Mostrar mensagens com a etiqueta Diagnóstico Precoce. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Diagnóstico Precoce. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 21 de março de 2013

Crianças passam a ter de ir a mais duas consultas de rotina

Novos boletins de saúde infantil e juvenil, previstos para o início deste ano, afinal só vão começar a ser emitidos depois de Maio.

As crianças vão passar a ter de ir ao médico para consultas de vigilância de rotina 18 vezes até atingirem a idade adulta, em vez de 16 vezes, como está previsto actualmente. A nova versão do Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil, colocada esta semana no site da Direcção-Geral da Saúde, dispensa a consulta dos 15 anos e introduz três novas idas ao médico em idades-chave - aos cinco, seis ou sete e aos 10 anos.

"O calendário foi reordenado de forma a investir-se em idades mais precoces", explicou ao PÚBLICO a enfermeira Bárbara Menezes, da equipa da DGS que redigiu o documento. Mas as novas regras apenas estarão em vigor depois de Maio próximo, quando o programa informático de apoio à prática clínica, ainda em fase experimental, estiver completamente operacional. Só então sairá a circular com as novas orientações para os profissionais e só depois disso começam a ser emitidos os novos boletins de saúde infantil e juvenil (dados aos recém-nascidos) com as alterações, esclarece a enfermeira. "Após acertos de pormenor e alinhamento final com os programas informáticos em uso, o documento definitivo será objecto de uma nova orientação técnica, a ser emitida por esta direcção-geral até ao final de Maio próximo", lê-se no site da DGS.

A introdução de consultas aos cinco anos visa "avaliar da existência de competências para o início da aprendizagem". Já entre os seis e os sete anos o objectivo é a "detecção precoce de dificuldades específicas de aprendizagem" e, aos 10 anos, pretende-se "preparar o início da puberdade e a entrada para o quinto ano de escolaridade". Estas alterações já tinham sido anunciadas em Outubro, no 13.º Congresso de Pediatria, tendo na altura Leonor Sasseti, pediatra e consultora da DGS para a saúde infantil, explicado que a definição do novo calendário levava em conta questões como a prevenção do bullying, na consulta dos dez anos.

Mas esta não é a única alteração prevista. Também a "tabela dos percentis" - que servem para monitorizar o desenvolvimento de bebés, crianças e adolescentes - vai mudar, como o PÚBLICO já tinha anunciado em Outubro. As actuais curvas de crescimento serão substituídas pelos padrões definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de forma a que os valores expressos nas tabelas de percentis traduzam um crescimento mais próximo do "ideal". Pretende-se ainda com esta alteração detectar com mais rigor algumas situações problemáticas, como os casos de obesidade.

Por enquanto, para monitorizar o estado de nutrição e crescimento das crianças e adolescentes, continuamos a guiar-nos pelos valores de referência propostos pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC) e baseados num estudo que envolveu apenas crianças norte-americanas. A OMS considerou estas curvas de crescimento inadequadas e publicou uma nova versão destes valores de referência com base num estudo realizado entre 1997 e 2003 em diferentes continentes e que incluiu amostras selectivas de milhares de lactentes e crianças. Com esta medida, Portugal junta-se ao grupo de mais de 120 países que se guia pelas curvas da OMS para acompanhar o desenvolvimento de bebés e crianças. com A.C.F.

In: Público

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Teste deteta trissomias fetais com 99% de eficácia

A partir da próxima segunda-feira, as grávidas portuguesas vão passar a poder realizar um teste pré-natal inovador capaz de detetar trissomias fetais com 99% de certezas e sem a necessidade de procedimentos invasivos como a amniocentese, anunciou o laboratório Labco.

O método avançado, que chega agora a Portugal, baseia-se na análise do ADN fetal presente no sangue materno e deteta trissomias fetais em gravidezes com mais de 10 semanas de gestação, sem risco para a grávida ou para o feto, e com uma taxa de eficácia de até 99%, segundo explicou à Lusa a diretora-geral do Labco Diagnostics, Laura Brum.

De acordo com a responsável, o teste reduz até "cinco vezes" os resultados falsos positivos em comparação com outros testes, permitindo uma avaliação precisa do risco das trissomias responsáveis pela maioria das anomalias cromossómicas no diagnóstico pré-natal.

Laura Brum acredita que, com esta alternativa de diagnóstico, vai ser possível reduzir o número de amniocenteses, técnica que consiste na colheita pré-natal de fluido amniótico com o objetivo de detetar eventuais anomalias do feto, em Portugal.

O custo do teste será de 670 euros (um valor relativamente próximo do da amniocentese, que pode chegar aos 500 euros) e, apesar de ainda não ser comparticipado, a diretora-geral do Labco garante que o próximo passo é começar a "propor às seguradoras a sua comparticipação" e, talvez mais tarde, ao próprio "Serviço Nacional de Saúde".

Este exames estará disponível, numa primeira fase, em apenas quatro hospitais privados portugueses, adianta a Lusa. São eles o Hospital da Luz (Lisboa), o Hospital dos Lusíadas (Lisboa), o Hospital da Boavista (Porto), o Hospital de Santiago (Setúbal) e o Hospital Stª Maria (Faro).

O diagóstico pré-natal que chega a Portugal a 28 de Janeiro foi criado nos EUA. O método foi, posteriormente, introduzido no Reino Unido e em Espanha durante o ano passado.

[Notícia sugerida por Diana Rodrigues]

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Teste do Pezinho" para novas doenças

 Programa Nacional de Diagnóstico Precoce, conhecido como o "Teste do Pezinho", foi reformulado e poderá incluir futuramente o rastreio a outras doenças como a fibrose quística.


Criado em 1979, o Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (PNDC) visa diagnosticar doenças nas primeiras semanas de vida do bebé e tratá-las precocemente para evitar a ocorrência de atraso mental, doença grave irreversível ou morte da criança.

"O PNDP teve um enorme sucesso e tem revelado uma elevada qualidade, que é bem patente na sua taxa de cobertura superior a 99 por cento dos recém-nascidos e pelo seu tempo médio de intervenção terapêutica 11/12 dias", refere o despacho do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, publicado hoje, terça-feira, em Diário da República.
Dirigido inicialmente à fenilcetonúria e ao hipotiroidismo, duas doenças que, na criança, quando não tratadas acarretam atraso mental, foi alargado mais tarde a mais 23 doenças hereditárias do metabolismo.
"Outras doenças como a fibrose quística, hiperplasia congénita da supra-renal e deficiência da biotinidase foram rastreadas em estudos-piloto e poderão futuramente vir a ser incluídas no Programa Nacional", refere o documento.
O rastreio e a confirmação do diagnóstico permitem o encaminhamento dos doentes para a rede de Centros de Tratamento, sedeados em instituições hospitalares de referência.
O PNDP foi-se expandindo face aos desafios encontrados no seu desenvolvimento, mas não ficou identificado na lista dos Programas Nacionais do Programa para o Plano Nacional de Saúde, nem foi actualizada a sua composição.
"Foi assim criada a oportunidade para reformular o PNDP, ajustando-o aos desafios do Plano Nacional de Saúde e dotando-o de uma estrutura de coordenação que assegure a sua sustentabilidade na próxima década", salienta o despacho.
Entre as "estratégias de intervenção" para implementação do plano fazem parte a estruturação da rede nacional de centros de tratamentos, que "assegure a universalidade do acesso e a mais elevada qualidade dos cuidados prestados em todo o ciclo de vida", e propor a inclusão nos contratos-programas com os hospitais de financiamento específico para os centros de tratmento.
O programa, agora proposto pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), ajusta-se aos "desafios do Plano Nacional de Saúde" e está dotado de uma "estrutura de coordenação que assegura a sua sustentabilidade para a próxima década", salienta Manuel Pizarro.
Deste modo, o PNDP passa a integrar desde já a lista dos Programas Nacionais do PNS e será tido em conta nas iniciativas que se realizem para elaborar o novo Plano Nacional de Saúde, com o limite temporal que for estabelecido.
"Os programas têm maior sucesso e eficiência quando é obtida uma boa colaboração entre as equipas de coordenação, as estruturas laboratoriais, os profissionais de saúde nos diferentes níveis de cuidados e são bem compreendidos e aceites pela opinião pública e pelos doentes", refere o DR.
O PNDP é um Programa Nacional de Saúde Pública, cuja componente laboratorial está centralizada num único laboratório nacional: a Unidade de Rastreio Neonatal, que está sedeado no Centro de Genética Médica Jacinto de Magalhães no Porto.