terça-feira, 5 de junho de 2012

Dispositivo indica obstáculos a deficientes visuais

Uma equipa espanhola desenvolveu uma espécie de "óculos" com o objetivo de facilitar a vida de quem tem limitações de visão como é o caso do glaucoma, que afeta as células da retina. O dispositivo determina a distância a que os objetos estão e o seu contorno, permitindo ao utilizador saber o que o rodeia. 

"O sistema deteta objetos e pessoas que se movem dentro do campo visual e dá todas as informações que alguém sem problemas teria ao seu dispor", explicou Ricardo Vergaz, um dos responsáveis pela investigação, citado pelo portal Phys.org. De acordo com o especialista, "a informação relativa à profundidade é a que é mais falta àqueles que necessitam deste tipo de equipamento tecnológico". 

Para combater esta dificuldade, os investigadores da Universidade Carlos III de Madrid criaram um algoritmo que permite calcular a distância a que estão os objetos e informar o utilizador em tempo real através de dois microecrãs. Além disso, o contorno dos elementos é destacado nesses microecrãs, com cores que variam consoante a distância a que estão. 

O equipamento, que ainda está em fase de protótipo, foi desenvolvido com recurso a um dispositivo HMD, um "capacete" de realidade virtual que inclui duas câmaras às quais foi ligado um pequeno computador. O computador processa as imagens e, no mesmo momento, transmite os dados recolhidos.

Atualmente, a invenção está a ser testada em colaboração com o Instituto de Oftalmologia Aplicada (IOBA) da Universidade de Valladolid, onde estão a ser levados a cabo ensaios clínicos com vista a apurar a validade e aplicabilidade do dispositivo.

"Depois de testar o equipamento numa amostra representativa de pacientes que poderiam beneficiar dele, o IOBA vai informar-nos dos resultados obtidos no final deste ano. Isso vai permitir-nos avaliar o seu sucesso e melhorá-lo", adiantou Vergaz, salientando que o objetivo final da equipa é melhorar a ergonomia do produto, tornando-o confortável para o utilizador.

Segundo os especialistas espanhóis, o sistema poderá ter grande utilidade para quem sofre com patologias que não produzem cegueira total, mas limitam fortemente a visão. Só em Espanha, há centenas de milhares de pessoas afetadas com este tipo de problema e outras tantas que têm, em maior ou menor grau, probabilidade de vir a desenvolvê-los.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Corrida de 400 metros

Matt Woodrum vive em Ohio, nos Estados Unidos, tem 11 anos e sofre de paralisia cerebral. Mas tem uma vontade de ferro. Não recusou sem desistir uma corrida de 400 metros apesar da clara desvantagem física.

Anne Curran, mãe do rapaz diz que o filho não se detém perante a sua condição, e não exclui mesmo um jogo de futebol com seus irmãos e amigos.

O filme mostra a fragilidade de Woodrum que começa a corrida com um ritmo constante, mas que rapidamente perde os colegas. Fica para trás. Mas o grupo também não desiste de Matt e grita constantemente "Vamos Matt!"

Quando Matt chega à meta, o vídeo mostra as dezenas de alunos que batem palmas a apoiam o colega.

O vídeo já foi visto por mais de um milhão de pessoas através do YouTube.


In: DN online

domingo, 3 de junho de 2012

E quando o médico diz: “O seu filho nasceu com uma deficiência”

E quando a resposta é: "Poderá haver um problema" ou " O seu filho nasceu com uma deficiência"! Naquele momento, naquele minuto fatal, desmorona-se tudo!

A partir do momento em que se confirma uma gravidez desejada, o casal, e até mesmo a família alargada, vive momentos de verdadeira felicidade. Tudo é pensado em nome da criança vindoura. A mãe cumpre religiosamente as consultas de acompanhamento, o pai delicia-se com o crescimento da barriga e juntos deliram com os primeiros "pontapeares". As compras focam-se na decoração do quarto do bebé, nas roupas mais confortáveis, na aquisição das "cadeirinhas" mais adequadas...

A mãe e o pai idealizam o rosto da criança, com uma esperança, quase secreta, que ela venha a herdar geneticamente o melhor de cada um. Durante nove meses, a família é, assim, imbuída de emoções positivas e anseia o momento do nascimento!

Quando a criança nasce, o pai comemora com os amigos, a mãe recebe telefonemas das amigas, enfim... vive-se o melhor momento da vida de qualquer ser humano!

Todavia, nem sempre este cenário é assim! Quando o pediatra chega, com um ar quase ensimesmado, os olhos pequenos e um franzir na testa... O medo instala-se e os pais perguntam, quase desesperadamente:

- O meu bebé está bem? Nasceu perfeitinho?

E quando a resposta é: "Poderá haver um problema" ou "O seu filho nasceu com uma deficiência" Naquele momento, naquele minuto fatal, desmorona-se tudo!

A criança sonhada, a criança idealizada, dá lugar a uma criança não desejada, isto porque nenhum ser humano deseja ter uma criança com deficiência!

E no meio deste sequestro emocional, a mãe tem alta, vem para casa com "outro" bebé e sem qualquer tipo de apoio psicológico!

Os pais percorrem, assim, um longo período de sofrimento, passando por várias etapas, muitas vezes, sozinhos.

São estes pais que chegam à minha "Escola de Pais Especiais". Pais revoltados, amargurados, sem vida própria, que esqueceram de viver, pois tudo passou a centrar-se nos cuidados do novo ser.

A estes pais eu gostaria de dizer que ter uma criança com deficiência não é prenúncio de uma vida futura infeliz. A deficiência não é uma fatalidade! É, antes, um reaprender a amar de forma diferente, mais intensa, mais verdadeira e única! E lembrem-se, quanto mais depressa superarem o ciclo de sofrimento, mais depressa apreciarão os encantos que só estas crianças são capazes de oferecer!

Chegam-me ainda outros pais especiais, como o caso da mãe Rosalina, que me disse: "Eu tenho três filhos com necessidades educativas especiais, mas tenho a certeza que não existe um família tão feliz como a nossa"!

É esta raridade de emoções positivas, é este amar superiormente, é este viver apaixonadamente com um filho especial, que precisa ser "contagiado" àqueles que se deparam, neste momento, com a impotência de ser pais com um filho com deficiência.

Urge, por isso, um agitar de consciência social e política, no que concerne ao apoio emocional destes pais tão especiais e à intervenção precoce do seu filho.

Urge fazer perceber a estes pais e ao mundo em geral que se a Natureza ditou estas crianças é porque necessita delas! Afinal... elas são seres excecionais!

Urge a desmistificação da deficiência.

Urge acreditar no que estas crianças nos acrescentam diariamente, tornando-nos, a todos nós, também pessoas especiais!

A estas crianças o meu eterno Obrigada, e a todos os pais especiais,

Um sorriso especial!

Por: Manuela Pereira

In: Educare

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dia da Criança

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças ganham presentes.

É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente).

Sabias que o primeiro Dia Mundial da Criança foi em 1950?

Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945.
Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida.

As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!

Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.

Sabias que mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever? E também viviam em péssimas condições para a sua saúde.

Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF.
Clica aqui para leres sobre esta organização.

Mesmo assim, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança.

Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo.

Este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!

Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a:

- afecto, amor e compreensão;
- alimentação adequada;
- cuidados médicos;
- educação gratuita;
- protecção contra todas as formas de exploração;
- crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.

Sabias que em só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos das crianças passaram para o papel?

A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança".

Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.

Claro que os Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos.

Então, quando a "Declaração" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos!).

Clica aqui para os leres. Estão escritos de uma forma mais simples para tu os perceberes melhor.

Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!


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