quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Filhos com Síndrome de Down trazem alegria, não arrependimento, aos pais

Quando Louise Borke descobriu que seu filho tinha Síndrome de Down, ele tinha apenas alguns dias. A reação dela? “Choque e surpresa, inquietação e ansiedade”, recordou.

Hoje, 22 anos depois, Borke é capaz de avaliar a vida com seu filho, Louis Sciuto, e diz: “Tem sido divertido. Tem seus desafios, não vou negar, mas tem sido divertido. É recompensador e não tenho arrependimentos”.

Borke não está sozinha. Em uma série de pesquisas recém-concluídas, 96% dos pais disseram não se arrepender de ter tido um filho com Síndrome de Down. Para quase 8 a cada 10, a criança melhorou suas vidas, ensinando-os a ter paciência, aceitação e flexibilidade, entre outras coisas.

Os irmãos expressaram visões semelhantes, com 94% se sentindo “orgulhosos” e 88% declarando que o irmão especial os tornou uma “pessoa melhor”. E virtualmente todas as pessoas com Síndrome de Down participantes da pesquisa disseram estar felizes com sua vida e com quem são.

“As vozes que ouvimos expressaram muita satisfação e positividade sobre suas vidas, a despeito de terem grandes desafios”, disse o médico Brian Skotko, coordenador das pesquisas, publicadas na edição de outubro do “American Journal of Medical Genetics”.

Skotko, do Programa de Síndrome de Down no Children’s Hospital Boston, espera que os resultados ajudem famílias a tomar decisões sobre os bebês ainda não nascidos, especialmente agora, que os testes pré-natais se tornam mais abrangentes.

Atualmente, o exame pré-natal para Síndrome de Down envolve risco de aborto e é feito por apenas cerca de 2% das mulheres grávidas. Mas testes novos e virtualmente 100% seguros estão para chegar ao mercado, e Skotko quer garantir que os pais às voltas com esta “complexa, sensível e difícil decisão” tenham informação de qualidade para guiá-los.

Passo à frente

Nos Estados Unidos, é permitido às mulheres optar pelo aborto ao saberem que a criança tem algum problema de saúde. Ninguém sabe exatamente quantas mulheres decidem interromper a gestação ao descobrir que seus filhos terão Síndrome de Down. Mas alguns estudos selecionados sugerem que o número pode ser alto: de 80 a 90%.

“Quando todo mundo tiver a oportunidade de saber, antes do parto e com um simples exame de sangue, quais decisões serão tomadas sobre a gestação? Será que os bebês com a Síndrome irão desaparecer pouco a pouco?”, questionou Skotko. “As pessoas com Síndrome de Down devem falar sobre o que significa ter esta condição”.

Julie Cevallos, vice-presidente de marketing da NDSS, a National Down Syndrome Society (Sociedade Nacional da Síndrome de Down), disse que “esta pesquisa é um grande passo à frente. É particularmente notável que as informações venham direto das famílias, irmãos e das próprias pessoas com a Síndrome”. E acrescentou: “Quanto mais informação, e quanto mais acurada for esta informação, melhor. Há muita informação errada por aí, além de estereótipos”. Cevallos é mãe de Nina, de 2 anos, que tem a Síndrome.Skotko, membro do conselho da NDSS, tem uma irmã de 32 anos com a Síndrome. “Ela tem uma vida social ativa, mais do que eu jamais tive”.

Quanto a Louis Sciuto, sua mãe, Louise, diz que ele acaba de arrumar um emprego e também leva uma vida socialmente ativa, assistindo aos últimos lançamentos do cinema, praticando esportes e saindo com garotas e outros casais de amigos.

O que ela diria aos pais que descobriram que seus filhos podem ter Síndrome de Down? “Não tenham medo. É diferente, mas não pior. Meu filho tem amigos cujos pais me dizem que seus filhos se tornaram pessoas melhores por conhecerem Louis”.

Perceção sensorial no autismo e síndrome de asperger

Ação de Formação em Braga para perceber as diferenças de perceção sensorial no autismo.

Local: Braga
Data: 14 e 15 de Outubro de 2011 

A capacidade de perceber com precisão os estímulos do ambiente é fundamental para muitas áreas do funcionamento académico, social e comunicativo. Embora as pessoas com autismo vivam no mesmo mundo físico e lidem com a mesma "matéria prima" do mundo, a sua percepção é notavelmente diferente do de pessoas não-autistas. É amplamente reconhecido que as pessoas autistas têm experiências sensoriais e perceptivas 'incomuns' que podem envolver híper ou hipo sensibilidade e uma flutuação entre os diferentes "volumes" da percepção e da dificuldade em interpretar o sentido. Muitas vezes, ignorado por muitos profissionais, este é um dos principais problemas destacados pelos indivíduos autistas. A formação é fundamental para pais, professores, educadores e todos os profissionais que trabalham com indivíduos autistas e aspergers, de forma a compreenderem plenamente as diferenças de percepção sensorial no autismo. 

Contactos:
Associação para a Inclusão e Apoio ao Autista 
Rua Assento de Cima, s/N Palmeira 4700-682 Braga
Telm.: 936859219
E-mail: eventos@aia.org.pt 
Sítio web: http://www.aia.org.pt

In: Ajudas

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A inclusão social de pessoas com síndrome de Down

O preconceito sempre foi um dos maiores inimigos de quem tem Síndrome de Down. Ele ainda não acabou, mas diminuiu muito com diversas iniciativas de inclusão. Hoje, quem tem Down tem direito a estudar em escolas regulares, trabalhar e pode ser artista de cinema.


In: Rede TV

Formação: A Pessoa com Perturbações do Espectro do Autismo

Acção de Formação organizada pela de Pais e Encarregados de Educação de Alunos com Perturbações do Espectro do AutismoTema: A Pessoa com Perturbações do Espectro do Autismo - Estratégias de Intervenção.

Este curso tem como principais objectivos sensibilizar profissionais e famílias relativamente à problemática das PEA; formar profissionais com estratégias de intervenção numa perspectiva funcional e centradas na pessoa com PEA e Promover uma reflexão conjunta sobre comportamentos agressivos em pessoas com PEA, através da exploração de técnicas não-invasivas de prevenção e contenção. 

Local: APPC Vila Urbana de Valbom 
Data: 6, 7 e 8 de Outubro de 2011
Horas: 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h00 

Contactos:
Associação de Pais e Encarregados de Educação de Alunos com Perturbações do Espectro do Autismo
Rua Senhora das Dores 111 4000-526 Porto 
Telm.: 91 073 74 42
E-mail: APEEAutismo@gmail.com

In: Ajudas

domingo, 2 de outubro de 2011

Artistas lusos com deficiência expõem em Londres

O Museum of Everything, em Londres, inaugurou uma exposição com obras de arte de cerca de 300 artistas com deficiência de todo o mundo, entre eles três artistas portugueses. A exposição está patente até outubro mas também pode ser visitada online.

De entre as obras expostas, encontram-se as dos portugueses Miguel Ângelo Claro e Paulo Fonseca da Fundação Afid Diferença e a de Hélder Rodrigues da CERCICA, que participam nesta exposição com a colaboração da ANACED – Associação Nacional de Arte e Criatividade de e para Pessoas com Deficiência e com o apoio do Instituto Nacional para a Reabilitação.

Apresentada na Selfridges & Co, conceituada loja de departamento londrina, esta exposição organizada pelo Museum of Everything ocupa mais de 15.000 metros quadrados, tornando-se a colaboração de arte mais extensa na história do museu.

A exposição está patente até 25 de Outubro em 400 Oxford Street, Londres. Mas quem não tiver oportunide de viajar até Londres, poderá visitar a galeria virtual do museu onde estão exibidas todas as obras.

Clique AQUI para aceder à galeria virtual de Exhibition #4 e AQUI para aceder ao site do Museum of Everything.