domingo, 23 de maio de 2010

Ensino especial: colégios em risco de ruptura financeira imediata

“Há colégios do ensino especial que sem uma resolução deste problema não sabem como manter o funcionamento normal até ao final do ano”, disse à agência Lusa o director executivo da Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP). 

Segundo Rodrigo Queiroz e Melo, que lamenta a falta de resposta do Ministério da Educação, os trabalhadores destes estabelecimentos poderão vir a receber mais tarde os subsídios de férias, devido às dificuldades de tesouraria.

A AAEP tem levantado a questão do ensino especial junto do Governo, nomeadamente em audiências com responsáveis da tutela e em ofícios, aos quais afirma não ter resposta.

Porém, um dos associados recebeu da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo um pedido de informação sobre o eventual encerramento da escola. A estrutura descentralizada do ministério questionava se os pais já estavam informados e pedia informações para estudar alternativas.

“Parece-me uma atitude lamentável. Perante um pedido de uma escola, de um apoio que entende ter direito, de financiamento, a resposta do Estado ser: Avise os pais que vai fechar e diga-me quem são os alunos para eu os pôr noutro sítio”, indignou-se Queiroz e Melo.

“Não compreendemos como é que a Administração Pública pode pôr isto por escrito, especialmente porque pressupõe que estes alunos vão ser atirados para algures, onde não têm necessariamente a resposta que têm num colégio do ensino especial”, criticou.

Num último ofício, datado 28 de Abril e dirigido à ministra Isabel Alçada e ao secretário de Estado adjunto Alexandre Ventura, a AEEP lembra um anterior (de 6 de Abril) e questiona os governantes sobre a situação atual e futura dos colégios de ensino especial.

Segundo Queiroz e Melo, estão em causa cerca de 20 colégios. Algumas estruturas de maior dimensão têm feito face às dificuldades de financiamento do ensino especial recorrendo a fundos de outras valências, referiu.

“O problema é que quando se desvia fundos de uma valência para outra não se está a investir. O serviço educativo estava a ser coberto pelo Estado e para podermos continuar a manter este serviço de qualidade às crianças é preciso que o financiamento se mantenha”, defendeu.

A AEEP requereu à tutela várias formas de financiamento, para projectos específicos ou para acudir aos colégios em situação difícil, fruto da “ausência de encaminhamentos propostos para estabelecimentos de ensino especial”, devido à política de inclusão de muitos destes alunos em escolas do ensino regular e à natural saída de outros porque atingem determinada idade ou encontram outras respostas na comunidade.

A AEEP afirma não ser contra a inclusão, mas com o financiamento associado ao número de alunos as verbas dos colégios caíram, pelo que desafia o ministério a esclarecer se há espaço para estes estabelecimentos em Portugal e se tenciona construir um grupo de trabalho entre a associação, um núcleo de colégios e a tutela para definir condições e recursos.

Contactado pela Lusa, para reagir às críticas da AEEP, o Ministério da Educação não respondeu em tempo útil.


In:http://www.publico.pt/

Do luto a luta - Parte 8 Final


sábado, 22 de maio de 2010

Projectos Escolares

Durante este ano lectivo muito tenho ouvido falar sobre o exagerado número de projectos existentes na minha Escola. 

Há quem diga que é o Sistema de Avaliação que assim o exige…Outras há que afirmam ser fruto da política seguida pelo órgão de gestão do Agrupamento… 

Eu ao contrário de muitos colegas não me limito a criticar…Ou quando critico fundamento… 

Em conversa com um colega “saltou-me” umas das suas afirmações: “O mais importante para a realização destes projectos é sabermos qual o problema/dificuldades que os nossos alunos sentem. E depois sim, fazer projectos que visem ultrapassar essas dificuldades”. 

Concordo inteiramente com esta afirmação, aliás essa devia ser a política e a mentalidade de todos os agentes educativos. A criança deve ser sempre o centro das “atenções”… 

O “mal” não é do Sistema de Avaliação e não o “mal” também não é do órgão de gestão do Agrupamento…O “mal” é das pessoas que organizam esses projectos irrealistas e meramente “copy-paste” de outros tantos existentes na internet…Projectos que “bem-esprimidos” não dão uma “gota de sumo”… 

Não consigo conceber que haja pessoas que façam projectos só porque parece bem até porque o principal “veículo” desses projectos são os alunos…sem eles esses projectos (se assim os posso chamar…) não tinham “pernas para andar…” 

Então se assim é, os projectos têm de ser realizados de acordo com os gostos/necessidades dos alunos…E já agora…Porque não serem eles a propor alguns deles?!? 

Deixemos de ser fantoches…Deixemos de ser egocêntricos…Comecem a pensar nas crianças e nas famílias com quem trabalham, eles são o principal “veículo” para o vosso trabalho… 

Ah…e já agora um conselho a todos os órgãos de gestão…Quando receberem propostas para a realização de projectos, tenham esta ideia presente…Em que é que este projecto pode ajudar para o desenvolvimento dos nossos alunos?

Existe ainda um outro aspecto, no meu entender, fundamental para o bom desenvolvimento de Projectos…

A chamada das Famílias para a participação e dinamização dos mesmos. A Família deve ser chamada para intervir, para cooperar e em parceria com a Escola “lutar” por uma melhor Educação melhor, por um melhor desenvolvimento de cada criança. 

Até porque, e segundo Kolhberg (cit. por Rosa, 2001), a escola por si própria não dispõe de suficiente força simbólica para transformar valores, somente na medida em que haja envolvimento da família num projecto educativo, esta instituição obterá sucesso na concretização da sua missão.

Do luto a luta - Parte 7


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Valor da Iniciativa

Depois de ver um vídeo no Youtube algumas ideias ficaram a pairar na minha cabeça...E adivinhem lá...Volto a falar da Escola...:)

É impossível, para mim, não fazer o paralelismo entre este vídeo e entre aquilo que acontece, no dia-a-dia, nas nossas Escolas...

Felizmente tive a sorte de encontrar pessoas fantásticas que são verdadeiros profissionais...Nunca baixam os braços...Mas há excepções, infelizmente...E todos nós sabemos que estas excepções são uma "pandemia", estão por todo o lado...

Eu recuso-me a baixar os braços...Recuso ficar a "chorar"...Recuso ficar a queixar-me que tudo está mal...Recuso-me ficar à espera que as coisas apareçam...

Quem me conhece diz a brincar (ou não...) que sou sensível de mais, que sou hiperactivo ... E eu acrescento, ainda bem que o sou...As crianças e as suas famílias merecem isso da minha parte...Merecem que, em vez de estar parado a reclamar que tudo está mal, dê a cara à "luta"...

Sim, sei que muitos dizem que sozinho não "movo montanhas"...mas sozinho posso iniciar a mudança e levar pessoas a acreditarem...

Juntos vamos conseguir...

Vejam o vídeo e deliciem-se ;)