quinta-feira, 8 de setembro de 2011

“Podemos fazer a diferença…”

Educar é, em todos os momentos, ajudar a desenvolver valores, consolidar convicções, permitir a formulação de critérios, acarinhar opções e estimular a tomada de decisão. O processo educativo tem uma "magia" que não pode reduzir-se a um corpo metodológico assente em receitas mais ou menos abstratas . Carece, contudo, de um fundamento concetual , apoiado em suportes teóricos credíveis, estudos empíricos e instrumentos adequados, que constituam a sua base de sustentação e de apoio. Este processo sempre sistémico e transversal, tem que ancorar no espaço e tempo e, em consequência, tem de se adaptar aos diferentes contextos educacionais a aos seus públicos. 

Para o século XXI desejamos uma educação aberta às realidades da sociedade, em que o principal, objetivo seja uma educação para a vida, ligada às realidades da comunidade em geral. 

Não queremos uma escola que passe apenas conteúdos. Queremos uma escola que nos faça sonhar e que alimente os nossos sonhos, queremos uma escola que desenvolva competências, possibilitando transformar esses nossos sonhos em realidades sólidas. Enfim, uma escola que, através da criatividade, da reflexão sistematizada, conduza ao empreendorismo, à livre iniciativa e tomada de decisão, à cidadania responsável. Parafraseando Edgar Morin em Sete Saberes da Educação do Futuro, consideramos que é necessário evitar "as cegueiras do conhecimento" que impeçam a reflexão do que é saber, como construir o saber, rever e atualizar processos diminuindo as entropias. 

Neste contexto de mudanças, e porque estaremos empenhados em construir uma nova reforma de viver a escola, é importante refletirmos sobre que tipo de trabalho temos desenvolvido nas nossas escolas e qual o efeito. Que resultados temos alcançado. Qual é na verdade a função social da escola? A escola está realmente a cumprir ou procura cumprir a sua função como agente de intervenção na sociedade? Para se conquistar o sucesso é necessário que se entenda e que tenha clareza do que se quer alcançar. A escola precisa de ter objetivos bem definidos, para que possa desempenhar bem o seu papel social, que é a sua maior preocupação. O alvo deve ser o crescimento intelectual , emocional, espiritual do aluno e para que esse avanço venha a fluir é necessário que a escola esteja desobstruída. 

A educação engloba ensinar e aprender. O mundo não é perfeito, mas se cada um de nós fizer o que está ao seu alcance, podemos todos juntos fazê-lo melhor. A educação tem um papel muito importante nesse desiderato. A educação tem um papel muito importante e podemos "fazer" e marcar a diferença se estivemos todos no rumo do mesmo caminho. Em Educar é semear com sabedoria, Augusto Cury diz que é pelas atitudes e gestos que podemos tornar os nossos sonhos em realidade. E todos os que no dia a dia ajudam com os pequenos gestos e atitudes a tornar este sonho realidade vivem "intensamente o seu tempo, com consciência e sensibilidade" (Moacir Gadotti, em Boniteza de Um Sonho). Segundo o mesmo autor, "não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem Educadores". Os Educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas. Eles fazem fluir o saber, constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindíveis." A educação é de todos e para todos, docentes, alunos, pais e encarregados de educação. Com professores competentes e empenhados na educação, será possível construir um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável, tal como nos fala Moacir Gadotti, e desta forma todos juntos podemos fazer toda a diferença. 

Há um bom princípio de vida: devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. Ainda segundo Augusto Cury , a tarefa da educação é delicada porque um professor tem muitas ações no seu dia a dia (aprender, comunicar, ensinar, conhecer, ver, relacionar, guardar, renovar, viver, marcar, partilhar, escrever, classificar, ajudar, imaginar, ler, formar, cooperar, informar, construir, gerir e ouvir). A melhor forma de educar é estar atento às necessidades dos nossos alunos, aprendendo a ouvi-los e a respeitá-los. Afinal o que realmente faz a diferença? É o fazer acontecer a solidariedade, a compreensão, a ajuda mútua e o amor entre as pessoas. Zenita Guenter, numa das suas intervenções, diz que " as pessoas aprendem quem são e o que são através da maneira como são tratadas pelas pessoas mais importantes na sua vida," 

Bibliografia de referência
Gadotti, Moacir , (2003). Boniteza de um Sonho - Ensinar e aprender com sentido. Novo Hamburgo: Rio Grande do Sul - Brasil. 
Cury, Augusto, (2010). O Mestre da Sensibilidade. Jesus, o maior especialista no território da emoção. Publicações Dom Quixote: Alfragide: Portugal. 

(consultado a 27 de agosto de 2011)

Por: Sandra Porto Ferreira

In: Educare

UTAD vai investigar riscos na saúde mental das crianças

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai liderar um projecto de investigação junto de hospitais e centros de saúde da Região Norte do país, com o objectivo de analisar a prevalência de problemas desenvolvimentais e de saúde mental em crianças até aos 18 meses de idade. 

O projecto, intitulado “O papel da interacção genótipo-ambiente ao nível da resiliência e vulnerabilidade para problemas desenvolvimentais e de saúde mental nos primeiros 18 meses de vida”, obteve a classificação de “Excelente” pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e foi financiado com um montante superior a 100 mil euros.

Coordenado por Raquel Costa, docente e investigadora do Departamento de Educação e Psicologia da UTAD, e contando com uma equipa que integra investigadores da Universidade do Minho e da Universidade de Paris Diderot, este trabalho pretende detectar sinais precoces de problemas desenvolvimentais e de saúde mental e analisar o efeito da interacção entre os factores de risco ambientais e factores genéticos.

Segundo a investigadora responsável os problemas de saúde mental das crianças, com grande frequência, estão associados a famílias com múltiplos factores de risco como parentalidade na adolescência, pobreza, monoparentalidade, baixo peso à nascença, psicopatologia parental, dificuldades desenvolvimentais ou abuso de substâncias.

No entanto, face a tais adversidades, algumas crianças mostram-se resilientes (resistentes ao choque), enquanto outras se mostram muito mais vulneráveis ao desenvolvimento de problemas desenvolvimentais e de saúde mental. Factores individuais como as características genéticas podem estar na origem de tais diferenças individuais na susceptibilidade aos factores de risco ambientais.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Centenas de escolas começam ano letivo sem psicólogos

Cerca de 300 escolas ou agrupamentos de escolas iniciam a partir de amanhã o ano letivo sem serviço de psicologia, por falta de abertura de vagas para a contratação de profissionais.

O ano letivo começa amanhã para cerca de 300 escolas ou agrupamentos de escolas que voltam a abrir sem serviço de psicologia, uma vez que ainda não foi autorizada a abertura de vagas para a contratação destes profissionais.

Em declarações prestadas hoje à Lusa, Daniela Gomes, do Movimento pró-ANPSE (Associação Nacional de Psicólogos Escolares), lamentou que, "tal como sucedeu no ano letivo anterior, este ano as escolas voltem a abrir sem o serviço de psicologia, estando estes profissionais no desemprego desde 31 de agosto, quando terminou o contrato anual de trabalho".

Desenvolvimento psicológico dos alunos sem apoio

"Voltamos à estaca zero. O ano passado só começámos a ser colocados a partir do final de novembro e este ano parece que vamos pelo mesmo caminho. Continuamos a aguardar pacientemente e na total incerteza que seja autorizada a abertura de vagas para o corrente ano letivo", disse. 

Neste momento, segundo Daniela Gomes, "nem os agrupamentos TEIP (territórios educativos de intervenção prioritária) têm autorização para a abertura de processo concursal para colocação de psicólogos"."Apenas as escolas com Serviço de Psicologia e Orientação (SPO), ou seja, psicólogos de quadro (cujo último concurso a nível nacional remonta a 1997) terão assegurados os serviços de psicologia. Desta forma, mais uma vez, estamos a falar de milhares de crianças e jovens que veem negado um direito consagrado na Lei de Bases do SE e no estatuto do aluno", sustentou. 

A psicóloga considerou que está em causa o apoio ao desenvolvimento psicológico dos alunos e à sua orientação escolar e profissional, bem como o apoio psico-pedagógico às atividades educativas previsto na Lei de Bases do Sistema Educativo.

O movimento que está a criar uma associação de âmbito nacional reivindica a contratação profissional dos psicólogos pelo Ministério da Educação, vinculando-os de forma estável e possibilitando-lhes a entrada e progressão na carreira.

Nos últimos anos, os psicólogos têm sido contratados para desenvolvimento de projetos de combate ao insucesso escolar, por contratação de escola, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 35/2007, de 15 de fevereiro, e da Lei n.º 23/2004, de 22 de junho.

A Lusa solicitou esclarecimentos ao Ministério da Educação, mas até ao momento não obteve resposta.

Ler mais:



terça-feira, 6 de setembro de 2011

2.º Congresso Internacional


Foi concedida a acreditação do Congresso pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), para que deste modo produza os efeitos previstos no Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, relevando para efeitos de progressão da carreira de Professores e Educadores. Os professores e educadores que quiserem usufruir deste benefício terão de garantir a sua presença em, pelo menos, dois terços do total das horas do Congresso e a elaboração de uma Reflexão crítica/Relatório do Congresso.

O Congresso foi acreditado com 15 horas (0,6 créditos), para todos os docentes/educadores através do Processo ACC 67427/11.

Reflexão Crítica / Relatório do Congresso

Normas a seguir para a elaboração do relatório:

1. Fazer a Reflexão crítica/Relatório do Congresso entre 7000 a 10000 caracteres (com espaços, incluindo caixas de texto, notas de rodapé e de fim).

  • Papel: tamanho A4
  • Margem superior e inferior com 2,5 cm
  • Margem esquerda e direita com 3,0 cm
  • Fonte: Times New Roman, tamanho 12
  • Espaçamento entre linhas: 1,5
  • Alinhamento: justificado
  • As páginas deverão ser numeradas a partir da segunda página, com os números situando-se no final da página e à direita.
2. Organizar o texto, tendo em atenção:

  • Apresentação global
  • Organização/Estrutura
  • Correcção ortográfica e semântica
  • Reflexão sobre as temáticas abordadas (conferências/palestras e comunicações)
  • Reflexão sobre a organização
  • Considerações finais (apreciação global do Congresso; relevância das temáticas abordadas; impacto na prática pedagógica e na formação pessoal)
  • Sugestões
3. Enviar o relatório para o email do Congresso:

congressospinandee@gmail.com até 09 de Dezembro de 2011, identificando devidamente o assunto e o anexo do email.

Como viver com um irmão diferente?

A relação entre irmãos é a relação mais resistente e mais longa entre todas as relações dos seres humanos. É a base da sociabilização e educação dos mais novos, mas também influencia de forma determinante as competências sociais dos mais velhos. 

É uma relação de troca, aprendizagem, imitação, mas também de competição pela atenção dos pais. Quando existe um irmão diferente surgem alterações na estrutura familiar que influenciam esta dinâmica.

Estes encontros têm como objectivo, através de dinâmicas de grupo, criar um espaço de partilha de experiências e dúvidas na relação com irmãos com necessidades educativas especiais, assim como promover estratégias para lidar com a diferença.

Os encontros estão organizados em seis sessões de 90 minutos, com frequência semanal.

Os objectivos gerais dos encontros são:

-Informar sobre as necessidades educativas especiais de cada um dos irmãos;
-Promover estratégias de coping para lidar com as dificuldades dos irmãos;
-Dar a conhecer os diferentes passos para a resolução de problemas;
-Promover estratégias de gestão emocional.

Destinatários:

 - Irmãos de crianças com necessidades educativas especiais (Perturbação de Hiperactividade e de Défice de Atenção; Perturbação do Espectro do Autismo; Dificuldades de Aprendizagem; Défice Cognitivo…);

   - Idades compreendidas entre os 8 e 12 anos.

Pagamento: 150 Euros

INSCRIÇÕES LIMITADAS A 8 PARTICIPANTES
DATA LIMITE 12 DE OUTUBRO DE 2011

Datas:
INÍCIO: 26 de Outubro de 2011
HORÁRIO: Quartas-feiras, pelas 18h30

Local:
AUDITÓRIO CADIn
Edifício CADIn
Estrada da Malveira – 2750-782 Cascais

Para mais informações contacte:
congressos@cadin.net
Alexandra Carvalho
Telef: 214858241
Telem: 912540412

In: CADIn