sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uma reportagem feita de olhos vendados

«Caça barreiras às escuras» é o nome de um projeto inovador no bairro de Arroios, em Lisboa, que pretende alertar para as dificuldades que os invisuais enfrentam todos os dias. A TSF aceitou o desafio de venda nos olhos e bengala na mão.

A ideia é apurar os outros quatro sentidos, um convite para nos movermos na escuridão da Junta de Freguesia de Arroios e da Associação Promotora de Emprego para Deficientes Visuais (APEDV).

Um convite que pretende alertar para as dificuldades de mobilidade que todos os dias os cegos enfrentam à custa das barreiras que a cidade ainda lhes coloca.

Filomena Costa, da Associação Promotora de Emprego de Deficientes Visuais, colocou a venda e deu uma bengala à repórter da TSF que durante 18 minutos teve de depender do instinto e dos outros sentidos.

Pode ouvir a reportagem clicando aqui.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ciclo de Sábados IV - Falando com quem faz (Porto)

A Pró- Inclusão- ANDEE vai dar início a mais um ciclo de sábados, desta vez a decorrer no PORTO (Agrupamento de Escolas Garcia de Orta, na Foz - junto à Univ. Católica).

Pode consultar a informação relativamente à calendarização e temas a desenvolver em cada sessão em: http://cfpinandee.weebly.com/plano-de-formaccedilatildeo-1314.html.

Relembramos que os "Ciclos de Sábados- Falando com quem faz" são acreditados pelo CCPFC com 0,6 U.C e são de frequência gratuita para os nossos associados, tendo um custo de 10€ por sessão para os NÂO SÓCIOS. 

Pode fazer a sua inscrição através deste endereço eletrónico (proandee@gmail.com) indicando o nome/morada/nº telefone/ nº contribuinte/indicação se é ou não sócio.

Deve referir se a sua inscrição é para o Ciclo (5 sábados) ou para alguma/algumas sessão/sessões em particular.

A acreditação implica a frequência de pelo menos 2/3 do nº de horas da ação e a entrega de um relatório reflexivo sobre uma das sessões.

Informação recebida via e-mail

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A pobreza da competição

A questão central é de que maneira se pode usar a competição de uma forma ética, não-discriminatória, cidadã, equitativa e inclusiva.

Vivemos numa fase aguda e inflamada de competição. Mas não vivemos sempre? Acho que sim, mas agora estamos mais lançados e mais inspirados para louvar a competição. Esta “busca simultânea de um indivíduo ou grupo por uma vantagem, vitória ou prémio” (Aurelio dixit) elegeu-se como a prova suprema de qualidade em múltiplas áreas da nossa sociedade. “Ganhou? ´É porque é bom! Perdeu? É porque é mau!”

E como contestar isto? Será legítimo menosprezar o valor de quem ganha uma competição? Não estaremos a desencorajar o mérito e a incentivar o comodismo e a falta de ambição? Antes de aceitarmos que a competição é a prova inquestionável que conduz inelutavelmente à qualidade, gostaria de problematizar alguns aspetos.

1. O argumento “evolucionista” é muito frequente. Quem ganha e sobrevive são os mais fortes e quem é fraco desaparece. Mas… não é certo que a competição seja a chave da evolução. Um evolucionismo precipitado e que leia literalmente a expressão “seleção natural” conclui que são os mais fortes que vencem os mais fracos, isto é, que são os vencedores da competição que conseguem sobreviver. Isto só muito parcialmente é verdade. Quem sobrevive não são os fortes, são os adaptáveis, aqueles que melhor se adaptam. Portanto, o objetivo da competição é saber quem consegue responder melhor às condições do envolvimento e não identificar quem é mais forte e mais fraco. Nesta competição a lagartixa ganha ao Tiranossauros rex.

2. As grandes conquistas da humanidade foram fruto da cooperação mais do que da competição. As guerras, as batalhas, a prosperidade e a prevalência das nações são grandes epopeias coletivas em que, se não houvesse cooperação, não se teria conseguido atingir o objetivo. Mesmo no desporto isso se verifica. O melhor jogador de futebol do mundo não consegue vencer uma equipa sozinho, por muito fraca que ela seja. Assim, a cooperação é mais a chave do progresso do que a competição.

3. A competição rarissimamente é uma verdadeira competição. Quase sempre a posição final dos competidores poderia já ser prevista no princípio do processo. Há surpresas, claro, que há! Mas não são fruto da competição: são fruto de um conjunto de acasos que inclui a sorte de uns, o azar de outros e um conjunto de circunstância que foram imprevistas ou mal previstas. Assim, em grande medida a competição não é mais do que a legitimação de uma seriação que já existia à partida. Digamos que a competição é, em grande medida, a legitimação e o espetáculo da vitória, da vantagem sobre o outro.

4. A competição serve como emulação, como motivação para o progresso. Parece inquestionável que sim. Mas a que custo? Qual o destino dos perdedores? Submetem-se, conformam-se, resignam-se, aceitam a sua inferioridade. E, “já agora”, quais são os custos sociais de uma ínfima minoria de vencedores e uma esmagadora maioria de perdedores? Talvez nunca saibamos ao certo, mas não é difícil imaginar quantas pessoas, por medo de perder ou por terem perdido, não conseguem fazer desabrochar todo o seu potencial.

A competição tem a ver com superação (individual ou coletiva) e isso é intrinsecamente positivo. Superar, ir mais além, concretizar sonhos é um extraordinário dínamo da nossa vida pessoal e social. Negar, pois, as virtualidades da competição é imprudente e ingénuo. A questão central é de que maneira se pode usar a competição de uma forma ética, não-discriminatória, cidadã, equitativa e inclusiva. Por exemplo, é muito mobilizador competir com os países com um desenvolvimento análogo ao nosso sobre qual de nós consegue melhores resultados no combate à pobreza, no acesso à cultura, no financiamento da investigação científica, na diminuição do insucesso escolar, na erradicação do abandono escolar, na eficácia das políticas inclusivas, etc. etc. O frémito de ir mais além é uma força formidável que anima pessoas e sociedades. Que nos anima a cada um de nós. Mas esta força, por inevitável e óbvia que se apresente, não está isenta de uma reflexão sobre os seus processos e os seus objetivos. E aqui se agiganta o mercado, a ideologia prevalecente do “mercado” que nos restringe a uma competição que em tudo é o oposto de uma sociedade equilibrada, uma sociedade justa e uma sociedade igualitária.

Vale a pena refletir sobre qual o papel da competição na Educação, de como é que a ideologia do mercado a influencia e tantas vezes prevalece. Certamente a promoção de uma Educação de qualidade para todos passa por saber como se criam, como se desenvolvem e sustentam ambientes educativos de superação numa perspetiva de equidade e de cidadania.

Por: David Rodrigues

Professor universitário, presidente da Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial

In: Público

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Educação Especial - ações de intervenção precoce, reabilitação e integração escolar e social de crianças e jovens com necessidades educativas especiais

Educação Especial

ações de intervenção precoce, reabilitação e integração escolar e social de crianças e jovens com necessidades educativas especiais

Estão abertas de 3 de Fevereiro a 6 de Março 2014 as candidaturas de apoio a atividades e ações destinadas a promover a educação, no âmbito da intervenção precoce, reabilitação e integração escolar e social de crianças e jovens com necessidades educativas especiais, contemplando, especialmente, as seguintes iniciativas:

a) Ações de formação para professores, educadores e outros profissionais ligados à educação;

b) Ações de formação para pais e encarregados de educação de crianças e jovens com necessidades educativas especiais, promovidas por Associações de Pais, ou outras instituições, preferencialmente ligadas a instituições de ensino.

c) Aquisição de equipamentos para melhoria da qualidade do atendimento e da aprendizagem do público-alvo.

As candidaturas devem ser apresentadas por instituições públicas ou privadas, individualmente ou em associação, considerando-se Entidade Beneficiária do financiamento, a instituição que apresenta a candidatura e que fica responsável pela execução do projeto.

Apenas são admitidas a concurso, as candidaturas apresentadas em formulário próprio, devidamente preenchido, que reúnam os requisitos exigidos no Regulamento do concurso.

Só são aceites candidaturas on line.

A Entidade Beneficiária deverá:

preencher o formulário abaixo disponível on line, correspondente ao concurso aberto,
registar e guardar o número de processo que lhe foi atribuído.

Para completar a sua candidatura deverá, de seguida, aceder a my-file e
proceder à anexação dos documentos obrigatórios ou necessários e, se tiver dúvidas, fazer um pedido de informação.

Os documentos a anexar ao formulário da candidatura deverão ter o formato PDF ou JPG (o tamanho máximo recomendável é de 2MB). De forma a prevenir dificuldades no envio dos processos, solicita-se que se evite a sua apresentação nos últimos dias do prazo.

As candidaturas ao presente concurso devem ser enviadas para a Fundação Calouste Gulbenkian, até ao dia 6 de março de 2014.




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Conferência Professor Doutor António Nóvoa

Conferência do Professor Doutor António Nóvoa no III Congresso Internacional PIN-ANDEE "Educação Inclusiva e Equidade" que decorreu em Almada nos dias 31 de outubro, 1 e 2 de novembro de 2013.