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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"Fato de astronauta" ajuda crianças com paralisia

O Pediasuit, desenvolvido no Brasil, é um fato ortopédico inspirado nos fatos usados pelos astronautas da NASA

A Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) de Faro está a desenvolver um projeto que visa ajudar as crianças com este problema ou outros distúrbios neurológicos através de um fato inspirado em tecnologia usada por astronautas da NASA, agência espacial norte-americana.

Em declarações à Lusa, a promotora do projeto "Vamos Ser Astronautas", Graciete Campos, contou que o projeto consiste na utilização de um fato originalmente usado por astronautas em voos espaciais, mas adaptado à reabilitação de pessoas com paralisia cerebral, em particular crianças.

O fato ortopédico dinâmico em causa, desenvolvido por uma equipa de reabilitação do Brasil e batizado "Pediasuit", inspirou-se no impacto da ausência de gravidade sentido pelos astronautas, que é semelhante às alterações neuromotoras nos pacientes com esta patologia.

O "Pediasuit" ajuda, portanto, a neutralizar os efeitos nocivos da ausência de gravidade, tais como a atrofia muscular, a perda de densidade óssea ou as alterações do controlo motor. A utilização do fato em exercícios contribui para normalizar o tónus muscular, diminuindo os movimentos descontrolados e melhorando a postura e simetria corporais, entre outras vantagens.

"O objetivo é criar uma unidade de suporte para alinhar o corpo o mais próximo do normal possível, restabelecendo o correcto alinhamento postural", explicou à Lusa Cristina Sobral, uma das terapeutas da APPC Faro, que vai receber formação para ministrar o tratamento.

Segundo a especialista, o tratamento consiste em colocar as crianças e jovens vestidos com os fatos - compostos por chapéu, colete, calção, joelheiras e calçado interligados por elásticos - no interior de estruturas metálicas de suporte específicas, onde são desenvolvidas as atividades terapêuticas.

De acordo com Graciete Campos, a implementação deste projeto vai ser possível graças a um prémio a que a APPC Faro se candidatou, no valor de 50 mil euros, e que vai ser atribuído por uma instituição bancária até ao final do ano. O montante será destinado à formação dos técnicos da instituição e à aquisição de todo o material necessário.

Clique AQUI para aceder ao site do Pediasuit (em inglês) e saber mais sobre este fato.

domingo, 11 de novembro de 2012

Paralisia: Investigação abre caminho à regeneração

Investigadores britânicos descobriram um método capaz de promover a regeneração dos tecidos da espinal medula que poderá abrir caminho à cura de paralisias. A técnica consiste na modificação dos açúcares de cadeia longa que impedem a regeneração destes nervos. A investigação foi publicada no The Journal of Neuroscience mas ainda vai passar pela fase de testes em animais.

O principal desafio no tratamento destas lesões resulta do facto do tecido lesionado da espinal medula criar uma barreira impenetrável que impede a regeneração dos nervos. Isto conduz às paralisias irreversíveis associadas a estas lesões (quadriplegia e paraplegia). 

Uma maneira de reparar estas lesões nervosas é fazer um transplante de células dos nervos periféricos da espinal medula, as chamadas células de Schwann, para os nervos de suporte central. No entanto, a equipa de investigadores britânicos, percebeu que estas células segregam açúcares de sulfato de heparano, que criam cicatrizes que frustram a eficácia da reparação dos nervos danificados.

Ao tentar contornar o problema, a investigação liderada por Jennifer Higginson (Universidade de Glasgow) e Jerry Turnbull (Universidade de Liverpool) conseguiu descobrir um método de inibir esta cicatrização negativa: modificando quimicamente os açúcares de sulfato com outros açucares (as heparinas) que impedem a reação cicatrizante, abrindo assim novas oportunidades para a regeneração dos nervos.

“Descobrimos que alguns açúcares provocam reações de cicatrização mas através da manipulação em laboratório com a ajuda de outros açucares (as heparinas), podemos prevenir este processo, pelo menos nos modelos computacionais,” explica Jerry Turnbull, acrescentando que agora a investigação tem de ser confirmada através de testes em animais.

Clique AQUI para consultar o resumo do estudo no The Journal of Neuroscience (em inglês).

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Estudo abre esperanças na cura da paralisia cerebral

Um novo tratamento ajudou coelhos nascidos com paralisia cerebral a recuperar uma mobilidade normal, o que abre a esperança de um potencial avanço na cura de pessoas com este distúrbio atualmente incurável, de acordo com uma equipa de cientistas dos EUA.

O estudo desenvolvido por Sujatha Kannan e os seus colegas do Instituto Nacional de Saúde Infantil e do Departamento de Perinatologia e Desenvolvimento Humano dos Estados Unidos foi publicado no jornal científico Science Translational Medicine e recorreu à nanomedicina.

Os cientistas libertaram um medicamento anti-inflamatório diretamente nas partes comprometidas do cérebro dos coelhos através de minúsculas moléculas em cascata, conhecidas como dendrímeros. No quinto dia, os animais, que nasceram com paralisia infantil, movimentavam-se em níveis quase normais.

As crias de coelho tratadas seis horas após o nascimento registaram "uma melhoria dramática na função motora" ao quinto dia, afirmou a autora principal do estudo, que explicou que os testes foram bem-sucedidos porque o método permitiu que o fármaco cruzasse a barreira sangue-cérebro, desativando prontamente a inflamação cerebral.

A médica explicou ainda que a utilização de coelhos como cobaias está relacionada com o facto de, à semelhança do que acontece com os humanos, os seus cérebros se desenvolverem antes e depois do nascimento, enquanto a maioria dos outros animais nascem com as habilidades motoras já formadas.

"Uma vantagem disso é que podemos testar tratamentos e olhar para a melhoria na função motora usando este tipo de modelo animal", esclareceu Kannan.

Uma das causas principais da paralisia cerebral é o nascimento prematuro, mas a doença não costuma ser diagnosticada antes dos dois anos. Consequentemente, "no momento em que fazemos o diagnóstico, há muito pouco que podemos fazer", confessou o Roberto Romero, co-autor do estudo, citado pela AFP.

Apesar de os especialistas admitirem que serão necessários vários anos até que se conheça totalmente esta abordagem, a investigação demonstra que uma intervenção precoce poderá ter a capacidade de inverter os danos cerebrais.

"Este trabalho é importante porque indica que há uma janela no tempo, imediatamente após o nascimento, quando a neuroinflamação pode ser identificada e quando o tratamento com um nanodispositivo pode reverter os efeitos da paralisia cerebral", concluiu o obstetra do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano.

domingo, 22 de abril de 2012

Estudo abre esperanças na cura da paralisia cerebral

Um novo tratamento ajudou coelhos nascidos com paralisia cerebral a recuperar uma mobilidade normal, o que abre a esperança de um potencial avanço na cura de pessoas com este distúrbio atualmente incurável, de acordo com uma equipa de cientistas dos EUA.

O estudo desenvolvido por Sujatha Kannan e os seus colegas do Instituto Nacional de Saúde Infantil e do Departamento de Perinatologia e Desenvolvimento Humano dos Estados Unidos foi publicado no jornal científico Science Translational Medicine e recorreu à nanomedicina.

Os cientistas libertaram um medicamento anti-inflamatório diretamente nas partes comprometidas do cérebro dos coelhos através de minúsculas moléculas em cascata, conhecidas como dendrímeros. No quinto dia, os animais, que nasceram com paralisia infantil, movimentavam-se em níveis quase normais.

As crias de coelho tratadas seis horas após o nascimento registaram "uma melhoria dramática na função motora" ao quinto dia, afirmou a autora principal do estudo, que explicou que os testes foram bem-sucedidos porque o método permitiu que o fármaco cruzasse a barreira sangue-cérebro, desativando prontamente a inflamação cerebral.

A médica explicou ainda que a utilização de coelhos como cobaias está relacionada com o facto de, à semelhança do que acontece com os humanos, os seus cérebros se desenvolverem antes e depois do nascimento, enquanto a maioria dos outros animais nascem com as habilidades motoras já formadas.

"Uma vantagem disso é que podemos testar tratamentos e olhar para a melhoria na função motora usando este tipo de modelo animal", esclareceu Kannan.

Uma das causas principais da paralisia cerebral é o nascimento prematuro, mas a doença não costuma ser diagnosticada antes dos dois anos. Consequentemente, "no momento em que fazemos o diagnóstico, há muito pouco que podemos fazer", confessou o Roberto Romero, co-autor do estudo, citado pela AFP.

Apesar de os especialistas admitirem que serão necessários vários anos até que se conheça totalmente esta abordagem, a investigação demonstra que uma intervenção precoce poderá ter a capacidade de inverter os danos cerebrais.

"Este trabalho é importante porque indica que há uma janela no tempo, imediatamente após o nascimento, quando a neuroinflamação pode ser identificada e quando o tratamento com um nanodispositivo pode reverter os efeitos da paralisia cerebral", concluiu o obstetra do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um caso especial - Cientistas identificam gene vinculado à paralisia cerebral

Uma equipa de investigadores que traçou a sequência genética de dois irmãos gémeos com paralisia cerebral identificou o gene causador do transtorno nas crianças, segundo um estudo publicado na revista Science Translational Medicine. 

A descoberta permitiu oferecer aos irmãos um tratamento efectivo que ameniza os sintomas da doença. 

O menino Noah Berry e a sua irmã, Alexis, foram diagnosticados com paralisia cerebral quando tinham dois anos. Aos quatro, os tratamentos aos quais foram submetidos apresentaram resultados efémeros. 

A paralisia cerebral, um transtorno permanente e não progressivo que afecta a psicomotricidade do paciente e limita a actividade da pessoa, é atribuída a problemas no desenvolvimento cerebral do feto. A doença não tem cura conhecida. 

A incidência do transtorno em países desenvolvidos é de aproximadamente 2 a 2,5 em cada mil nascimentos e não diminuiu nas últimas seis décadas, apesar dos avanços médicos como a monitorização dos sinais vitais dos fetos. 

As crianças herdaram duas cópias do gene SPR que sofreram mutação - uma da mãe e uma do pai.

In: Ajudas