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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Educação na Finlândia

Hoje partilho com vocês este resumo...Por estar com muita qualidade...Por ser de uma grande Amiga...de uma grande Profissional...Mas acima de tudo porque acredito "que o caminho é possível"...Juntos conseguimos!!! 


"Já conhecendo o texto original publicado em 2006, disponivel na net  

foi com imenso prazer que encontrei este livro, traduzido agora por um grupo de professores da Escola Secundária D. João II de Setúbal, a quem dou os meus parabéns e publicado por Edições Afrontamento.  
Este livro constitui o testemunho do autor numa visita à Finlândia, onde, in loco, se pode perceber as bases inclusivas e humanistas de uma politica educativa cada vez mais pertinente. 

A importância do ambiente, ritmos adaptados a cada um, detecção precoce das limitações e dificuldades, liberdade de escolha, avaliação motivadora, aulas activas, qualificação de professores e formação contínua orientada, são alguns dos itens que constituem um sistema educativo onde alunos e professores se sentem envolvidos numa estreita ligação entre a comunidade e o estabelecimento escolar.
Liberdade pedagógica é uma constante, quer para a função do professor, como para o aluno, existindo um clima de co-responsabilização de todos os envolvidos, o que se reflecte na continuidade entre ciclos.

A premissa de que cada aluno é importante, partindo do potencial de cada um, faz com que o sistema de aprendizagem na Finlândia constitua um modo saudável e eficaz de fazer progredir o sistema em função das necessidades reais dos principais interessados, uma cultura que valoriza cada individuo, num clima que ensina cada um a adaptar-se a todo o tipo de condições. 

Um sistema com elevado grau de organização mas com flexibilidade, com forte presença de valores morais e tolerância, questões que deveriam estar imbuídas profundamente no íntimo do ser de qualquer cidadão do mundo e não só na Finlândia. Em suma o cerne do sistema educativo finlandês: "ajudar cada aluno na obtenção de um estatuto de ser humano plenamente responsável e capaz de intervir e participar conscientemente na sociedade em que se insere, sem deixar de ser ele próprio". (pg 36).

No final da leitura deste livro poderia surgir alguma tristeza, perante tal distanciamento da nossa realidade, mas não, pelo contrário, fico feliz por constatar que mais que uma utopia para alguns, afinal o caminho é possível... o desenvolvimento do ser humano integral!"
Por: EC

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mais alto que as palavras

Livro escrito na primeira pessoa, relata a experiência de uma mãe que numa manhã, (que começa como tantas outras, mas que permanecerá na memória como uma manhã que mudará a vida) se depara com um ataque convulsivo do seu filho Evan, então com 2 anos. Situação que desencadeia a visitas a hospitais até ao confronto de um diagnóstico. Este, representou o início de uma descoberta permanente de terapias, tratamentos e dietas. Esta mãe, que mais do que chorar pelo sucedido aceita a pessoa que era e aprende a não odiar o mundo por aquilo que podia ter sido (pg. 151). Uma mãe que viaja no mundo do autismo, expectante em procura permanente de respostas e de possibilidades futuras acerca das questões da debilidade imunitária do autismo. "Mais alto do que as palavras” representa a procura incessante de encontrar uma janela possível, onde o amor é mais do que traduzi-lo em linguagem verbal ...

Este livro apresenta ainda um prefácio de Cristina Sales, directora do Centro Avançado de Diagnóstico Funcional e termina com orientações aos pais com indicações de terapias e tratamentos, apresentando contactos e serviços em Portugal, bem como a "Carta para as Pessoas com Autismo".

Aproveitando uma citação do livro (pg123) “… existe um lugar especial no céu para as mães de crianças autistas”, refiro que sobre esta citação, não sei afirmar a existência desse lugar, mas posso constatar que na terra existem mães que já têm um lugar especial pela viagem e lição de vida que aprendemos diariamente com a sua força, quase sobrenatural de terem que encarar uma sociedade que ainda é pouco tolerante face às diferenças. Eu tenho o prazer de conhecer algumas dessas mães que nos ensinam diariamente o muito que temos ainda de aprender e o significado de viver um dia de cada vez. Agora que as minhas funções profissionais mudaram, mais tenho ainda que a elas dirigir o meu sincero obrigada.

Por: EC