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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pimpumplay

Hoje gostaria de partilhar uma comunidade, a pimpumplay - uma comunidade online que reúne uma loja com os melhores brinquedos e jogos pedagógicos e terapêuticos, com informações, dicas e estratégias para promover o desenvolvimento humano, para todos, dos 0 aos 99 anos.

"A pimpumplay é um projecto criado por especialistas em educação e saúde mental, cujo objectivo principal é o de disponibilizar alternativas promotoras do desenvolvimento e bem-estar. A pimpumplay é uma plataforma dinâmica e interactiva, em constante pesquisa para encontrar e disponibilizar os melhores produtos e conteúdos para enriquecer as dinâmicas entre pais e filhos, educadores e educandos, doentes e terapeutas, tendo por base o jogo e o brincar, como pontes entre a relação e o desenvolvimento. Procuramos assim marcar a diferença com conteúdos e produtos inovadores, que incorporam o que a investigação nas áreas da medicina, psicologia e ciências da educação destacam como sendo o poder de promoção da aprendizagem e desenvolvimento humanos, que o jogo e o brincar têm ao longo da vida. Esta é pois a base que define o lema da marca: “viver a brincar, viver a aprender”! "

Na pimpumplay poderão (www.pimpumplay.pt) encontrar:

· Um catálogo com os melhores produtos para promover o desenvolvimento e a aprendizagem, com produtos versáteis, para todos, dos 0 aos 99 anos.

· Sistema de categorização e pesquisa avançada, para que encontre o que realmente necessita.

· Informação, dicas e estratégias de utilização para os produtos do catálogo (“dicas dos especialistas”).

· Conta-me como foi - possibilidade de comentar, adicionar vídeos ou fotos que partilhem a sua experiência com os restantes utilizadores da comunidade.

· Não encontrou o que procura no nosso catálogo? Explique-nos o que necessita… temos muitos produtos que não estão ainda online e faremos tudo para encontrar uma solução adaptada para si.

· Secção de “Ajuda especializada”, veiculada por especialistas em desenvolvimento, que tentarão esclarecer dúvidas e questões colocadas pelos utilizadores, sobre temas de desenvolvimento humano, educação e possibilidades terapêuticas.

· Fórum de discussão de temas sobre desenvolvimento, educação e terapias.

Mais informações em: http://www.pimpumplay.pt/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Identificador de cores para deficientes visuais

Um identificador de cores para deficientes visuais, desenvolvido por investigadores da Escola Politécnica (Poli) da USP, é finalista da competição internacional Unreasonable Finalists Marketplace.

Baptizado de Auire é um dispositivo portátil que serve para identificar cores de objectos e notas de dinheiro. Recorrendo à leitura óptica, o Auire literalmente “diz” o nome da cor do objecto analisado. O projecto foi desenvolvido pelos engenheiros informáticos, formados pela Poli, Fernando de Oliveira Gil e Nathalia Sautchuk Patrício, dentro do Programa Poli Cidadã.

A competição é organizada pelo Unreasonable Institute e premiará projectos sociais de grande impacto. O objectivo é encontrar empreendedores sociais que desenvolvam planos de iniciativas auto-sustentáveis. Por isso, os projectos têm o formato de empresas e não de entidades sem fins lucrativos.

Na primeira fase, a competição seleccionou 42 finalistas. Agora, na fase final, o instituto seleccionará os 25 primeiros projectos que conseguirem arrecadar US$ 6.500 em doações. O dinheiro será usado para custear os responsáveis pelo desenvolvimento dos projectos, durante um período de 10 semanas de treino na sede da instituição (Colorado - Estados Unidos), com profissionais e especialistas na área de negócios. As doações começaram dia 25 de Janeiro e poderão ser feitas até ao dia 15 de Março.

“Para a competição, montámos um plano de negócios para abrir uma empresa e produzir o identificador a baixo custo”, conta Gil. Os investigadores pretendem alcançar um custo por aparelho por volta de R$100,00 a R$200,00. Gil ressalta que existem aparelhos semelhantes no mercado, mas são vendidos no Brasil por cerca de R$1.200,00.

Funcionamento:

O aparelho consiste numa caixa que faz a leitura óptica do objecto e identifica as três cores básicas: azul, verde e vermelho, por meio de três sensores, um para cada cor. Baseado nestes componentes, o aparelho identifica a cor que mais se aproxima do objecto analisado, e “diz” o nome da cor.

Identificador de chamadas que reconhece notas de dinheiro e objectos através de leitura óptica

“No caso do dinheiro, as notas do Brasil utilizam cores diferentes. Então, o dispositivo utiliza a cor para identificar as notas. Por exemplo, se o dispositivo lê uma cor vermelha, trata-se de uma nota de 10 reais; o rosa, 5 reais e assim por diante”, explica o engenheiro, “não conseguimos ainda diferenciar com segurança as notas de 2 e 100 reais, ainda são necessários alguns ajustes”, completa.

O protótipo precisa ser conectado a um computador, que processa os dados através de um software. “A nossa ideia é introduzir o software dentro do dispositivo e torná-lo autónomo, ou seja, que processe os dados sem se ter que utilizar um computador”, explica Gil.

O público-alvo são deficientes visuais, tanto os totalmente cegos quanto os daltónicos, principalmente aqueles com baixa visão. “Para baixar os custos do aparelho, vamos utilizar uma electrónica mais simplificada, com componentes disponíveis no mercado, além de uma arquitectura aberta de software livre. Queremos que o Auire possa ser reproduzido por quem possui os componentes e alguns conhecimentos de electrónica”.

De: (Envolverde/Agencia USP)

Alunos de Santiago do Cacém criam projecto de cadeira de rodas movida a energia solar

Um grupo de alunos da Escola Secundária Manuel da Fonseca, em Santiago do Cacém, projectou uma cadeira de rodas eléctrica movida a energia solar, uma ideia que querem tirar do papel, mas para a qual não têm fundos.

A ideia destes estudantes, a que chamaram “Seguir o Sol”, consiste em “adaptar uma cadeira de rodas manual, para uma cadeira de rodas eléctrica, motorizada”, aproveitando “a energia solar”, com a utilização de “painéis solares, para recarregar as baterias”.

Juntando diferentes áreas do saber, os alunos do 11.º ano do curso de Electrónica, Automação e Comando têm trabalhado em conjunto com o grupo envolvido na Área de Projecto de Física do 12º ano, que está a estudar as energias renováveis, e com dois professores.

“Seis mil euros” é quanto custa a concretização do projecto “Seguir o Sol” com que participaram no concurso de ideias “Rock in Rio - Escola Solar 2010” e conseguiram ficar entre os 20 primeiros classificados.

Para concorrer, o projecto deveria ser “inovador tecnologicamente”, “sustentável” e “com uma componente social”, explicou o professor de Automação e Comando, Jorge Rodrigues.

Apesar de satisfeitos por terem ficado nos 20 melhores classificados em quase 300 ideias a concurso, professores e alunos explicam que o facto de não terem ficado nos dois primeiros lugares, a quem foi atribuído um prémio de 15 mil euros, implica que não têm verba para tirar do papel a ideia.

Ainda assim, Jorge Rodrigues avançou que, a equipa de estudantes está a trabalhar numa parte do projecto que consiste em “ligar o sensor ao painel solar”, para o fazer “ir seguindo a trajectória do Sol”, o que “aumenta a rentabilidade” do equipamento.

Sem verbas para adquirir as componentes que faltam para a adaptação da cadeira de rodas, os professores Jorge Rodrigues e Ana Mendes não pensam no entanto cruzar os braços. “Vamos apresentar a ideia à comunidade para ver se alguma entidade pode apoiar o nosso projecto”. “Era bom, era engraçado e era útil”, considera o professor, argumentando que “era uma mais-valia, para muita gente e para vários lares de idosos”, por exemplo.

“Os seis mil euros incluem a adaptação para duas cadeiras de rodas, um sistema com dois painéis solares, um seguidor solar industrial, de compra, e as baterias para guardar a energia que vai acumulando durante o dia, para depois poder carregar as baterias das cadeiras à noite”, avançou o professor.

O objectivo é conseguir “dar um contributo aos lares”, além de “não colocar os alunos a fazer um trabalho sem aplicação”, mas antes “fazer um projecto em que façam uma ou duas cadeiras por ano e que haja sempre um ou dois alunos novos a participar”.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cartões musicais aliam-se à tecnologia para melhoria de funções motoras e cognitivas


O ambiente virtual, denominado GenVirtual, foi desenvolvido com tecnologia de Realidade Aumentada. O GenVirtual possibilita adicionar no mundo real do usuário objectos virtuais musicais que simulam sons de diferentes instrumentos musicais de corda, sopro e percussão.
O ambiente virtual tem como principal objectivo restabelecer ou melhorar funções motoras (coordenação, equilíbrio, mobilidade e sincronização) e cognitivas (atenção, memória, concentração, raciocínio e percepção sensorial) por meio de experiências musicais (individuais ou colaborativas) de criação, reprodução e audição sonora e musical, jogos de siga-sons-e-cores e brincadeiras rítmicas. Os sons são percutidos tocando nos elementos virtuais com as mãos.
Dessa forma, um indivíduo portador de uma mão extremamente hipotónica, por exemplo, poderá utilizar o GenVirtual nas sessões de musicoterapia. Normalmente, estes indivíduos não são capazes de manter os seus dedos flectidos sobre o teclado, ou não possuem força muscular suficiente para percutir os instrumentos de percussão. Nestes casos, é comum o uso de adaptações como ponteiros nas mãos para percutir as teclas do piano, fixadores de pandeiro para uso bimanual das mãos, bem como o auxílio indispensável do musicoterapeuta.
Com GenVirtual é possível criar sons de diversos instrumentos de percussão (sem aplicar força muscular), apreciar os sons das notas musicais em diferentes timbres dos instrumentos de cordas (viola, guitarra, piano) e instrumentos de sopro (flauta, gaita, saxofone).
A adição dos objectos virtuais no cenário real ocorre através do reconhecimento dos símbolos musicais impressos em papel comum (cartões). Os cartões podem ser impressos em diversas cores e tamanhos e posicionados na mesa de acordo com o desafio motor desejado. A identificação dos símbolos dos cartões ocorre por meio de processamento das imagens, capturadas por uma webcam, conectada ao computador.
Quando o símbolo do cartão é reconhecido, o GenVirtual gera um objecto virtual tridimensional associado ao som do respectivo cartão.
O GenVirtual tem sido utilizado por pacientes com distrofia muscular de Duchenne e terapeutas da Associação Brasileira de Distrofia Muscular (ABDIM). Segundo a coordenadora da Terapia Ocupacional da ABDIM, Adriana Nathalie Klein, o GenVirtual é motivador para pacientes e terapeutas pois permite maior interactividade.
Na Associação de Assistência a Crianças Deficientes (AACD), o GenVirtual tem sido utilizado por crianças com paralisia cerebral na área da musicoterapia. Segundo a sua coordenadora, Sra. Marilena do Nascimento, o GenVirtual tem possibilitado a aprendizagem de símbolos (impressos nos cartões), criação de melodias inéditas ou conhecidas a partir da representação da nota musical por um objecto virtual, treino motor repetitivo e motivado pela resposta sonora identificada como “fazer musical”, planeamento e reprodução de peças musicais mais sofisticadas, ampliando as funções cognitivas como a atenção, concentração e memória.
O GenVirtual foi apresentado ao público na Feira Muito Especial de Tecnologias Assistivas, realizada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, que se realizou no Rio de Janeiro (em Agosto de 2009) e em Recife (em Outubro de 2009).
O GenVirtual tem sido, também, utilizado em domicílio por terapeutas que atendem crianças com Paralisia Cerebral.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Projecto ajuda a combater as dificuldades das crianças com necessidades especiais

Tudo começou em Bragança e vai ser desenvolvido em Alfândega da Fé a partir de Fevereiro. Os dinamizadores acreditam que poderá replicar-se em outros municípios da região.

No distrito de Bragança há pelo menos 500 crianças e jovens com necessidades especiais. Os números são das escolas, mas, se alargarmos a contagem às pessoas que já não frequentam o sistema de ensino regular, podemos, no mínimo, multiplicar aquele número por três.
O concelho de Alfândega da Fé é um bom exemplo. Num primeiro diagnóstico a autarquia contabilizou 20 crianças e jovens "diferentes", num total de 60 pessoas que na área do município têm algum tipo de deficiência. Todas estas pessoas e as respectivas famílias lidam com um problema comum. "Há falta de respostas", diz Carmen Palma, mãe de Miguel, uma criança de 12 anos com síndrome de Asperger (uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo).
A actual presidente da câmara, Berta Nunes, médica de profissão, conhece este e outros casos e quer mudar o contexto local em que estas famílias estão integradas. "Este é um primeiro passo numa enorme caminhada que temos de fazer", diz a autarca. A partir de Fevereiro começa a funcionar a Escola de País, aberta a educadores mas também à sociedade em geral. A coordenadora do projecto, Celmira Macedo, explica que a ideia assenta em três pilares fundamentais: "Primeiro temos de desconstruir o mito associado à deficiência; depois trabalhar a parte emocional dos pais; por fim, trabalhar as suas competências para lidarem com a diferença."
Carmen Palma fez essa caminhada sem ajuda. "O acompanhamento do meu filho é feito numa clínica em Lisboa (a 500 quilómetros), único local onde eu conseguia algum aconselhamento para lidar com o Miguel no dia-a-dia", conta. Fora de casa esta família só encontrou entraves: "Na escola o meu filho era colocado na última carteira e ali ficava", diz Carmen. Levava para a escola o programa curricular desenhado por uma terapeuta educacional mas a professora do menino "nem abria o dossier". Inscreveu o filho no futebol e o treinador "considerou que ele não precisava nem de equipamento nem de cartão". Carmen combateu estas adversidades com a ajuda do marido e do próprio filho, que nunca perdeu um ano e tem boas notas.
A autarca Berta Nunes sabe que, depois das famílias, é preciso trabalhar a sociedade em geral e já tem em andamento um projecto que prevê a realização de acções de sensibilização nas escolas, nas associações culturais e recreativas.
"Já é difícil levar as crianças a realizar terapia e, se ainda têm de se deslocar centenas de quilómetros para o fazerem, torna-se quase impossível", acrescenta Celmira Macedo. Em Vinhais foi criada uma unidade de ensino estruturado para crianças com autismo e algumas das crianças que a frequentam têm de fazer percursos superiores a 50 quilómetros. "Temos crianças que se deslocam de Mirandela para Vinhais, fazem mais de 100 quilómetros para poderem frequentar aquela unidade", explica. Celmira Macedo acredita que o trabalho agora em desenvolvimento em Alfândega da Fé se poderá replicar noutros municípios, "sobretudo, nos mais distantes e mais pequenos, onde as respostas são nenhumas".

Pais ficam emocionalmente mais estáveis
O projecto que agora vai ser desenvolvido em Alfândega da Fé já teve uma primeira experiência em Bragança. Na altura, a ideia foi desenvolvida pela coordenadora da sub-região de Saúde, que era a actual autarca alfandeguense.
A escola funcionou de Maio a Dezembro do ano passado e foi frequentada por 22 pessoas. "Nove dos formandos eram professores, psicólogos e outros profissionais que lidam com a deficiência", refere Celmira Macedo. Os restantes formandos participantes do projecto eram pais.
O grupo criou a Leque, uma associação de pais e amigos de crianças com necessidades especiais. No seio da associação criaram o blogue (http://escolapaisnee.blogspot.com), onde deixam testemunhos e partilham experiências.
"Temos pessoas que tomavam antidepressivos e deixaram de o fazer, pessoas que entraram com ar envergonhado e que agora conseguem partilhar a sua experiência de vida, pessoas que quase nunca falavam (limitando-se a ouvir) e hoje falam das coisas boas e más, como se nos conhecêssemos desde sempre", testemunha Manuela Gomes, mãe de uma dessas crianças diferentes.
"Sentia-me triste e magoado, mas agora sinto-me optimista, com uma perspectiva de futuro diferente. Sinto-me mais enriquecido, mais compreendido e compreensivo", escreve Duarte Rodrigues, também ele formando.
"Sentia-me bastante fechada, com alguns problemas que me surgem no dia-a-dia e agora sei que consigo expô-los melhor", remata Teresa Mofreita. A Leque vai agora criar a sua sede em Alfândega da Fé.

Notícia por Ana Fragoso, in http://www.publico.pt/

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Brinquedo acessível - Brasil

Para quem acha que ninguém pensa na diversão das crianças que usam cadeira de rodas, no Brasil foi criado um brinquedo acessível. Pensado e concebido para que todas as crianças possam brincar, e não só as que utilizam as cadeiras de rodas, facto que torna o brinquedo num bom exemplo de inclusão.

O brinquedo além de ser ecologicamente correcto, tem a altura e as medidas adequadas para possibilitar que as cadeiras de rodas passem facilmente e que a criança tenha tudo ao seu alcance para poder brincar.
Também conta com uma Cerca lúdica, Mosaico, rampa, etc.
Este brinquedo faz parte da Linha Forró, da empresa LAO.
Seria muito bom ver e poder usufruir deste tipo de brinquedos nas escolas, parques infantis e espaços públicos do nosso pais.

Notícia retirada de: http://www.ajudas.com/