sexta-feira, 8 de junho de 2012

Associação de Paralisia Cerebral suspende tratamentos

A Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Leiria (APPC-Leiria) suspendeu tratamentos a utentes por falta de verbas, alertou hoje a presidente da instituição, Lúcia Bento.

A responsável assumiu a existência de dívidas à empresa municipal que gere o complexo de piscinas de Leiria, pela utilização do espaço para a realização de hidroterapia a pessoas com paralisia cerebral.

"Ainda tentámos manter o tratamento a alguns dos utentes, mas a situação tornou-se incomportável. A musicoterapia também teve de ser suspensa por falta de dinheiro. Neste momento vivemos uma situação dramática", sublinhou.

A APPC-Leiria possui uma dívida à banca que ronda os 207 mil euros, contraída para a construção do Centro de Reabilitação.

Em falta está também o pagamento a fornecedores na ordem dos 20 mil euros, respeitante à construção, adaptação e aquisição de equipamentos especializados para o Centro de Apoio, que funciona desde outubro de 2010 e teve um custo de 100 mil euros.

"Em face da atual crise financeira que Portugal atravessa, a APPC-Leiria não consegue arranjar apoios suficientes", frisou Lúcia Bento.

A associação possui um acordo com a Segurança Social, que garante parte do tratamento a 100 utentes, mas possui cerca de 400 pessoas inscritas, das quais 50 são consideradas situações urgentes pela instituição, mas que se encontram em lista de espera.

"Estamos a falar de crianças entre os 9 meses e os 10 anos, sendo que 36 são bebés", revelou a presidente da APPC-Leiria.

Lúcia Bento explicou que a angariação de fundos através de campanhas solidárias "tem sido uma aposta contínua", mas "a crise que hoje se vive tem acentuado o desequilíbrio financeiro vivido pela APPC-Leiria".

A próxima iniciativa está marcada para 16 de junho. Designa-se 'Rock in Leiria com as Crianças Especiais' e realiza-se no Centro Cultural Mercado de Sant'Ana.

In: DN online

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Formação de Professores para a Inclusão - As Necessidades Educativas Especiais e as TIC

Formação de Professores para a Inclusão - As Necessidades Educativas Especiais e as TIC


Estão abertas as candidaturas para a oficina de formação As Necessidades Educativas Especiais e as TIC, com a duração de 50 horas (25 horas não presenciais), acreditada pela CCPFCP.

1. Duração da oficina: 50 horas (25 horas não presenciais)

2. Destinatários: Docentes dos grupos de recrutamento 910, 920 e 930, até ao limite de 20 formandos.

3. Apresentação de candidaturas: Inscrição online disponível em http://area.dgidc.min-edu.pt/fneetic , entre os dias 6 de junho e 18 de junho de 2012.

4. Calendário e Horário: 
25 de junho – Manhã: das 9h.30m às 12h30 
Tarde: das 14h às 17h
26 de junho – Manhã: das 9h.30m às 12h30 
Tarde: das 14h às 17h
27 de junho – Manhã: das 9h.30m às 12h30 
Tarde: das 14h às 17h
28 de junho – Manhã: das 9h.30m às 13h 
Tarde: das 14h às 17h.30

5. Local de Realização: Instalações da CERCICA, em Cascais.
A DGE assegura os custos referentes a alojamento em regime de internato.

6. Critérios de seleção dos candidatos:

Os candidatos serão selecionados por ordem de inscrição atendendo, sucessivamente, aos critérios abaixo indicados, aplicando-se o critério de seleção seguinte, caso o critério anterior não esgote o limite máximo de candidatos previstos no n.º 2:
1.º Critério-docentes em funções nos Centros de Recursos TIC para a Educação Especial.
2.º Critério-docentes em funções na educação especial.

Os resultados das candidaturas serão publicados no site da DGE, no dia 19 de junho de 2012.


Contactos:
Telefone:21 393 45 32.


In: DGE

Despacho sobre a organização do ano letivo

Foi publicado o Despacho normativo n.º 13-A/2012 relativo à organização do ano letivo. Do seu conteúdo, destaco apenas algumas considerações pontuais.

- «Hora», o período de tempo de 60 minutos, no caso da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, e o período de 50 minutos, nos restantes níveis e ciclos de ensino (alínea b, n.º 1 do art. 2º).

- Implementar projetos próprios que abranjam a criação ocasional de grupos homogéneos de alunos tendo em vista colmatar dificuldades de aprendizagem ou desenvolver capacidades e promover a igualdade de oportunidades (alínea f, n.º 2 do art. 3º).

- Os docentes podem, independentemente do grupo pelo qual foram recrutados, lecionar qualquer área disciplinar, disciplina ou unidade de formação do mesmo ou de diferente ciclo ou nível, desde que sejam titulares da adequada formação científica e ou certificação de idoneidade nos casos em que esta é requerida (n.º 3 do art. 4º).

- A componente letiva, a constar no horário semanal de cada docente, encontra -se fixada no artigo 77.º do ECD, considerando-se que está completa quando totalizar 25 horas semanais, no caso do pessoal docente da educação pré -escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, ou 22 horas semanais (1100 minutos), no caso do pessoal dos restantes ciclos e níveis de ensino, incluindo a educação especial (n.º 1 do art. 8º).

Via: Incluso

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dispositivo indica obstáculos a deficientes visuais

Uma equipa espanhola desenvolveu uma espécie de "óculos" com o objetivo de facilitar a vida de quem tem limitações de visão como é o caso do glaucoma, que afeta as células da retina. O dispositivo determina a distância a que os objetos estão e o seu contorno, permitindo ao utilizador saber o que o rodeia. 

"O sistema deteta objetos e pessoas que se movem dentro do campo visual e dá todas as informações que alguém sem problemas teria ao seu dispor", explicou Ricardo Vergaz, um dos responsáveis pela investigação, citado pelo portal Phys.org. De acordo com o especialista, "a informação relativa à profundidade é a que é mais falta àqueles que necessitam deste tipo de equipamento tecnológico". 

Para combater esta dificuldade, os investigadores da Universidade Carlos III de Madrid criaram um algoritmo que permite calcular a distância a que estão os objetos e informar o utilizador em tempo real através de dois microecrãs. Além disso, o contorno dos elementos é destacado nesses microecrãs, com cores que variam consoante a distância a que estão. 

O equipamento, que ainda está em fase de protótipo, foi desenvolvido com recurso a um dispositivo HMD, um "capacete" de realidade virtual que inclui duas câmaras às quais foi ligado um pequeno computador. O computador processa as imagens e, no mesmo momento, transmite os dados recolhidos.

Atualmente, a invenção está a ser testada em colaboração com o Instituto de Oftalmologia Aplicada (IOBA) da Universidade de Valladolid, onde estão a ser levados a cabo ensaios clínicos com vista a apurar a validade e aplicabilidade do dispositivo.

"Depois de testar o equipamento numa amostra representativa de pacientes que poderiam beneficiar dele, o IOBA vai informar-nos dos resultados obtidos no final deste ano. Isso vai permitir-nos avaliar o seu sucesso e melhorá-lo", adiantou Vergaz, salientando que o objetivo final da equipa é melhorar a ergonomia do produto, tornando-o confortável para o utilizador.

Segundo os especialistas espanhóis, o sistema poderá ter grande utilidade para quem sofre com patologias que não produzem cegueira total, mas limitam fortemente a visão. Só em Espanha, há centenas de milhares de pessoas afetadas com este tipo de problema e outras tantas que têm, em maior ou menor grau, probabilidade de vir a desenvolvê-los.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Corrida de 400 metros

Matt Woodrum vive em Ohio, nos Estados Unidos, tem 11 anos e sofre de paralisia cerebral. Mas tem uma vontade de ferro. Não recusou sem desistir uma corrida de 400 metros apesar da clara desvantagem física.

Anne Curran, mãe do rapaz diz que o filho não se detém perante a sua condição, e não exclui mesmo um jogo de futebol com seus irmãos e amigos.

O filme mostra a fragilidade de Woodrum que começa a corrida com um ritmo constante, mas que rapidamente perde os colegas. Fica para trás. Mas o grupo também não desiste de Matt e grita constantemente "Vamos Matt!"

Quando Matt chega à meta, o vídeo mostra as dezenas de alunos que batem palmas a apoiam o colega.

O vídeo já foi visto por mais de um milhão de pessoas através do YouTube.


In: DN online