domingo, 18 de julho de 2010

Até onde poderei sonhar

Esta é uma reportagem que retrata a vida de pessoas com paralisia cerebral que conseguiram ultrapassar as várias barreiras no dia-a-dia...

Eu também continuarei a lutar com um sorriso, com muita determinação para que tenhamos uma sociedade mais inclusiva...Continuarei a lutar por uma sociedade mais atenta e respeitadora...


"Se vou conseguir, não sei...Mas que vou sorrir para a vida, lá isso vou!"

Porque juntos vamos conseguir!!!


sábado, 17 de julho de 2010

Novo pacemaker em Portugal

Adelaide tem a doença dos pezinhos e um transplante hepático em perspectiva. A doença e a operação dão como certas futuras arritmias cardíacas. Ontem, sexta-feira, recebeu o primeiro pacemaker de uma nova geração que não limita alguns exames de diganóstico fundamentais.

Foi a primeira doente a quem foi implantado o novo aparelho no Hospital de Santo António, no Porto. Ao mesmo tempo – e apenas para marcar o início de uma nova etapa – outros seis hospitais (Guimarães, Santarém, Santa Marta, Santa Maria e Pulido Valente – em Lisboa – e Hospitais da Universidade de Coimbra) procediam à mesma intervenção.

A importância do dia? “Até aqui, os doentes com pacemakers não podiam fazer ressonâncias magnéticas, porque geram um campo magnético que podiam danificar o aparelho, indo até ao risco de explosão”, explica Lopes Gomes, do serviço de Cardiotorácica do Santo António. Ora, a ressonância magnética “é um meio de diagnóstico essencial, que praticamente todos nós fazemos alguma vez na vida”.

Aquele exame é, recorda João Primo, presidente da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia, “um dos principais meios de diagnóstico de doenças oncológicas e neurológicas”. Com o novo aparelho, feito de componentes não magnetizáveis, os portadores de pacemakers poderão submeter-se a exames de corpo inteiro “sem qualquer limitação”.

Adelaide tem 35 anos e, portanto, “uma probabilidade muito grande” de vir a ter de fazer uma ressonância magnética ao longo da vida, diz Vítor Lagarto, cirurgião que ontem lhe implantou o novo pacemaker. É um aparelho minúsculo, muito leve e programável para corrigir autonomamente as arritmias. No caso de Adelaide, a paramiloidoise resulta na deposição de substância amilóide no coração, reduzindo o ritmo da batida. A transplantação hepática trava a evolução da doença, mas não corrige as arritmias, nem impede o seu desenvolvimento. Todos os pacientes com doença dos pezinhos têm pacemaker.

A intervenção em si é muito simples e em nada difere da implantação dos pacemakers de primeira geração. Não exige mais do que uma anestesia local e consiste no isolamento de uma veia junto à clavícula, pela qual se introduzem eléctrodos de fixação activa, que ligam ao coração, explica Vítor Lagarto. O aparelha fica implantado na zona da clavícula, sob a pele. Ao todo, são 30 a 40 minutos de operação.

Bem vindo à Holanda

Este é um texto excelente...Por mais que o leia não me canso...Simplesmente brilhante!

Frequentemente sou solicitada a descrever a experiência de dar à luz uma criança com deficiência - uma tentativa de ajudar pessoas que não têm com quem compartilhar essa experiência única, a entendê-la e imaginar como é vivenciá-la.

Seria como ...

Ter um bebé é como planear uma fabulosa viagem de férias - para a Itália! Você compra montes de guias, faz planos maravilhosos. O Coliseu. O David de Michelangelo. As gôndolas de Veneza. Você pode aprender algumas frases simples em italiano. É tudo muito excitante.

Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia. Você arruma as suas malas e embarca. Algumas horas depois você aterra. O comissário de bordo chega e diz: - "Bem vindo à HOLANDA !"

"HOLANDA!?! " diz você - "O que quer dizer com Holanda?? Eu escolhi a Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda minha vida eu sonhei em conhecer a Itália".

Mas houve uma mudança no plano de vôo. Eles aterraram na Holanda e é lá que você deve ficar.

A coisa mais importante é que eles não te levaram a um lugar horrível, desagradável, cheio de pestilência, fome e doença. É apenas um lugar diferente. Logo, você deve sair e comprar novos guias. Deve aprender uma nova linguagem. E você irá encontrar todo um novo grupo de pessoas que nunca encontrou antes. É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas, após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor... e começar a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrandts e Van Goghs.

Mas, todos que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália... e estão sempre comentando sobre o tempo maravilhoso que passaram lá. E por toda a sua vida você dirá : "Sim, lá era onde eu deveria estar. Era tudo o que eu tinha planeado." E a dor que isso causa nunca, nunca irá embora... porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa.

Porém... se você passar a sua vida toda remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais... sobre a Holanda.

Emily Perl Knisley

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Bebé recebe implante coclear pela primeira vez em Portugal

A equipa do Serviço de Otorrinolaringologia (ORL) do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC, EPE) é a responsável por mais uma intervenção pioneira em Portugal, tendo feito o primeiro implante coclear numa criança com idade inferior a um ano, o que lhe devolverá a audição. Ao bebé de 11 meses, que tinha surdez profunda, vai ser agora proporcionada uma sensação auditiva próxima à audição fisiológica.

“A implantação coclear em crianças com menos de um ano de idade constitui um marco importante. Quanto mais cedo a criança for implantada, mais cedo a sua audição e os seus neurónios serão estimulados, e portanto, mais capacitada estará para desenvolver competências linguísticas”, avança Carlos Ribeiro, director do Serviço de ORL do CHC, EPE.

O mesmo especialista explica ainda que, “se a implantação não for suficientemente precoce, a criança pode nunca recuperar totalmente as suas capacidades para compreender e utilizar a linguagem”.

Esforço multidisciplinar

Implantar uma criança com menos de um ano é um processo“muito complexo”, sublinha Carlos Ribeiro, na medida em que “a cirurgia é apenas uma parte de um processo muito mais longo”que se inicia no rastreio, passando pelo diagnóstico precoce, pelo esclarecimento dos pais e pela definição de que o implante é a melhor opção para a criança, e não uma prótese auditiva.

“Conseguir cumprir todas estas fases do protocolo num espaço de tempo tão reduzido e com uma criança tão pequena só é possível com uma equipa multidisciplinar tecnicamente muito evoluída”, frisa.

Até agora, em Portugal, a criança mais nova sujeita a um implante coclear no Centro Hospitalar de Coimbra tinha já 16 meses de idade. Segundo o especialista, a realização desta cirurgia representa o corolário do esforço de um elevado número de profissionais, de áreas muito diversas: otorrinolaringologia, anestesia, audiologia, terapia da fala, pediatria, neuroradiologia e genética entre outras.

Além disso, o acto cirúrgico em si tem complexidades acrescidas, “porque se trata de uma criança com idade e peso reduzidos, o que constitui um desafio do ponto de vista técnico, mas também do ponto de vista médico e no que diz respeito à anestesia”, refere Carlos Ribeiro.

Longo histórico em implantes cocleares

O Serviço de ORL do CHC, EPE, com a dupla de cirurgiões Manuel Filipe Rodrigues e Fernando Rodrigues, foi pioneiro em Portugal na implantação coclear de adultos (1985) e de crianças (1992). Até à data, já realizou 352 implantes cocleares em crianças.

Este serviço foi também responsável pela realização do primeiro implante coclear híbrido no país, em 2009, uma intervenção que fez com que a medicina portuguesa estivesse, pela primeira vez, capacitada para dar resposta independentemente do nível de surdez de um doente.

Ácidos Gordos são essênciais para as crianças

Os Ácidos Gordos são necessários ao crescimento e desenvolvimento das crianças. Estas gorduras fornecem energia, regulam a temperatura do corpo e facilitam a absorção de vitaminas. Os Ácidos Gordos asseguram também a constituição saudável das paredes das células.