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segunda-feira, 16 de março de 2015

A minha filha não é Autista!!!

Cada miúdo é único e individual!!! Cada miúdo tem o seu feitio próprio! Cada um tem as suas preferências, os seus gostos individuais e as coisas de que não gostam mesmo nada! E sim, existem miúdos com autismo e sem autismo, com ou sem uma data de rótulos que para aí inventaram!!!

O autismo que um miúdo possa eventualmente ter, não o limita como humano, como pessoa!!! São todos diferentes!!! Nunca digo que tenho uma filha autista, pois isso não é verdade! Tenho uma filha que por acaso tem autismo. Mas claro que não é autista!!!

Antes disso (e dessa coisa que dizem que ela tem), tenho é sim uma filha super especial e querida. Ora vejam: A minha filha é doce e meiga. Gosta do cor-de-rosa, de fadas e de princesas. Gosta de escrever recados de amor à mãe, adora andar de baloiço, adora matemática, fazer fichas e projectos; é muito dedicada e empenhada, curiosa e sincera. Sim, é muito sociável e adora pessoas! Tem uma honestidade e pureza estonteante e uma força interior arrepiante.

Ah Pois !! É verdade que tem algumas características que parece que se adequam a uma coisa que se chama Autismo, desorganiza-se com sons e barulhos intensos, não gosta que gritem a contar os parabéns, não percebe metáforas e é extremamente literal. Gosta de datas, sabe todos os aniversários de todos os colegas, familiares, amigos e conhecidos…e até sabe a que dia da semana calha!! Pois, e adora ver o euromilhões, também adora ver mapas e o boletim meteorológico!!! Adora ter amigos em casa e brincar às casinhas!! Procura incessantemente coisas sobre médicos!!!

Gosta imenso de jogar jogos da Glória, das Escadas e outros do género, além do Loto que faz o seu encanto. Para além disso, adora a Minnie, tem diversas “Minnies” cá em casa e até uma “mãe” Minnie que a obriga ver mapas e fazer percursos para a semana como se fosse vendedora. Às vezes penso que essa mãe Minnie devo ser eu… farta-se de falar, de gritar e exige montes de coisas numa voz estranha que a Joana adora fazer!

A Joana adora que gostem dela e de agradar. É uma trabalhadora intensa, adora todas as terapias e a escola. Para além disso, não sabe tratar ninguém por tipos ou classes, para ela todos somos literalmente iguais, novos /velhos, magros/gordos, brancos/pretos… Tem muitos amigos, alguns que não tem esta coisa que a rotularam e outros que tem como ela…

Alguns, ela pensa que “eles têm de trabalharem muito na terapia da fala porque são muito crescidos e ainda não falam”, e ela também ainda não fala bem mas anda a treinar muito os L’s e os R’s. Existem alguns meninos que fazem uns balanços que ela só faz a ler…mas ela adora qualquer menino!!!

Para ela são todos iguais!!! Mas obviamente que não são só qualidades, por vezes não percebe umas coisas muito complicadas dos crescidos ou não percebe porque se sente em aceleração crescente pelo ambiente e pode entrar num rodopio difícil de ser parado. Por vezes não compreende os “niis” e faltas de rotinas destes crescidos e quiçá a falta de paciência da mãe e do pai e de outros.

Torna-se inflexível, o que a faz fazer birras muito complicadas! Nessas alturas por vezes pode ouvir outros a chamarem-lhe teimosa ou que não está a ouvir, mas a verdade é que ela não nos consegue ouvir naquela angústia. Mas quando se acalma fica muito triste e arrependida e cada vez mais compreende os crescidos!!!! Anda contente por isso, pois cada vez mais, faz birras de crescido, ou seja menos birras!

Ela é uma menina que se esforça imenso para conseguir tudo e vai conseguir!! Por vezes o meio ambiente é muito violento e agride-a, mas cada vez mais, ela sabe viver com tudo isto!!! Ah é verdade, ela não falava, isolava-se completamente, era muito auto-agressiva, birrenta, fugidia, hiperativa etc……Pois mudou!!! Ou mudou ou então apenas floresceu. A mãe inclina-se para o facto de que ela tenha florescido!!

É verdade que teve muitas ajudas de uns crescidos que a entendem neste caminho de avanços e recuos. Mas todos os meninos com ou sem autismo precisam de ajuda para crescerem. E nem todos têm de crescer o mesmo, nem da mesma forma, porque então não seríamos todos especiais! E cada menino “com ou sem” qualquer coisa é especial.


A Joana sabe que alguns meninos que conhece se isolam e ela percebe tão bem! O mundo faz-lhes doer tudo e por vezes precisam de estar neles ou concentrados em algo, para conseguirem sobreviver à dor ou ao desconforto. Um dia ela disse-me: ” Sabes mamã, essa música faz-me sentir que o meu cérebro vai morrer” ; ” Sabes mamã eu não percebo porque é que o barulho do aspirador me faz não respirar” .

Sim, e a mãe dela não acredita em medicações!! Mas não recrimina outros pais que acreditam… Por estas e outras razões, nunca digo que tenho uma filha autista!!! Porque mentiria tanto!!! Eu tenho uma filha que adoro, que é cheia de coisas lindas e belas que não consegui nem expressar pela metade…pois ainda agora me lembrei que ela adora festas nas costas, fazer Yoga, fazer colecções de cromos, enfim…..

De facto, é impossível eu conseguir caracterizar esta menina tão rica e tão ela!!! Eu adoro a pessoa JOANA! Ela é linda e é AMOR como o diz tantas vezes. Que sorte tenho eu em a ter como minha filha!!!!


sexta-feira, 30 de julho de 2010

A história da minha filhota linda... a NATACHA!!!

"A minha filha Natacha, nasceu no Hospital Distrital de Torres Vedras, em 8 de Agosto de 1999, filha de pais jovens, com uma gestação muito vigiada, tendo eu, a mãe, tido hipertensão detectada aos 7 meses de gestação, ficando internada por 2 vezes, por quadro de pré- eclâmpsia e albumínas, no Hospital Distrital de Torres Vedras. 

Nasceu de cesariana, de urgência, às 36 semanas ecográficas. 

No dia 8 de Agosto de 1999, às 16h31m, a minha Natacha nasceu, com 1,850Kg, 46cm de comprimento e com um índice de Apgar de 8/10.

Ficou internada, de imediato, no serviço de pediatria-neonatologia, desse mesmo hospital, até dia 2 de Setembro, quando teve alta, tendo nesse tempo feito muitos exames e ido a várias consultas no Hospital de Santa Maria, onde até hoje continua a ir e onde tem cada vez mais consultas- consequência da sua situação e onde também já foi submetida a várias intervenções cirurgias e tem outras a ser discutidas. 

É uma criança multideficiente, com um atraso psico-motor muito grande. 

Tem tido múltiplos internamentos, em geral por infecções respiratórias baixas e otites serosas, associadas ou não a convulsões, como também muitas infecções altas: pneumonias, muitas delas com Pseudomonas Aeruginosas, uma bactéria muito resistente. Esses internamentos foram tanto no Hospital Distrital de Torres Vedras como no Hospital de Santa Maria. 

Para além disso, mais um sem número de outros problemas, que passo a citar. 

Para além de ter um Atraso no Desenvolvimento Psico–Motor, de 95% de dependência, como comprovado pelo Atestado Médico de Incapacidade, passado pelo Presidente da Junta Médica do Concelho de Mafra, o que a impossibilita de se deslocar sem o auxílio de terceira pessoa e a cadeira de transporte apropriada. 

É, também, seguida no Hospital de Alcoitão, por médicos e terapeutas especializados, onde nós, os pais, também tivemos semanas de formação, para aprender a lidar com a situação e melhor saber trabalhar com a Natacha, ajudando- a a melhorar a sua condição de vida. Foi também para ver qual era o material de apoio necessário na ajuda a uma melhoria na qualidade da sua vida. Material esse que foi pedido em outubro de 2008, em carácter de Urgência...e até hoje não chegou...pois o nosso Estado é assim para nossas crianças...que são diferentes e precisam de todo o apoio possível e imaginário!!! 

Nasceu com uma fenda no palato e o freio da língua curto, tendo de ir muita vezes a consultas e, ao qual foi submetida a uma enorme cirurgia no dia a seguir a completar 1 ano de vida, pela parte da Cirurgia Plástica, ficando na mesma a ser observada em consultas, nessa mesma especialidade. 

Como consequência da sua situação também iniciou consultas, no Hospital de Santa Maria, noutras especialidades como: Pediatria, Cardiologia, Genética, Metabólicas, Desenvolvimento, Neurologia, Neurocirurgia, Oftalmologia, Neuroftalmologia, Otorringolaringologia, Ortopedia-anca, Ortopedia-coluna, Pneumologia, Alergologia, Cirurgia Pediátrica, Dismotilidade, Estomatologia, Gastroenterologia, Fisiatria, Ortodontopediatria, Odontopediatria, ...! 

É também seguida na consulta de Escolioses, no Hospital Curry Cabral e no Centro de Paralisia Cerebral C. Gulbenkian. 

A Natacha anda também nas terapias de apoio: fisioterapia, terapia ocupacional, Snoozeland, terapia da fala, cinesiaterapia respiratória, hidroterapia ( só às vezes!? ), hipoterapia ( só às vezes!? ) e frequenta a escola pública- EB1 + JI Sº Miguel- Enxara do Bispo, desde o jardim infantil, tendo tido sempre educadoras, no domicílio, desde os 7 meses. 

Está agora inserida numa turma, desde a idade de escolaridade obrigatória. 

Este ano lectivo abriu a Unidade de Multidificiência nessa mesma escola, no qual existem 2 professoras, 1 auxiliar e a mãe acompanha- a sempre devido aos seus problemas múltiplos, de saúde, em especial as Alergias e as convulsões, em que nem as próprias professoras, que são especializadas e já lidaram com inúmeras crianças deficientes, sabem como lidar com a situação. Eu, sua mãe, estou sempre com ela, como sua “auxiliar”, para ajudar as educadoras, mas a mim o estado não paga para tal. 

Mas, está na mesma inserida numa turma. 

Outro dos problemas muito grave é a epilépsia sintomática e as convulções, em que fica quase sem respirar, como se estivesse morta, tendo de imediato ser transportada para o hospital, pois não passa só com a medicação que tem em S.O.S., para além dos muitos medicamentos que faz sempre, todos os dias, como se pode ver nas listas em anexo. 

Tem também uma enorme lista de alergias, que cada vez são mais e, que também se encontra em anexo. Estão todas comprovadas pelos médicos e por testes para os devidos efeitos, em que também faz medicação e a sua alimentação é muito limitada, não podendo comer muita coisa. Tem uma alimentação mais à base de produtos dietéticos, muito à base de soja, o que torna a sua alimentação muito complicada, como se pode ver nas listas em anexo. 

Confirmou-se também, pela Pneumologia, o problema da Asma, como consequência dessas alergias todas e, para o qual teve de iniciar pulmicortes em câmara expansora. 

Como tem muitas infecções respiratórias, os ouvidos são muito afectados, tendo muitas otites serosas, tendo otorreia frequente, tendo de fazer medicação e ao qual já fez 2 operações, a primeira em 2005, com pouco sucesso e a segunda em Janeiro de 2009. De ambas as vezes fez a colocação dos tubos transtipânicos, para ver se conseguia uma melhor drenagem e ouvia em perfeitas condições, o que se notou em muito, especialmente na parte de prestar mais atenção, mas em relação às otites continuam muito frequentes, tendo ainda os tubos 

Um dos problemas mais preocupantes da minha Natacha é o do refluxo gastroesofágico muito grave, que só foi descoberto em 2005, quando a Natacha foi internada no Hospital Distrital de Torres Vedras, muito mal, quase sem forças, em que nos exames realizados foi detectada uma anemia muito acentuada, com Hg- 5.8, tendo de imediato de fazer uma transfusão de C.E. e transferida de imediato da pediatria do Hospital de Torres Vedras para a unidade de pneumologia, no P8, do Hospital de Santa Maria. 

Aí iniciou de imediato estudos, através de muitos exames, onde foi diagnosticada a esofagite em estado muito avançado com o cárdia totalmente aberto. Para o qual faz muita medicação. 

Esteve durante um tempo a fazer medicação específica, para ver se não tinha de fazer intervenção cirúrgica, mas não teve sucesso, por já estar em estado muito avançado e, para o que teve de fazer intervenção cirúrgica, em Dezembro de 2006. Realizaram a fundoplicatura de Thall e colocação de Gastronomia de Stamm (PEG Nº20). 

Como a intervenção cirúrgica não teve o sucesso que era previsto e o cárdia está totalmente aberto de novo, continua a fazer exames de rotina, com frequência, para ver como está a situação. Toma também muitos medicamentos para o efeito, assim como suplementos dietéticos, como consta na lista em anexo. 

Tem de fazer uma alimentação programada, pelo botão gástrico, fazendo várias refeições por dia, com cuidados muito específicos, como se pode ver nas tabelas em anexo. 

Está a ser ponderada uma 2ª operação, dependendo da evolução da situação e do grau da gravidade, do que se for vendo em exames realizados e, tendo em conta todos os pós e contras que se deparam para que tal intervenção cirúrgica aconteça. 

Acerca de 2 anos surgiu também o problema das ancas, que evoluiu muito rapidamente, até que saíram do sítio, fazendo uma luxação espástica das ancas, o que não ajuda em nada a carga nas pernas e a colocação no standingfram. Mais tarde também podia vir a prejudicar a sua higiene íntima. 

Teve de ser submetida, mais uma vez, a intervenção cirúrgica: osteotomia de varização (40%) e colocação de Placa LPC pediátrica à anca esquerda, em Novembro de 2009, onde também foi corrigido o pé, que estava torto, tendo feito tenotomia percutânia do tendão de Aquiles no Pé esquerdo. 

A operação à outra anca (direita) e tendão de Aquiles foi em Abril de 2010. 

Tem também o problema na coluna- citoescoliose, que se encontra em estudo, para avaliar a sua evolução e decidir se tem de usar um colete de correcção ou fazer alguma intervenção cirúrgica. 

Como o “Nosso Estado” não nos tem ajudado em quase nada...desde sempre...quero pedir a quem puder para ajudar a minha Natacha de alguma maneira...precisamos de tudo... em especial de uma casa com as condições para a Natacha, pois onde nós moramos não tem condições nenhumas, para uma criança com as limitações da Natacha...para além de não ter espaço, só ter um quarto, a casa-de-banho não ter condições, o principal é a escada, pois moramos num 1º andar, com umas escadas de 20 e tal degraus, numa escada estreita, a pique, onde nem os bombeiros conseguem passar com a maca quando é necessário...e já que a casa que nos foi prometida, a uma semana das eleições de 2009, não foi cumprida...ou seja...A nossa câmara de Mafra e seus elementos...em especial o Srº Presidente Engº Ministro dos Santos, o Vereador Drº Armando Monteiro que foi quem falou comigo e me prometeu a casa...em Vila Pouca, que é onde vivo e tenho a minha família que é todo o meu apoio e me ajudam com a Natacha...em todas as horas, quando necessário!!! Depois veio a Vereadora Célia Salgado e a situação, não sei porquê, mudou para uma casa que foi construída na Enxara dos Cavaleiros, a cerca de 8 km de onde vivo e mais 1 Km fora da população...num descampado, onde se tiver de pedir ajuda a alguém de repente, como tem acontecido muitas vezes, ninguém me ouve e onde não tenho família nenhuma e fica longe de tudo e de todos. 

Como já enviei um abaixo assinado, declarações médicas e comprovativos do motivo de não pudermos aceitar, não a casa, mas o sítio onde foi construída, e a resposta foi negativa na mesma e não olharam à situação. 

Uma outra coisa para o qual precisamos da vossa ajuda é para levar nossa filha a Cuba, para ver se lá existem alguns meios de ajudar minha filha a ficar melhor!!! 

Peço-vos...a todos...que possam fazer alguma coisa pela minha filhota...a minha Natacha...que está farta de sofrer, devido aos seus problemas de saúde...que nos ajudem...para que a minha filha possa, no mínimo, ter uma casinha, com as mínimas condições adequadas à sua situação... a ter uma vida no mínimo com as coisas essenciais ao seu bem estar!!! 

Aqui fica o meu apelo...por favor ajudem-nos...e passem a mensagem a vossos contactos... pois perto ou longe...existe alguém que talvez nos vá puder ajudar de alguma maneira. 

Obrigado a todos!!!"

terça-feira, 13 de abril de 2010

A casa do não tempo

Ontem fui à casa do não tempo. Foi exactamente assim, como se mergulhasse num buraco negro, que, agora, aqui, ainda não tenho a certeza que existe. O meu menino ficou sem falar, arregalado por já ter pertencido ali.

Na casa do não tempo, há crianças que saltam de colo em colo, em ânsia. Todos riem um sorriso obstinado, pedinte. E marcam os rostos com secura, rugas na pele fresca... uma contradição.

Retiro, mentalmente, estes meninos do espaço protegido da instituição onde moram, o centro, como eles chamam. A escola, por exemplo. E logo me vêm à memória os primeiros dias de aulas do meu menino na escola nova. Como numa realidade paralela, plana e cinzenta, a duas dimensões. Todos os códigos são estranhos, todas as linguagens indecifráveis.

De manhã, a Sofia (vamos supor) sai de casa a toque de caixa. Bebeu o leite a custo, pelo caminho a mãe aconchegou-lhe o carapuço na cabeça, recebeu um beijo antes de entrar na sala. Os meninos do não tempo: abrem os olhos e reconhecem a funcionária do turno da manhã, vão em fila, pelo passeio, ou no autocarro da casa (quando chove) para a escola. Saltam para a sala de aula sem beijo nem afago. Resistem.

Na casa do não tempo são sete horas da tarde e já os meninos destroem freneticamente brinquedos em pijama, à espera da refeição. Ávidos de novidades. De novo, como num plano a duas dimensões, uma linearidade absoluta, rotina claustrofóbica. A empregada de turno que dá o telemóvel para brincar, o banho com espuma, hoje, porque me portei bem. O cheiro a residência estranha, como num hotel. Nunca uma casa, desalinhada, torta, a transbordar de caos saudável.

"De férias da escola?" Não há muitas perguntas que fazer ao único menino que não ri. Adolescente no meio dos pequeninos, é uma espécie de pai herói para todos eles. Antes perguntar: "Como é que te tens aguentado?", "Sentes falta do teu melhor amigo?", "Queres vir para longe conhecer o mundo?". Sim, de férias. De férias da vida, em suspenso, como todos. Olhar duro, triste e resistente.

Por: Teresa Lima (mãe de um menino adoptado)



segunda-feira, 8 de março de 2010

“Ajudem a minha filha”

Mariana tem quatro anos e desde que nasceu não tem conhecido outro ambiente senão o hospitalar. Residente em Valverde, Fundão, sofre de distrofia muscular congénita e a cada dia que passa perde os poucos movimentos que ainda lhe restam.

Depois de vários anos a lutar sozinha contra "alguma insensibilidade" dos organismos do Estado, a mãe, Sofia São Pedro, está desesperada por não ter meios para dar o essencial à filha. Por isso, pediu ajuda a amigos para promoverem uma campanha de angariação de fundos com vista à compra de uma cadeira de rodas, para maior mobilidade e conforto da menina, e para fisioterapia intensiva numa clínica de Gouveia e, se possível, em Cuba.

"É muito revoltante ver a minha filha sofrer, muitas vezes em silêncio, e não lhe poder valer. Vivemos em casa dos meus pais e ela apenas recebe 200 euros de subsídio. Por favor ajudem a Mariana porque ela precisa de uma cadeira de rodas e eu não tenho dinheiro", lamenta-se Sofia São Pedro, de 30 anos, que não está satisfeita com a forma como a Segurança Social tem tratado o assunto. "O processo foi perdido e só beneficia dos seus direitos há um ano a esta parte", adiantou.

"Ajudem-me porque me porto muito bem", diz a Mariana, que mesmo em sofrimento consegue manter um sorriso angélico.

PORMENORES

AJUDA À MARIANA

Quem pretender ajudar a Marina pode fazê-lo através do NIB 0007 0000 0083 4472 5712 3 ou consultar o site:

 https://sites.google.com/site/marianasaopedro2005

UMA VIDA DE DOR

A menina de Valverde, Fundão, está a perder os poucos movimentos que lhe restam e nem sentada se sente confortável

CADEIRA DE RODAS

A campanha visa angariar dez mil euros para a compra de uma cadeira de rodas.Na quarta-feira a criança vai a uma consulta de fisioterapia numa clínica privada