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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Dia Internacional da Criança com Cancro

No Dia Internacional da Criança com Cancro regista-se um dado positivo. Portugal é o segundo país europeu, e o terceiro no mundo, com mais dadores de medula óssea por milhão de habitantes.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dia internacional da criança com cancro


Em Portugal, há 350 de novos casos de cancro em crianças

A leucemia e os tumores do sistema nervoso central representam mais de metade dos cancros diagnosticados em crianças anualmente, uma "bomba" que cai no colo dos pais e com a qual a associação “Acreditar” os ajuda a lidar diariamente. Hoje assinala-se o Dia Internacional da Criança com Cancro.

Segundo dados da Confederação Internacional de Pais de Crianças com Cancro, a leucemia e os tumores do sistema nervoso central representam 65% do total dos cancros nas crianças (40% as leucemias e 25% o restante.

Em Portugal, onde anualmente são diagnosticados cerca de 350 novos casos de cancro, a sobrevivência ronda os 78% nos casos de leucemia e dos 69% quando se trata de tumores do sistema nervoso central.

"O primeiro impacto é como se fosse uma bomba atómica que caísse em cima da cabeça dos pais. Depois demora o seu tempo até que as pessoas comecem a aperceber-se desta realidade, que é dura, mas que tem soluções, há cura", referiu Margarida Cruz, presidente da “Acreditar”, à Lusa.

 "O primeiro contacto é feito por pais que já passaram por esta situação, que têm os seus filhos bem, curados. Porque é dar uma perspectiva de quem já vivenciou e de que é possível ultrapassar", disse, destacando que a "mensagem de alguém que esteve na mesma situação é uma forma muito útil de passar alguma confiança aos pais".

Durante o tratamento da doença, os pais oscilam entre dias com "muita esperança, quando tudo corre bem, e de muito desespero, quando algo corre mal no meio do tratamento".

"Há muita oscilação, muita preocupação e muita angústia nos pais", conta Margarida Cruz, lembrando que as crianças "sofrem com o impacto imediato, a dor física que estão a sentir por causa do tratamento ou a alteração da sua vida, por terem de sair do meio familiar".

Além disso, as alterações emocionais dos pais "têm um enorme reflexo nas crianças pequenas".

A Acreditar tenta "reforçar os pais do ponto de vista emocional de forma a que eles consigam aparentar para os filhos tranquilidade".

"Quando sentimos que estão numa fase em que estão tão frágeis que não conseguem, nós levamos os miúdos a dar uma volta para que o pai e a mãe possam chorar. Porque às vezes é preciso. E para quando a criança volte a estar com eles, os pais possam voltar a estar com uma cara mais tranquila, mais sorridente", referiu Margarida Cruz.

No Dia Internacional da Criança com Cancro, a Acreditar lança o concurso "Desenha-me um Sorriso", destinado a crianças entre os seis e dos doze anos.  O desenho vencedor será capa da agenda para 2012 da Acreditar e os dez melhores serão transformados em selos que os CTT irão emitir.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Livro lançado no Dia Internacional da Criança com Cancro ajuda pais a enfrentar problema


O Dia Internacional da Criança com Cancro assinala-se hoje com a apresentação de um livro para ajudar os pais de crianças vítimas de cancro a retomar uma vida normal após o tratamento.

Apresentado pela Associação Acreditar, o livro "Fim do Tratamento. O que acontece a seguir?" é uma publicação de cerca de 30 páginas com várias dicas e conselhos para os pais que, apesar do alívio por verem os filhos curados, enfrentam um certo vazio após um longo período de tratamentos em que estão sempre rodeados de profissionais de saúde que controlam a situação.

"As pessoas estão habituadas a uma rotina, a ir ao hospital todos os dias, a ter os médicos, os enfermeiros, os psicólogos uma série de pessoas. Tiveram um filho com uma doença muito grave e preocupam-se porque, de repente, aquele mundo em que viveram muito tempo desapareceu", causando angústias e dúvidas sobre o que devem fazer perante as situações mais comuns, explicou à agência Lusa a directora geral da Acreditar, Margarida Cruz.

A mensagem é que estas crianças e jovens estão curados e devem "seguir a sua vida normal".

"As pessoas devem procurar reagir como reagem com outro filho, esclarecer dúvidas com o médico, falar com os filhos para que a ansiedade da criança e do jovem não aumente e tratar aquele filho ou filha com a mesma disciplina, o mesmo nível de responsabilidade que qualquer outro", sugeriu.

Cerca de 620 novos casos de tumores malignos em crianças até aos 14 anos foram identificados entre 1998 e 2002 num registo que abarca a Região de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Madeira.

Tendo em conta a população residente nessas regiões (4,8 milhões de habitantes) e os dados de outros países da Europa, o número de crianças afectadas por estas doenças é considerado reduzido, mas o trabalho que resultou na primeira publicação exclusivamente dedicada às crianças nesta área identificou uma prevalência do tumor de Burkitt superior a outros países europeus.

Para assinalar o Dia Internacional da Criança com Cancro, a Associação Acreditar vai também realizar uma sessão de saúde oral às crianças hospedadas na instituição e uma outra de formação sobre higiene oral direccionada para os pais.

Um pouco de história... Criança com Cancro em Portugal

Entre 1998 e 2002, a doença afectou mais de 600 crianças na região de Lisboa e no sul do país.

As leucemias, linfomas e tumores do sistema nervoso central são os tipos de cancro mais comuns entre as crianças, representando 65% dos casos.

Mas a taxa de sobrevivência é animadora.

Só no IPO de Lisboa, a taxa de cura ultrapassa os 75%. Os médicos acreditam que, ao contrário dos adultos, as crianças reagem melhor aos tratamentos.

Estimativas apontam para que um em cada 700 adultos tenha sobrevivido a um cancro infantil.

Fonte: Lusa

In: http://sic.sapo.pt/