatíveis com um horário regular de trabalho.

Foi em Junho de 2009, durante um passeio para pessoas com mobilidade condicionada promovido pela Câmara de Odivelas, que rapaz e mãe ficaram a conhecer histórias de crianças com paralisia cerebral sujeitas a tratamento intensivo no Centro Internacional de Restauração Neurológica de Cuba. Parecia existir esperança também para o jovem. "Informei--me e eles disseram que podiam ajudar o Bernardo", afirma Anabela. Desde então, os colegas da instituição que o rapaz frequenta mobilizaram-se para angariar fundos. Outras iniciativas, nomeadamente bailes cuja entrada reverte em favor do Bernardo, têm sido organizadas. Tudo junto resultou em oito mil euros. Mas a viagem e a estadia em Havana custam cerca de 30 mil euros. Para o adolescente, a simples possibilidade de andar significa melhoria assinalável de qualidade de vida.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Estudo indica que parto prematuro ou tardio pode elevar risco de paralisia cerebral


Bebés nascidos um pouco antes ou um pouco depois do tempo correm mais riscos de sofrer de paralisia cerebral, é o que revela um estudo que acompanhou 1,7 milhão de crianças na Noruega, publicado no "Journal of the American Medical Association".

A paralisia cerebral é um termo que designa vários distúrbios cerebrais e ao nível do sistema nervoso, sendo a principal causa de deficiência em crianças. A paralisia cerebral pode ocorrer durante a gestação, no parto ou após o nascimento.

Bebés Prematuros:

A comunidade médica sabe que o parto prematuro é uma das principais causas da ocorrência da paralisia cerebral, no entanto, a maioria das crianças com paralisia cerebral não nasce antes do tempo.

Os autores investigaram 1,7 milhão de crianças nascidas com mais de 37 semanas de gestação (prazo em que deixam de ser consideradas prematuras) entre os anos de 1967 e 2001.

Os bebés nascidos com 39 ou 40 semanas de gestação tiveram uma menor probabilidade de sofrer de paralisia cerebral. Enquanto que, partos ocorridos entre as 37 e 38 semanas, ou ainda com mais de 41 semanas de gravidez, aumentaram o risco.

Segundo os investigadores, uma explicação possível é o facto do cérebro poder ser mais vulnerável se o bebé nascer antes ou depois das 40 semanas ideais de gestação. Por outro lado, enfatizaram a importância de lembrar que o risco absoluto da doença é ainda muito pequeno e que a grande maioria das crianças nascidas com um pouco mais de 40 semanas não sofrerão paralisia cerebral.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Paralisia Cerebral - 1 de 3

Hoje, trago até vós a Série "Discapacidades Humanas"...Esta série divide-se em três partes e descreve-nos um pouco a Paralisia Cerebral...

domingo, 18 de julho de 2010

Até onde poderei sonhar

Esta é uma reportagem que retrata a vida de pessoas com paralisia cerebral que conseguiram ultrapassar as várias barreiras no dia-a-dia...

Eu também continuarei a lutar com um sorriso, com muita determinação para que tenhamos uma sociedade mais inclusiva...Continuarei a lutar por uma sociedade mais atenta e respeitadora...


"Se vou conseguir, não sei...Mas que vou sorrir para a vida, lá isso vou!"

Porque juntos vamos conseguir!!!


terça-feira, 13 de julho de 2010

Mudanças no transporte de criança doente

A mãe de uma menina com paralisia cerebral, de Braga, está revoltada com as constantes mudanças no transporte da filha para os tratamentos diários de que necessita, impostas pela Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte). Em causa está o facto de Ana Alexandra, de nove anos, já ter sido transportada por diversas corporações de bombeiros nos últimos meses.

"Chega de a minha filha ser um brinquedo nas mãos desta gente. Ela é muito doente e não pode ser transportada por qualquer pessoa", diz Céu Fernandes, revoltada com uma nova mudança imposta para ontem.

Com três filhos e poucos recursos, a mãe garante que prefere pagar os quarenta euros de cada deslocação.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sorriso da Rita

"FAZER SORRIR OUTRAS CRIANÇAS"

Este projecto foi desenvolvido com o patrocínio do jornalista e escritor Mário Augusto, através da cedência dos direitos de autor dos seus dois livros puiblicados "Nos bastidores de Hollywood" e "Mais bastidores de Hollywood" e teve também o apoio do Banco Barclays.

[Informações sobre eventos relacionados AQUI: http://www.appcleiria.pt/index.php?id=225]

As Ajudas Técnicas são essenciais para a reabilitação da criança com Paralisia Cerebral e devem ser atribuídas atempadamente, de modo a favorecer o máximo desenvolvimento das suas capacidades.

Nem sempre a atribuição das Ajudas Técnicas pelo sistema de Segurança Social, Saúde e Educação cumprem estes requisitos, sobretudo nos casos de material mais especializado e dispendioso.

O objectivo deste projecto foi o de colmatar estas falhas através da atribuição de Ajudas Técnicas .

O projecto contemplou 29 crianças de 9 núcleos da APPC: Braga, Guimarães, Viana do Castelo, Porto, Viseu, Coimbra, Leiria, Lisboa e Faro).

AJUDAS TÉCNICAS ATRIBUÍDAS:

7 cadeiras de rodas eléctrica / mecânica
10 cadeiras de posicionamento / transporte
3 cadeiras de banho
9 computadores / dispositivos de adaptação / apoios para a comunicação

Total da verba atribuída: € 39 525,75

EM NOME DE QUEM BENEFICOU COM ESTE PROJECTO
OBRIGADO A TODOS QUE COMPRARAM ESTES LIVROS!

Obrigado com um sorriso...
e esperança de que o projecto continue...
há crianças à espera...


sábado, 12 de junho de 2010

Dança pode ser usada como terapia nos casos de paralisia cerebral


Estima-se que, em Portugal, surjam, por ano, entre cento e cinquenta e duzentos novos casos de paralisia cerebral. Os números reais não são conhecidos, até porque há pais, que só procuram ajuda quando os filhos já têm idade avançada. Quem trabalha nas Associações de Paralisia Cerebral garante que, hoje em dia, a diferença já é melhor aceite, mas sublinha que ainda há um longo caminho a percorrer.




sexta-feira, 28 de maio de 2010

Em cada mil nascimentos, dois bebés serão afectados por paralisia cerebral

A "Associação Sorriso da Rita" promoveu uma "caminhada solidária", em Espinho. A iniciativa pretendeu angariar fundos para apoiar crianças, jovens e adultos com paralisia cerebral. A Associação até tem em curso um projecto piloto para ajudar essas pessoas, mas está à espera de subsídios.


terça-feira, 11 de maio de 2010

Aplicativo para iPhone que facilita a comunicação de crianças com NE

Martin Brooks é um pai britânico que fez uso da tecnologia disponível do iPhone para criar uma nova maneira de se comunicar com a sua filha.

Mia, de 5 anos, tem paralisia cerebral, ainda não anda, não fala e não tem controlo sobre os movimentos do corpo. A única forma de expressão de Mia é o olhar. 

De acordo com o jornal Daily Mail, Martin inspirou-se no slogan do iPhone - “um aplicativo para tudo” - para criar um programa que permite que a filha expresse as suas vontades ao olhar para uma imagem no ecrã do telemóvel.

Martin não é programador nem nenhum especialista em conteúdo digital, mas gosta de tecnologia e luta por progessos que facilitem o dia-a-dia da sua filha. 

O aplicativo funciona da seguinte forma: As diferentes imagens são representativas das necessidades cotidianas, como comer, ir à casa-de-banho e beber água. Além disso, a criança ouve a voz dos pais todas as vezes que selecciona uma das imagem. 

O programa está à venda no site da Apple e já foi adequirido por mais de 1.300 usuários.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Brasil: Traje de astronautas ajuda crianças com paralisia cerebral a andar

Para muitos de vós esta notícia já não é novidade, no entanto a curiosidade "abraçou-me" e tive de ir ver mais sobre este assunto...

Poderão saber mais sobre este fato no seguinte site: 


"Um traje diferente, cheio de elásticos, foi criado na década de 70 pelos russos para evitar que os astronautas sofressem de flacidez e atrofia muscular por causa da falta de gravidade. As tiras elásticas ligam tronco, cintura, joelhos e pés. Mesmo parado, o corpo faz esforço.

Os médicos descobriram que a roupa também poderia ajudar crianças com paralisia cerebral a andar e hoje esta roupa já é usada no mundo todo. Em Salvador, na Bahia - Brasil, o Núcleo de Apoio à Criança com Paralisia Cerebral – uma organização não governamental que dá assistência a 400 crianças com necessidades especiais – recebeu 60 trajes doados pela empresa russa que hoje detém a patente da roupa.

“Ela sente-se mais segura porque não fica com aquele medo, já ajuda na sua postura”, conta Nadjane de Jesus, mãe de Ana Vitória, uma das crianças atendidas pela ONG.

A médica Daniela Matsuda explica que o uso dos trajes forma um novo esquema no sistema nervoso, que gera padrões de movimento, permitindo então que as crianças possam “adquirir marcha”.

“Com fisioterapia convencional, eu demoraria um ano e meio, dois anos, para pôr uma criança a andar. Com o traje, nós conseguimos abreviar o processo e proporcionar uma maior independência à criança e à sua família, em termos de inclusão social, muito mais rápida”, diz Pedro Guimarães, presidente da ONG.

O ONG de Salvador é a primeira instituição da América Latina a trabalhar com este equipamento. A ideia é associar a terapia com o traje às outras formas de tratamento que a organização oferece desde que foi criada, há nove anos. Fisioterapia tradicional, fonoaudiologia, actividades desportivas e culturais complementam o trabalho com a roupa especial, que dura de dois a três meses, dependendo de cada caso."


segunda-feira, 19 de abril de 2010

II Encontro das Famílias da Paralisia Cerebral

Projectos de Vida

II Encontro das Famílias da Paralisia Cerebral - 28 e 29 Maio 2010



FORUM TECNOLÓGICO DE LISBOA

Há 50 anos, da vontade e tenacidade das famílias, nasceu a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral.

Hoje, continuamos a sentir a necessidade de estarmos juntos.

7 anos depois da realização do I Encontro das Famílias da Paralisia Cerebral continuamos a precisar de partilhar experiências, de encontrar soluções para problemas comuns e de manifestar a nossa vontade e tenacidade.

Passados 7 anos, o que mudou na vida das Familias? Alterou-se para melhor? Ficou tudo na mesma?

Como é que em 2010 em Portugal, na Europa, uma Família em que um dos seus membros tem Paralisia Cerebral vive, sofre, ri, diverte-se, ama, trabalha e envelhece? Também sonha? Vive, ou apenas sobrevive?

Os temas para conversarmos não serão muito diferentes dos temas de que falámos há 7 anos … a saúde, a reabilitação, a educação, a vida activa… a vida, um projecto de vida!

Vamo-nos encontrar-nos dias 28 e 29 de Maio 2010 no Forum Tecnológico de Lisboa.

Para uma melhor avaliação das necessidades das famílias da Paralisia Cerebral, lançámos novamente o questionário para o qual pedimos e agradeçemos a vossa colaboração no preenchimento.


Objectivos Gerais

Identificação dos principais problemas inerentes à Família/Cuidador

Analisar o impacto da presença da Paralisia Cerebral na dinâmica familiar

Compreender as atitudes, níveis e formas de cooperação

Encontrar respostas (verdadeiramente ajustadas) às necessidades da Família/Cuidador

Desenvolvimento da estratégia para a Paralisia Cerebral – com base na vivência real

Valorização do papel da família

Público Alvo

Área da Família: Famílias da Paralisia Cerebral - Pais, Filhos, Avós, Tios, Amigos ... e sociedade em geral

Área da Educação: Jardins Infância; Escolas; Universidades

Educadores / Professores / Ensino Especial / Estudantes / Universitários

Área da Saúde: Serviços de Saúde / Hospitais

Terapeutas / Reabilitação e Motricidade ...

Médicos / Enfermeiros / Psicólogos

Áreas - Obstetrícia, Neonatologia, Pediatria, Desenvolvimento, Neurologia, Genética, Fisiatria, Pedo-Psiquiatria, Psiquiatria, Clínica Geral...

Área Institucional: Instituições de Solidariedade Social (IPSS) e ONG’s; Centros de Reabilitação; Centros Apoio; Serviços Sociais; Sector Público

Todos os Profissionais de: IPSS; Segurança Social; Educação; Técnicos de Serviço Social; Ciências Sociais; Sociologia; Justiça; Educação ...

Contactos:

Secretariado: Luis Pires - tel. 927412420 - encontrofamilias@gmail.com

Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa

Morada: Av. Rainha D.ª Amélia - Lumiar - 1600-676 Lisboa Telefone: +351 21 754 06 92 FAX: +351 21 756 89 78

Electronic mail: encontrofamilias@gmail.com Web: www.apcl.org.pt


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Obstetra acusada do crime de recusa de médico

Médica começa hoje, segunda-feira, a ser julgada pelo parto de uma criança que nasceu com paralisia cerebral.

A obstetra envolvida no caso do parto de uma criança que nasceu com paralisia cerebral, em Fevereiro de 2003, na maternidade de Mirandela, vai começar a ser julgada hoje, acusada de autoria material, na forma consumada, de um crime de recusa de médico.

O julgamento acontece por determinação do Tribunal da Relação do Porto (TRP) que decidiu, em Junho de 2009, levar a médica a julgamento, contrariando uma decisão anterior do Tribunal Judicial de Mirandela. Em Outubro de 2008, um juiz de instrução daquele tribunal não tinha encontrado indícios criminais e decidiu não levar a julgamento a obstetra e a enfermeira que assistiram o parto de Gonçalo Damasceno, em 2003. A médica ausentou-se do hospital quando estava de serviço (ver texto em baixo).

Os pais da criança, que desencadearam o processo, recorreram desta decisão para o Tribunal da Relação do Porto que manteve o despacho em relação à enfermeira, mas determinou a alteração relativamente à obstetra indicando que fosse pronunciada, pelo menos, pela prática do crime de recusa de médico.

"Primeira alegria em sete anos"

Mário Damasceno e Isabel Bragada (pais da criança) já viram ser arquivada, pelo Ministério Público, em 2007, uma queixa-crime contra a obstetra, mas voltaram a ter esperança após a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde ter decidido suspender, por 90 dias, sem direito a remuneração, a médica em causa. Perante estes novos dados, em Outubro de 2007, os pais decidiram constituír-se como assistentes no processo e requereram a abertura da instrução. "É a primeira alegria nos últimos sete anos depois de uma longa luta e de duas derrotas neste tribunal com os arquivamentos". A mãe de Gonçalo espera que a médica "seja punida pelo estado em que deixou o meu filho" e que o tribunal lhe dê razão no pedido de indemnização para proporcionar "melhor qualidade de vida" ao filho.

A médica, Olímpia do Carmo, chegou a exercer as funções de chefe do serviço de obstetrícia do Centro Hospitalar do Nordeste, mas após cumprir a sanção disciplinar pediu transferência para o centro hospitalar do Vale do Sousa (Penafiel). Olímpia não quis falar sobre este caso que começa a ser julgado hoje no tribunal judicial de Mirandela.

Gonçalo, agora com sete anos, é completamente dependente, tem paralisia cerebral e uma epilepsia descompensada que necessitam de cuidados permanentes, implicando a deslocação ao núcleo de Vila Real da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, duas vezes por semana, para terapia ocupacional, fisioterapia e apoio técnico precoce. Como os pais trabalham, foi necessário contratar uma ama para cuidar da criança, que necessita diariamente de ser alimentado por uma sonda, de medicação e de aspirações constantes.

Os factos remontam a 11 de Fevereiro de 2003, dia em que Isabel Bragada deu entrada, pelas 10.30 horas, no hospital de Mirandela com 39 semanas e dois dias de gestação.

A médica obstetra (arguida) que acompanhou todo o período de gestação decidiu que iria provocar o parto e propôs o internamento na maternidade, entretanto encerrada em Setembro de 2006. Não obstante encontrar-se em regime de presença física, "com o dever de acompanhar o parto", acrescenta o despacho de pronúncia, ausentou-se do hospital para sua casa a partir das 17 horas.

Parteiras que trabalhem

Às 20.32 horas, quando a dilatação já estava em oito centímetros, a arguida foi contactada por uma enfermeira parteira que lhe pediu com insistência para se deslocar ao hospital, que precisava da sua ajuda porque a parturiente estava muito ansiosa por não ter voltado a ver a médica, respondendo-lhe a arguida que, "se estavam duas parteiras no hospital era para trabalhar, porque também o ganhavam", refere o despacho.

Entretanto, a parturiente entrou no período expulsivo, mas não colaborava, por exaustão, e o feto veio a ficar encravado.

A permanência deste no canal do parto provocou-lhe dificuldades respiratórias, cada vez mais graves, e consequente falta de oxigenação do sangue, com inerente perigo grave para a sua integridade física e até para a sua vida. E tal perigo não podia ser removido de outra forma senão pela intervenção médica arguida, de tal modo que a anestesista, a pediatra e duas enfermeiras parteiras presentes não conseguiram fazer o parto, apesar de o terem tentado por todos os meios, chegando a um ponto de impasse em que apenas lhes restou esperar pela chegada da arguida para realizar o parto, que foi novamente contactada para o efeito, pelas 21.02 horas.

Estava de serviço mas foi para casa e não acompanhou o parto

Só compareceu após 2 chamadas

A arguida "só compareceu no hospital depois destes dois últimos telefonemas". Dez minutos depois das 21 horas, Isabel Bragada deu à luz o Gonçalo.

Durante o período de parto e até às 21.07 horas, "o bebé manteve-se em sofrimento fetal agudo, que revelava asfixia perinatal, surgida durante o parto". "Como consequência directa", Gonçalo Damasceno sofreu edema cerebral extenso e veio a nascer com paralisia cerebral e epilepsia, com uma incapacidade permanente de 95%, apresentando, do ponto de vista neurológico, um gravíssimo atraso de desenvolvimento psicomotor.

Ainda segundo o despacho de pronúncia, não fora o facto da arguida não ter acompanhado o parto e ter recusado comparecer no hospital e prestar auxílio médico necessário solicitado, em tempo útil, e Gonçalo "não nasceria com as sequelas" já reveladas.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

DREN garante rampas na EB 2,3 Francisco Torrinha

A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) garantiu que a Escola EB 2,3 Francisco Torrinha terá, até ao início do próximo ano lectivo, condições para receber alunos com problemas de mobilidade.

A mãe de um aluno que sofre de paralisia cerebral, que pretende matricular-se neste estabelecimento de ensino e que desencadeou o processo que poderá resultar nas obras de adaptação, nomeadamente com a instalação de rampas de acesso, afirma que só acredita quando "vir com os próprios olhos".

"Se a DREN garante a realização das obras então por que é que não fui notificada por escrito?", questiona Alexandra Moreira, mãe do aluno. A mesma diz ter recebido um e-mail anteontem, mas que "apenas informava que a DREN estava a averiguar uma alternativa".

A encarregada de educação afirma que vai aguardar pelo desfecho do processo, iniciado quando alertou a DREN para a necessidade da criação de condições para alunos com problemas de mobilidade, porque iria matricular o seu filho naquela escola. Contactada pelo PÚBLICO, a DREN garantiu que as obras terminarão antes do começo do ano lectivo.

In: http://www.publico.pt/

terça-feira, 30 de março de 2010

Menina com paralisia está a recuperar

A menina Mariana Caria, de 28 meses, que nasceu com paralisia cerebral, regressou com progressos assinaláveis de Cuba, onde esteve dois meses num tratamento à parte motora.

"O sacrifício valeu a pena. Os resultados são visíveis", disse ao CM a mãe, Fátima Caria, ontem, à chegada ao Cartaxo. Os relatórios indicam que a menina tem sérias hipóteses de vir a andar, o "maior sonho" dos pais.

A família já prepara o regresso a Cuba. Sem apoios do Estado, conseguiram 17 mil euros para a primeira estadia através de caixinhas e iniciativas de solidariedade. A proprietária de uma casa de diversão nocturna – que pagou as passagens aéreas – já se manifestou disposta a voltar ajudar, e o grupo empresarial onde trabalha o pai suportará um ciclo de tratamento. De resto, apelam à generosidade através da conta 0036 0290 9910 0020 96214.


sexta-feira, 19 de março de 2010

Jovens europeus com deficiência aprendem a fazer amêndoas folares da Páscoa em intercâmbio

Mais de uma dezena de jovens com deficiência de cinco países europeus vão aprender a fazer folares e amêndoas da Páscoa e ainda plantar um "Jardim da Europa" ao abrigo de um intercâmbio, em Faro.

O projeto "My School Life Your School Life" reúne Portugal, Alemanha, Roménia, Polónia e o País de Gales, sendo que a coordenação portuguesa está a cargo do núcleo de Faro da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC).

A ideia é reunir professores e alunos de escolas de educação especial dos países envolvidos para partilhar métodos de ensino e aprendizagem, disse à Lusa Maria José Teixeira, da APPC/Faro, coordenadora local do projeto.

Durante uma semana, a comitiva composta por 15 alunos e mais de uma dezena de professores vai participar em actividades culturais e educativas na região e acompanhar as rotinas diárias da APPC/Faro.

Logo no arranque da visita, na próxima segunda feira, jovens e professores vão em conjunto plantar um "Jardim Da Europa", nas instalações da APPC, com sementes e plantas de cada um dos seus países de origem.

Nesse mesmo dia, haverá também um jantar inter cultural em que os representantes de cada país confecionam um prato típico para partilhar hábitos gastronómicos, explicou Maria José Teixeira.

"Vamos desenvolver actividades que fazem parte do quotidiano, tendo sempre subjacente a cultura da região", disse, acrescentando que num dos dias os jovens irão fazer uma visita cultural à Rota da Cortiça, em São Brás de Alportel.

Como a visita da comitiva acontece mesmo antes da Páscoa, a equipa escolar da APPC vai ensinar os jovens a fazer folares e amêndoas da Páscoa, já no último dia da visita, sexta feira (dia 26), para poderem levar os produtos consigo.

"Vamos também ensiná-los a fazer cartões e ovos da Páscoa em cartão reciclado", disse a coordenadora do programa, frisando que a ideia comum de que os jovens com deficiência fazem muito pouco "não é verdadeira".

"Muitas vezes existe a ideia de que as pessoas com deficiência fazem muito pouco, mas só quem convive com elas no quotidiano se consegue aperceber da quantidade de actividades em que podem envolver", salientou.

A APPC/Faro começou com os preparativos para receber a comitiva no final do ano passado e elementos da instituição já viajaram para a Roménia, em novembro, ao abrigo do mesmo projeto.

Depois de Portugal, o programa prossegue para a Alemanha, em maio e Polónia, em outubro, encerrando em julho do próximo ano no País de Gales, onde serão apresentados os resultados.

O projeto de intercâmbio de jovens com deficiência surge no âmbito do Programa Europeu de Aprendizagem ao Longo da Vida (PROALV) e decorre em Faro entre 22 e 26 de março.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Veiculo concebido em Portugal para ajudar criancas com Paralisia Cerebral


Se dúvidas houvessem aqui está uma prova do que se faz em Portugal, de que temos excelentes profissionais no nosso País!!!

Palmiber é o nome do carro adaptado, que permite, por exemplo, detectar obstáculos.

 




O que é o PALMIBER?

Plataforma de Apoio Lúdico à Mobilidade Aumentativa Iberoamericana

O Projecto PALMIBER tem como objectivo principal a concepção e produção de um conjunto de veículos potenciadores da mobilidade independente em crianças entre os 2 e 9 anos de idade, portadoras de disfunções neuromotoras graves e/ou outros deficits sensoriais e cognitivos.

O Projecto PALMIBER é coordenado pela Empresa ANDITEC, especializada em tecnologias de apoio para pessoas com deficiência, tendo como parceiro nacional o CENTIMFE (Centro Tecnológico da Industria de Moldes). Os parceiros internacionais do projecto são o Instituto de Automática Industrial (IAI) de Espanha, através do seu grupo de Bioengenharia, a empresa espanhola IC NEURONIC especializada em tecnologias médicas. Foi assim possível integrar conhecimentos científicos diversos mas complementares, que levaram á concretização com sucesso deste projecto inovador a nível mundial.

Este Projecto foi apoiado a nível nacional pelo Programa POS_Conhecimento (Projecto id097POSC), e a nível internacional inseriu-se no Programa de Cooperação Iberoamericano IBEROEKA (Projecto de Inovação IBK 02-277), que permitiu a formação dum consórcio de Empresas e Centros de Investigação de Portugal e Espanha que levaram a cabo as tarefas de concepção, desenvolvimento e produção dos referidos veículos.

Instituto Nacional para a Reabilitação - Cerimónia de Apresentação Pública

Dois dos parceiros do PALMIBER - ANDITEC (Portugal) e IAI/CSIC (Espanha)