quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quando o bullying sobe ao palco

"De repente começou a empurrar-me e a bater-me, tirou tudo aquilo que eu tinha nos bolsos e mandou para o chão. Depois de me obrigar a fazer pegou na minha mochila. Entrámos no comboio, ele ameaçou-me, antes de as portas fecharem saí. Era de noite e fiquei novamente sozinho." E assim começa a história representada em cima do palco e que passou da realidade para a ficção. A Companhia Erva Daninha decidiu respigar um assunto actual, o tema da violência juvenil, e apresentá-lo sem rodeios. Sem apresentar conclusões. Sem fazer julgamentos. A peça é apresentada no auditório da Academia de Música de Espinho a 2 e 3 de Dezembro para a comunidade escolar e a 4 para o público em geral, às 21h30. 


Um espectáculo que nasce de um diálogo entre uma história biográfica e referências temáticas sociais, literárias, cinematográficas e políticas. "Como somos uma companhia de artes performativas que pretende abordar assuntos actuais com relevância social, este tema pareceu-nos bastante indicado. Além deste aspecto, tentamos sempre abordar temas que estejam ligados ao nosso universo pessoal. Neste caso, o bullying serve estas duas premissas. É um problema socialmente grave e ainda actual, como também está directamente relacionado ao percurso de vida do intérprete", revela Gilberto Oliveira, director artístico da Erva Daninha. 


O bullying chegou, portanto, ao teatro. Um solo com música ao vivo que cruza texto, malabarismo, cenografia, composição coreográfica e luz. Tudo para proporcionar uma viagem pelo medo, pela injustiça, pela angústia, pela solidão. Pela raiva e ridicularização. E tudo parte da história do próprio intérprete que é abordada ao longo da peça e que funciona como ponto de partida para momentos poéticos de reflexão sobre a violência. Essa violência juvenil que se tornou num dos acontecimentos sociais mais falados e espremidos nos últimos tempos. 


É preciso olhar com toda a atenção para a necessidade de afirmação, para a desvalorização da vida, para a passividade de quem não quer mudar o rumo dos acontecimentos. Pira Te faz pensar, mas sem opiniões predefinidas no guião. O director artístico parte da base. "O objectivo principal é apresentar diferentes pontos de vista da violência juvenil e não fazer julgamentos ou apresentar soluções", garante. Uma peça que propõe lançar a temática para o debate e para a reflexão. "Queremos despertar as pessoas para esta realidade que, muitas vezes, fica guardada e que, na verdade, muitos de nós partilhamos", acrescenta. 


O tema serviu para uma pesquisa de diverso material e a vários níveis. "Cinematográficos, literários, e conversas informais com várias pessoas que, directa ou indirectamente, estavam ligadas à temática". Gilberto Oliveira adianta que para a preparação da peça, a companhia abordou psicólogos, professores e jovens que viveram uma experiência de bullying. "Todo este trabalho foi de uma extrema importância para alargar o universo da história que é contada em Pira Te e sairmos um pouco do nosso umbigo", adianta o responsável. 


Pira Te não vai às escolas. É um espectáculo que também se dirige ao público escolar, mas que é apresentado em teatros e auditórios de várias zonas do país. E não o faz por acaso. "Toda a experiência em ir ao teatro deverá ser vista como um reforço extracurricular para o enriquecimento individual de cada aluno", sublinha Gilberto Oliveira. "Como artistas também achamos necessário retirar os alunos do seu habitat para lhes mostrar outras realidades", reforça. De forma que a peça que fala de bullying anda de auditório em auditório.


In: http://www.educare.pt/educare/Educare.aspx

Casa da Partida

São sem abrigo com doença mental a quem é dada uma oportunidade para se reencontrarem e reintegrarem. O projecto chama-se Casas Primeiro e é desenvolvido pela Associação para o Estudo e Integração Psicossocial. Depois de identificados pelas equipas de rua, os sem abrigo são convidados a ter uma casa individualizada. Para renda, em grande parte sustentada pelo Instituto de Segurança Social, os ex-sem abrigo contribuem com 30 por cento do seu rendimento, seja pensão ou rendimento social de inserção. O projecto mereceu um lugar nos dez finalistas do Prémio Manuel António da Mota, destinado a instituições de solidariedade social.

Um trabalho de Rita Costa, Alexandrina Guerreiro e Herlander Rui

Podem assistir a esta reportagem através deste link:


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Bullying

No post "Bullying pode dar prisão se o agressor tiver mais de 16 anos", lançado no dia 29/10/10 afirmei que haveria outras medidas que no meu entender eram primordiais antes desta ser tomada...Aquilo que vou escrever hoje não varia muito em relação a outros posts que já escrevi sobre o mesmo tema, mas nunca é demais reforçar...

Bem sei que o País se encontra em contenção, que estamos em crise... Mas existem áreas com as quais não podemos "brincar"...e é isso que se vem fazendo na área da Educação, para já não falar na área da Saúde...

O Bullying não é um fenómeno novo nas Escolas...Não era tão divulgado...Senão vejamos a definição:

Bullying é um termo inglês utilizado para descrever actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully) ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma. In: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying


Não quero dizer com isto que não devemos estar atentos...muito pelo contrário...na minha opinião devemos apostar na prevenção deste tipo de acontecimentos...como?!?


Na minha opinião um dos factores primordiais na prevenção de casos de Bullying é o diálogo...o diálogo entre Escola e Família...e toda a comunidade educativa...Porquê?!? Porque este é uma das principais causas para que estes casos passem despercebidos...Esta falta de diálogo causa instabilidade na Escola, em casa e na própria criança...Na grande maioria dos casos que ocorrem os sinais de alerta são "ignorados", na maioria das vezes de forma inconsciente, por todos os agentes...


Outra medida que penso que poderia resultar nas nossas Escolas, de forma positiva, era a dinamização dos intervalos ficar a cargo de Animadores Sócio-Culturais...Com uma articulação entre Professores e Animadores poderiam ser criadas actividades que fomentassem uma melhor socialização entre pares para dessa forma se promover uma inclusão efectiva de todas as crianças...


Uma outra alternativa passaria pela responsabilização e colaboração das próprias crianças/jovens...Ao fazer com que os alunos mais velhos fossem tutores dos mais novos...Por exemplo, cada aluno do quarto ano de escolaridade teria de ser "padrinho" de um aluno do primeiro ano...E essa função passaria por dar a conhecer a escola, acompanhá-lo nos recreios (principalmente no início do ano), entre outras actividades...É claro que também aqui teria de haver um esforço por parte dos Professores que teriam de realizar uma forte sensibilização junto de todos os alunos...


Um outro facto que considero importantíssimo é a sensibilização junto de toda a comunidade educativa...Sensibilizar e consciencializar toda uma Sociedade, não só para este "problema"...Importa formar de forma a reflectir sobre a forma de intervenção e estratégias educacionais mais eficazes...


A ligação entre todos os agentes é um factor essencial em todo o processo educativo...Relembro apenas que "fechar os olhos" perante os primeiros sinais também é uma atitude negligente e também deveria ser punida...

Onde Começa o Arco-Íris

"A luta contra a exclusão social através da integração de pessoas com deficiência e necessidades especiais no concelho da Lousã é a missão da Arcil. Através da reabilitação, formação e emprego protegido a Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã dá apoio a cerca de 500 pessoas com incapacidades profundas ou moderadas. Há 30 anos foi pioneira na inclusão de crianças deficientes nas escolas do ensino regular e desde essa altura é uma casa onde a diferença ganha cor. Tendo em conta que no concelho da Lousã há um número elevado de casos de deficiência, a Arcil decidiu criar um projecto para ajudar a ultrapassar as barreiras de comunicação em toda a comunidade. O projecto mereceu um lugar nos dez finalistas do Prémio Manuel António da Mota, destinado a instituições de solidariedade social.

Um trabalho de Ana Sofia Freitas, João Felix Pereira e Mésicles Helin."

Pode ver o vídeo em: 


segunda-feira, 1 de novembro de 2010