quarta-feira, 14 de maio de 2014

Estudo - Mulheres autistas são mal diagnosticadas

As mulheres com autismo são com fequência mal diagnosticadas e diagnosticadas tardiamente, o que faz com que não sejam apoiadas a tempo, revela uma investigação internacional que defende que o diagnóstico pode evitar sofrimentos futuros.

O projeto internacional dá pelo nome de 'Autism in Pink', foi financiado pela União Europeia e decorreu durante quatro anos, coordenado pela Sociedade Nacional de Autismo do Reino Unido e com a participação das organizações Edukacinai Projektai, da Lituânia, a Autismos Burgos, da Espanha, e a Federação Portuguesa de Autismo.

O principal objetivo deste projeto foi estudar as mulheres com autismo, as suas necessidades e competências, ajudando-as a ultrapassar as suas dificuldades.

No decorrer do projeto foi reconhecido "ser norma" que os diagnósticos são feitos de forma tardia nas mulheres, algo provavelmente explicado pelo facto de esta ser uma doença que afeta maioritariamente homens.

Segundo a investigadora Judy Gould, da Sociedade Nacional de Autismo do Reino Unido, o diagnóstico tardio é consequência da "natureza escondida" do autismo entre as mulheres, defendendo, por outro lado, que o diagnóstico é o ponto de partida para dar o apoio adequado e necessário a estas mulheres.

A mesma investigadora aponta que a prevalência do autismo é de 1 para cada 100 pessoas e que as investigações mais recentes dão um rácio masculino/feminino de 1,4 para 1 e 15,7 para 1, mas defendeu que "há um forte desvio de género em relação ao diagnóstico de rapazes".

Por outro lado, Judy Gould sustenta que um diagnóstico atempado "pode evitar as dificuldades que as mulheres e raparigas sofrem durante a sua vida", ao mesmo tempo que ajuda na avaliação das necessidades ao nível da educação, lazer, residência, relações sociais ou emprego.

A investigação mostrou que "o estereótipo masculino ensombrou o problema do diagnóstico" feminino e revelou também que enquanto os rapazes autistas são mais hiperativos e agressivos, as raparigas são mais passivas e recolhem informação mais das pessoas do que das coisas.

"Os sistemas correntes não dão exemplos dos tipos de dificuldades mostrados pelas raparigas e mulheres e não são bons para reconhecer os sintomas do autismo nas raparigas e mulheres", uma vez que "os métodos usados para diagnosticar estão desviados para a apresentação masculina da condição", revela a investigação.

O estudo internacional defende que as dificuldades centrais são semelhantes tanto em homens como em mulheres com autismo, apesar de a forma como o autismo afeta cada individuo ser altamente variável.

Especificamente em relação às características das mulheres com autismo, o 'Autism in Pink' mostra que são mais competentes para "cumprir ações sociais por imitação atrasada", são mais conscientes e sentem necessidade de interagir socialmente.

Por outro lado, são socialmente mais imaturas e passivas do que os colegas sem autismo, na escola primária são mais "protegidas" pelas colegas, mas são normalmente vítimas de 'bullying' na escola secundária.

Segundo esta investigação, as raparigas "têm capacidades linguísticas superiores à dos rapazes", mas têm pouco conhecimento da hierarquia social e de como comunicar com pessoas de diferente estatuto.

Mostra também que elas "têm melhor imaginação" e "mais capacidade de jogo simbólico", mas às vezes têm dificuldade em separar a realidade da ficção.

Estes e outros resultados serão apresentados sexta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no decorrer da apresentação do projeto 'Autism in Pink'.

Regime jurídico da habilitação profissional para a docência

O Decreto-Lei n.º 79/2014 vem instituir o regime jurídico da habilitação profissional para a docência na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário. 

Têm habilitação profissional para a docência em cada grupo de recrutamento os titulares do grau de mestre na especialidade correspondente.

Os ciclos de estudos que visam a aquisição de habilitação profissional para a docência incluem as seguintes componentes de formação, garantindo a sua adequada integração em função das exigências do desempenho profissional:
a) Área de docência;
b) Área educacional geral;
c) Didáticas específicas;
d) Área cultural, social e ética;
e) Iniciação à prática profissional.

A formação na área de docência visa complementar, reforçar e aprofundar a formação académica, incidindo sobre os conhecimentos necessários à docência nas áreas de conteúdo e nas disciplinas abrangidas pelo grupo de recrutamento.

A formação na área educacional geral abrange os conhecimentos, as capacidades e as atitudes comuns a todos os docentes relevantes para o seu desempenho na sala de atividades ou na sala de aula, nas instituições destinadas à educação de infância ou na escola, e na relação com a família e a comunidade, e integra, em particular, as áreas da psicologia do desenvolvimento, dos processos cognitivos, designadamente os envolvidos na aprendizagem da leitura e da matemática elementar, do currículo e da avaliação, da escola como organização educativa, das necessidades educativas especiais, e da organização e gestão da sala de aula.

A formação em didáticas específicas abrange os conhecimentos, as capacidades e as atitudes relativos às áreas de conteúdo e ao ensino das disciplinas do respetivo grupo de docência.

A iniciação à prática profissional inclui a observação e colaboração em situações de educação e ensino e a prática supervisionada na sala de atividades ou na sala de aula, nas instituições de educação de infância ou nas escolas, e realiza-se em grupos ou turmas dos diferentes níveis e ciclos de educação e ensino abrangidos pelo grupo de recrutamento para o qual o ciclo de estudos prepara, devendo, se necessário, realizar -se em mais de um estabelecimento de educação e ensino, pertencente, ou não, ao mesmo agrupamento de escolas ou à mesma entidade titular, no caso do ensino particular ou cooperativo.

É condição geral de ingresso nos ciclos de estudos conducentes ao grau de mestre em cada uma das especialidades o domínio oral e escrito da língua portuguesa e o domínio das regras essenciais da argumentação lógica e crítica.

Via: Incluso 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Governo garante que todos os casos de ensino especial estão a ser acompanhados

Comentário: Os alunos estão a ser acompanhados?!?

Resta saber com que qualidade e condições!!! 

Será que 30 minutos (ou 45!!!) de apoio por  semana chegam para responder às necessidades?!? 

"O secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário garante que todos os alunos com necessidades especiais estão a ter o acompanhamento devido. João Grancho, afirma no entanto que houve necessidade de avaliar os métodos de intervenção junto destas crianças."



Transição para a Vida Adulta no Programa Sociedade Civil da RTP 2

Pode ver o programa clicando no seguinte link:



Provas Adaptadas 2014

Informações relativas à adaptação de provas para a alunos com NEE

Informações relativas a provas adaptadas

Informação conjunta IAVE/JNE 2014 

(Adaptação de Provas Finais de Ciclo e de Exames Finais Nacionais para alunos cegos, com baixa visão, daltónicos ou com limitações motoras severas) [PDF]

Provas adaptadas - Sistema DAISY (Provas para alunos cegos ou com baixa visão).

Consultar aqui

Provas adaptadas - Código ColorADD (Provas para alunos daltónicos)